Impressoras – Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

Trata-se da flexográfica GlobalFlex, um sistema que combina recursos convencionais com os conceitos constantes dos equipamentos sem engrenagens. “A GlobalFlex representa um projeto inovador, que reúne todas as vantagens das máquinas sem engrenagens no que diz respeito aos câmbios rápidos de trabalho e de economia em porta-clichês”, considerou Mônica. O sistema de troca de serviço é equivalente ao de uma gearless, mas o sistema mecânico não interfere no sistema de impressão. Por contar com apenas dois servomotores, um deles para movimentar o tambor central e outro para acionar os grupos impressores, essa máquina se torna bem mais econômica em comparação com os sistemas gearless clássicos, consumindo 40% menor de energia.

Na opinião da diretora, as gearless convencionais apresentam consumo de energia muito elevado porque atuam com vinte servomotores e excesso de eletrônica, além de criar maior dificuldade aos operadores. Na Europa, é possível comprar componentes e comandos eletrônicos facilmente, mas, na América Latina, a dificuldade nesse sentido é muito grande. “Por isso, reduzimos a quantidade de motores e de componentes eletrônicos. O resultado é que a nossa máquina, com apenas dois servomotores, oferecerá todas as vantagens de uma gearless, além de maior facilidade para as operações.”

As velocidades de impressão alcançadas no novo equipamento podem chegar a 400 metros por minuto e as larguras de impressão podem abranger desde 1.200 mm até 1.400 mm. “Nosso projeto está pronto, mas precisamos de um parceiro que queira investir e compre a primeira máquina”, afirmou Mônica.

Além do novo projeto de banda larga, a empresa vem aprimorando flexográficas para atender o segmento de banda média, para imprimir etiquetas e rótulos sleeves em PVC termoencolhível. “A nossa impressora para banda média é uma máquina compacta, preparada para materiais especiais, como o PVC termoencolhível, e produzir à velocidade de 400 metros por minuto, com largura de impressão de 600 mm.” Outro diferencial que o fabricante agregou ao equipamento é um sistema de troca de mangas lateral que possibilita seu uso também no mercado de banda estreita. Lançado em 2006, o equipamento teve boa receptividade no mercado, possibilitando aos usuários uma alternativa mais econômica em comparação com a impressão rotográfica.

“Nosso sistema oferece qualidade de impressão bem próxima da rotogravura graças à estabilidade, precisão e manutenção dos registros, garantindo qualidade constante, reduzindo o desperdício e propiciando economia em anilox, lâminas doctor blade, adesivos dupla-face, entre outros, e também possui sistema de secagem especial para impressão de termoencolhíveis”, detalhou Mônica.

Outra máquina que também desperta grande interesse no mercado no momento foi concebida especialmente para o segmento de impressão de sacarias em ráfia. Com largura de impressão de 800 mm, a primeira FevaFlex Ráfia foi concebida quatro anos atrás, mas contou com várias melhorias em 2005.

Segundo Mônica, as impressoras para ráfia surgiram por causa da necessidade dos clientes de imprimir com maior velocidade e precisão. Nos primeiros equipamentos, a Feva deu prioridade à qualidade de impressão, mas, com base nas informações colhidas entre os usuários, foram feitas melhorias, principalmente sob o aspecto do rebobinamento, resultando em bobinas mais compactas e mais adequadas a essas aplicações.

“A ráfia apresenta tecido irregular e, por isso, exigiu a construção de máquina impressora com sistema especial de controle de tensão por contato tangencial, além de um sistema compactador para garantir a qualidade.” Também foram introduzidos braços mecânicos para facilitar a colocação e a retirada dos materiais tanto no desbobinamento como no rebobinamento. Outro detalhe importante está no tambor central. Revestido em aço inoxidável, o tambor permite encaixe perfeito das cores e maior produtividade da máquina, que poderá alcançar velocidade de impressão de 180 metros/minuto ou até 200 metros/minuto, dependendo do tratamento corona, possuindo ainda sistema inversor que permite imprimir na frente e no verso da ráfia.

Mas há também outro modelo de impressora da Feva que vem obtendo sucesso e conquistando maior número de usuários. Trata-se da FevaFlex Pro Coex. Desenvolvida especialmente para o mercado de alimentos embutidos, essa máquina comporta vários dispositivos para atender às necessidades de impressão de tripas finas, na frente e no verso, propiciando o registro perfeito entre os dois lados da impressão. Em virtude do emprego de tintas catalisadas, foram previstos pelo fabricante diferentes estágios de secagem, abrangendo secagem entre cores com calor, aplicação de infravermelho, para posteriormente ser submetido a um “pulmão”, com extensão de 25 metros, onde ocorrerá a total cura das tintas.

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A qualidade da impressão flexográfica está associada a vários avanços tecnológicos surgidos nos campos das gravações digitais de fotopolímeros, camisas para a montagem de clichês, impressoras sem engrenagens, cilindros cerâmicos gravados a laser e a vários softwares para tratamento de imagens e de cores. As fitas adesivas espumadas, contudo, também contribuem para a qualidade e o desempenho das máquinas.

Fabricante de fitas espumadas com espessuras de 0,38 mm e 0,50 mm, a Tesa, empresa alemã pertencente ao grupo Beiersdorf, dona da marca Nívea, classificada entre as três maiores produtoras de fitas adesivas do mundo, está oferecendo novidades ao mercado.“As fitas por nós produzidas melhoram a impressão porque possuem espuma compressível”, explica o engenheiro Robson Galvão, da Tesa Brasil.A empresa também está lançando com exclusividade a EasySplice FilmLine, desenvolvida para facilitar o processo de preparação e padronização das emendas. “Utilizando-se a EasySplice FilmLine não é necessário reduzir a velocidade de impressão no momento da emenda, aproveitando-se toda a produtividade da máquina”, afirmou Galvão. O adesivo dessa fita, segundo ele, permite a fixação em diversos materiais plásticos, abrangendo superfícies com diferentes tensões superficiais. Como exemplo, obtem-se ótimo desempenho em polietileno, superfície com baixa tensão superficial, considerado material crítico durante a troca de bobinas.

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