In mold labeling – Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

A operação ocorre em alguns segundos, em regime de rigorosa precisão. A garra do robô pega o rótulo, com a ajuda de ventosas. Os rótulos são levados para as cavidades do molde de injeção e lá fixados por meio de uma descarga elétrica – em torno de 15 mil a 20 mil volts – ou de sistema de vácuo presente na ferramenta. A escolha entre a descarga elétrica ou o sistema de vácuo depende das características da peça. O ciclo prossegue. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada, já decorada e pronta para ser usada de acordo com sua finalidade.

A tecnologia in mold labeling (IML), expressão que pode ser traduzida em português como “rotulando no molde”, já é bastante difundida nos países avançados e começa a ser utilizada no Brasil. A técnica é bastante indicada para a fabricação de embalagens, em especial de produtos alimentícios ou químicos. São os casos, por exemplo, de potes de sorvete, margarina, iogurte, tintas ou produtos de limpeza. Também é usada para a confecção de móveis, como as cadeiras e mesas promocionais muito encontradas em bares pelo Brasil afora, decoradas com marcas de bebidas, entre outras aplicações.

As vantagens do processo são significativas. Uma vez injetada, uma embalagem não precisa sofrer operações posteriores, como colagem de etiquetas, colocações de cintas de papelão ou gravações feitas em serigrafia. A qualidade da impressão obtida é muito superior à dos outros métodos. Um produto com embalagens IML se destaca nas gôndolas das lojas e supermercados, fato hoje em dia muito valorizado em razão da elevada competitividade do mercado nas mais diversas categorias de produtos. Em geral, embalagens como potes de sorvete são reaproveitadas. A marca do produto permanece gravada para sempre e será lembrada pelo consumidor por todo o período em que ele a reutilizar.

Os obstáculos a serem enfrentados para a popularização da tecnologia, porém, não são pequenos. Os investimentos necessários feitos pelos transformadores para atender a esse mercado são pesados. O know-how exigido é complexo. O grande impedimento, na área técnica, se encontra na produção dos rótulos, problema que há alguns anos dificultou o ingresso da tecnologia no exterior e hoje é barreira para o desenvolvimento do mercado brasileiro. Os preços das peças feitas com a tecnologia não são competitivos em relação aos demais métodos.

Com essas dificuldades, o IML ainda é adotado de maneira muito incipiente por aqui. O número de transformadores com capacidade para realizar a operação talvez possa ser calculado com o auxílio dos dedos das mãos. O potencial desse nicho de mercado para as empresas brasileiras interessadas em investir na técnica, no entanto, é considerado excelente por especialistas. Na prática, existem provas desse potencial, como a recente chegada ao varejo de produtos apresentados com essas embalagens, fabricados por gigantes como Nestlé e Sadia. A demanda deve crescer muito nos próximos anos e, com o aumento previsto da escala de produção, o processo deve se tornar mais competitivo.

O IML conta com cadeia de fornecedores um tanto extensa. Tudo começa pelo fabricante dos filmes especiais de BOPP, utilizados para a confecção dos rótulos. No Brasil, a única fabricante desses filmes é a Vitopel. Passa pelas gráficas, responsáveis pelo corte e gravação dos rótulos. Entre as poucas que realizam o serviço no país, se encontram Rami e Flexoprint. As empresas fornecedoras de robôs comercializam os sistemas de automação necessários para a realização dos ciclos de injeção. Entre elas, podemos citar a Dal Maschio, de origem italiana com fábrica no Brasil, e a japonesa Star Seiki, com escritório de representação.

As injetoras precisam ser dotadas de sistemas de controle compatíveis para o diálogo com os sistemas de automação instaláveis. Fornecedores multinacionais de injetoras oferecem soluções completas, até os sistemas de automação. A Wittmann, multinacional com forte presença no mercado de robôs voltados para o mercado plástico, está oferecendo projetos completos. A empresa comprou, há poucos meses, a Battenfeld, tradicional marca alemã de máquinas injetoras de plástico.

Plástico Moderno, Artur Avelino Machado, Diretor, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional
Machado: IML facilitou entrada da Pavão no setor de embalagens

 

A mesma solução é oferecida pela SumitomoDemag, que entre os equipamentos oferecidos ao mercado traz para o Brasil a linha de automação para IML Simpac, marca da japonesa Sumitomo. As peças quase sempre são injetadas com polipropileno. No caso das embalagens, os moldes precisam ser muito precisos e rápidos.

Porta de entrada – Fundada em 1975 e localizada em São Paulo, a Pavão é apontada pelos profissionais do ramo como pioneira na realização de investimentos significativos para a adoção da tecnologia IML em injetados no Brasil. Tudo começou há seis anos, quando a empresa, até então com forte atuação no mercado de utilidades domésticas, decidiu participar do nicho de embalagens. “Tínhamos que enfrentar concorrentes muito grandes nesse setor e decidimos investir na técnica para entrarmos no mercado com um diferencial”, explica o diretor Artur Avelino Machado.

A idéia trouxe bons resultados. “Conseguimos conquistar uma boa fatia do mercado e a idéia é expandir nos próximos anos”, diz. Hoje, com essa tecnologia, a empresa produz potes de 150 mililitros a 2 litros, a grande maioria voltada para o mercado de sorvetes, além de alguns produtos químicos, em especial materiais de limpeza. A empresa conta com doze injetoras automatizadas, com forças de fechamento na faixa entre 100 e 350 toneladas. “As nossas vendas com essa linha de produtos têm crescido 20% ao ano”, revela.

A Pavão conta com sistemas de automação da Wittmann, Dal Maschio e Star Seiki. A última aquisição da empresa foi um sistema de automação, lançado pela Wittmann na edição da K 2007, com um robô responsável pela aplicação de rótulos no interior das cavidades por meio de carga eletrostática. As peças são injetadas em um stack-mold que produz, de maneira simultânea, tampa e pote decorados. O ciclo tem duração aproximada de 6,5 segundos. “O equipamento começou a operar agora em outubro e já temos encomendas que ocupam 20% da capacidade da máquina”, diz o diretor.

Machado credita a resistência existente no mercado à adoção dessas embalagens ao custo e acha que ainda vai levar algum tempo para que a tecnologia se popularize por aqui. Para ele, as empresas de mercados muito concorridos, como os de iogurtes ou margarinas, não admitem pagar algo como R$ 0,10 a mais por um pote, mesmo que este seja de melhor qualidade e mais vistoso. “Para eles, é difícil repassar esse custo”, justifica.

Quem fabrica produtos um tanto diferenciados, como sorvetes voltados para o mercado premium, por exemplo, consegue repassar esse valor com maior facilidade. As tiragens desses produtos são menores, o que em curto prazo não permite aos transformadores trabalhar com grandes escalas. O diretor da Pavão acusa o preço dos rótulos como o principal fator da falta de competitividade. “O rótulo representa cerca de 50% do preço da embalagem”, diz. Entre os fornecedores de rótulos da empresa, se encontra a gráfica Rami.

Sala limpa – A Jaguar Plásticos, transformadora especializada em injeção, criada em 1978, em Jaguariúna-SP, conta, hoje, com 36 injetoras e participa dos mercados de utilidades domésticas, embalagens e peças sob encomenda. Passou a trabalhar com IML há cerca de um ano. Tudo começou há quase dois anos, com a inauguração de uma sala limpa, investimento realizado para fortalecer sua presença no mercado de embalagens, em especial no nicho de copos de requeijão – a empresa é fornecedora da Danone, fabricante das marcas Poços de Caldas e Paulista.

Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

O espaço chamou a atenção de outras grandes multinacionais. Depois de algumas conversas, a Jaguar passou a produzir duas embalagens IML para produtos que chegaram às gôndolas dos supermercados recentemente. Para a Nestlé, a transformadora injeta embalagens de 700 ml para uma linha de sorvetes premium. Para a Sadia, um pote de 150 ml voltado para embalar patê de queijo. Essas operações requerem três injetoras dotadas com sistemas de automação, fabricados no Brasil pela Dal Maschio. Uma para produzir o pote do sorvete, outra para a tampa do pote de sorvete e a terceira para o pote do patê. Todas as peças são injetadas em moldes de duas cavidades.

Plástico Moderno, José Felício Baldasso, Diretor-industrial, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional
Baldasso: há grande potencial para produtos feitos com a técnica

A Jaguar espera fechar novos contratos em breve. “Temos recebido pedidos de muitas cotações, há um grande potencial para o crescimento da venda dessas embalagens”, revela José Felício Baldasso, diretor-industrial. Para fazer frente a novas possíveis encomendas, representantes da empresa estiveram nas últimas semanas em Israel, país considerado centro de excelência na tecnologia. “Eles têm um know-how impressionante e são exportadores de equipamentos e rótulos”, informa.

O preço dos rótulos também é apontado por Baldasso como um dos problemas a serem solucionados para a tecnologia ganhar mais espaço no mercado brasileiro. “Os rótulos respondem por 45% do preço das embalagens”, calcula. Uma das dificuldades se encontra nas tiragens, ainda reduzidas. “No caso dos sorvetes, mesmo que o número de potes fabricados seja grande, usamos rótulos diferentes, de acordo com o sabor”, ressalta.

Para Baldasso, o problema dos rótulos não está só no preço. Ele reconhece a boa vontade demonstrada pelos fornecedores, que estão investindo para melhorar seus produtos. Mas avalia que os rótulos nacionais não estão no nível de qualidade  desejado. “Eles estão se esforçando, acredito que as coisas vão melhorar com o tempo”, diz. Para se ter uma idéia do problema enfrentado pela transformadora, os rótulos usados nos potes e tampas dos sorvetes fabricados para a Nestlé são importados da Argentina. Além da qualidade, os produtos do país vizinho estão dentro das especificações rigorosas adotadas pela multinacional da indústria alimentícia, que requer tintas especiais, não contaminantes. Já os da Sadia são produzidos pela brasileira Flexoprint. “Os do patê são difíceis de serem fabricados, eles têm cinco faces”, observa o diretor-industrial.

 

Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional
Pote do patê de queijo tem rótulo de cinco faces

O gargalo – As empresas envolvidas com a produção dos rótulos não querem ficar com a imagem de responsáveis pela dificuldade do desenvolvimento desse nicho de mercado e prometem investir na melhoria constante de seus produtos. Elas ressaltam que o desenvolvimento de rótulos de boa qualidade foi um empecilho no início da adoção do IML também nos países onde hoje a técnica é bem mais utilizada e acreditam que a popularização da prática levará ao aperfeiçoamento e a preços mais justos.

Uma dessas empresas é a Vitopel, de origem argentina, que em 1997, nove anos após sua criação, chegou ao Brasil por meio da incorporação da Koppol, empresa localizada em Mauá, na Grande São Paulo. Ainda no Brasil, a Vitopel adquiriu em 2005 o parque industrial da Votocel, situada em Votorantim-SP. Hoje, com capacidade para produzir 127 mil toneladas por ano de matérias-primas, se encontra entre as principais fabricantes do mundo de filmes de BOPP.

 

Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional
Patrícia e Almeida recomendam filmes específicos

Para Patrícia Lombardi, gestora de novos negócios da Vitopel, um dos problemas foi o uso, durante um tempo, por parte de fornecedores “espertos”, de filmes não qualificados para a operação. A prática, na sua opinião, “queimou” a imagem do processo. “Para os projetos IML precisamos usar filmes diferenciados, com algumas características que permitam resultados positivos para os trabalhos”, revela. 

A Vitopel desenvolveu, há dois anos, filmes específicos para a operação. Daniel de Almeida, assistente técnico da empresa, informa que eles contam com algumas propriedades, como permitirem bom controle das forças estáticas, planicidade e obtenção de superfícies adequadas para a impressão. Para a empresa, outro problema é o volume da demanda no mercado nacional, excessivamente tímido. Esse é o motivo principal pelo qual a empresa não conta com concorrentes por aqui. “Somos o único fornecedor do Brasil e um dos poucos do mundo”, afirma Patrícia.Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

A Gráfica Rami passou a acreditar no potencial desse mercado há cinco anos. “Os filmes utilizados eram todos importados e vimos uma boa oportunidade de negócios nesse filão”, conta Gelson José Gasparotto, gerente de negócios da gráfica. Um ano depois, a empresa passou a atender suas primeiras encomendas. “Esse é um mercado que vem crescendo 30% ao ano para nós”, revela o executivo. Ele conta que hoje o método de impressão usado nos filmes é o off-set. “Antes usávamos rotogravura ou flexografia”, diz. Gasparotto também ressalta a importância da precisão do corte. O rótulo deve estar perfeito para que a injeção ocorra dentro dos padrões de qualidade esperados.

Tanto Vitopel quanto Rami também atendem outro mercado que utiliza IML, o de sopro. Várias embalagens sopradas já vêm sendo produzidas no Brasil por meio da tecnologia. Entre as empresas pioneiras a se interessar pela técnica se encontram 

a Petrobras, que há alguns anos lançou uma embalagem do lubrificante Lubrax, e a Química Amparo, cujo produto pioneiro foi o amaciante de roupas Ipê. Os filmes usados como base e as técnicas de impressão são diferentes dos utilizados nos produtos injetados. “Uma das dificuldades do filme é que ele precisa ser compatível com o polietileno, matéria-prima usada nas embalagens sopradas”, exemplifica Almeida.

Sistemas de automação – As principais empresas fornecedoras de robôs no mercado brasileiro também atuam em projetos de desenvolvimento de sistemas de automação voltados para linhas de produção IML. Todas desenham os mecanismos caso a caso, de acordo com as necessidades dos clientes. São levados em conta quesitos como design da peça, design dos rótulos e volume de produção desejado, entre outros.

Ser uma empresa com fábrica no Brasil é um dos trunfos utilizados pela fabricante de robôs Dal Maschio na hora de convencer seus clientes. “Temos capacidade de desenvolver um projeto de acordo com as necessidades de nossos clientes e fornecer todos os componentes necessários com maior agilidade”, garante José Luiz Galvão Gomes, diretor da empresa. Como exemplo, ele cita a ampla variedade de garras com os mais variados formatos para a função.

Segundo Gomes, a proximidade também ajuda na hora de ensinar o cliente a trabalhar com a tecnologia. De quebra, ele aponta outra vantagem de sua empresa. Por contar com fábrica local, ela é menos vulnerável às variações do dólar. A valorização da moeda norte-americana tem arrepiado os cabelos de muitos empresários nas últimas semanas. “Acredito que esse mercado tem potencial muito bom, pode se desenvolver bastante nos próximos anos”, resume.

Roberto Eihi Kimura, gerente-geral do escritório da japonesa Star Seiki no Brasil, é um pouco menos otimista. Ele acredita que este mercado ainda está engatinhando por aqui e não se arrisca a dar um palpite sobre de que forma as vendas vão se desenvolver nos próximos anos. “Nossa grande dificuldade, por enquanto, é a falta de fornecedores de etiquetas com qualidade adequada para a operação”, explica, repetindo a queixa de outros participantes do mercado. Outro problema, na sua visão, é a necessidade do transformador investir em moldes de elevada qualidade.

“As injetoras e os robôs não são os maiores problemas para quem quer investir na tecnologia”, garante. E lembra que a Star Seiki tem capacidade para desenvolver os mais variados projetos, de acordo com as necessidades dos clientes. “Temos tido um bom número de consultas, mas acho que os transformadores ainda têm dificuldades para mensurar com precisão o custo/benefício da operação”, resume.

Soluções fechadas – Grupos fabricantes de equipamentos oferecem soluções completas para transformadores interessados em ingressar no mundo do IML. Um desses grupos é o da multinacional de origem austríaca Wittmann. “Com nossa estrutura somos capazes de oferecer projetos completos de IML”, explica Reinaldo Carmo Milito, diretor da empresa no Brasil. Por projetos completos, podemos definir sistemas dotados com os robôs e demais componentes do sistema de automação, as injetoras e até os moldes. Um expediente muito usado pela empresa nessa aplicação é oferecer projetos de stack-molds – em português, “molde empilhado”. Trata-se de um molde que, em vez de ter uma placa com as cavidades, tem duas placas com cavidades, cujos orifícios são montados de forma espelhada. O fato das faces com as cavidades estarem sobrepostas permite que as forças geradas durante o preenchimento se anulem aos pares, por serem iguais e em sentido contrário.

Plástico Moderno, Christoph Rieker, gerente-geral do grupo SumitomoDemag, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional
Rieker: clientes ganham com pacotes fechados

 

A tecnologia foi usada pela Wittmann no equipamento adquirido pela Pavão, que produz, em um mesmo ciclo, pote e tampa de sorvete com capacidade de dois litros. “No exterior, as embalagens IML são utilizadas há um bom tempo, acredito que no Brasil esse mercado cresça bastante”, avalia Milito.

Quem também demonstra otimismo com esse mercado é Christoph Rieker, gerente-geral do grupo SumitomoDemag. O grupo foi formado há cerca de um ano, quando a multinacional japonesa Sumitomo adquiriu a alemã Demag. Com a aquisição, o grupo passou a oferecer ao mercado projetos de IML com as duas marcas. “A vantagem do comprador ao adquirir soluções fechadas é poder recorrer a apenas uma empresa para resolver todos os seus problemas”, informa Rieker.

De acordo com o gerente, as linhas com as marcas Sumitomo e Demag não concorrem entre si, são complementares. Os projetos oferecidos pela Sumitomo levam a marca Simpac. Eles vêm equipados com injetoras elétricas com modelos de forças de fechamento na faixa entre 180 e 350 toneladas. “Na feira IPF 2008, realizada em novembro, no Japão, foi apresentado um modelo que produzia potes de duas cavidades com ciclos de 3,6 segundos”, orgulha-se. Já a linha da Demag é indicada para máquinas de maior porte e trazem injetoras que operam com sistemas de movimento hidráulicos. “São indicados para peças mais volumosas, como baldes usados como embalagens por indústrias químicas”, explica.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios