Impressoras – Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

Para imprimir etiquetas, rótulos, incluindo embalagens, a maior novidade ficou por conta da impressora servoacionada flexográfica UV FB-3300 S. Com unidades de impressão projetadas com conceito ergonômico, esse equipamento permite ajustes e trocas rápidas dos cilindros anilox e atinge a velocidade máxima de 228 metros/minuto, em larguras máximas de bobinas de 350 mm.

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Wilmers: modelo é totalmente automatizado e acionado por servomotores

“Os novos tipos de unidades de cura UV que acompanham essa máquina são equipados com cilindros refrigerados a água, auxiliando quando do uso de materiais mais sensíveis ao calor”, acrescentou o diretor. Além desses atributos, a nova impressora pode ser acompanhada de opcionais, como módulos para serigrafia, cold e hot foil.

Sem engrenagens aguarda parceiro – Vários rumores propagando o fechamento da Feva – Máquinas Ferdinand Vaders, de Cotia-SP, tradicional fabricante nacional de flexográficas, com dezessete anos de atuação nesse setor, levaram a empresa a adotar novos procedimentos administrativos e se posicionar com maior veemência recentemente perante o mercado.

“A Feva não quebrou, não fechou, e não vai sumir do mapa. Ao contrário, estamos é bem vivos, trabalhando intensamente e nos dedicando a novos projetos para a construção de máquinas e intensificando a prestação de serviços de usinagem de alta precisão. Só precisamos de algum tempo para nos recuperarmos financeiramente. Além disso, temos patrimônio e um parque industrial moderno de 15 mil m² de construção, instalado em área total de 56 mil m², totalmente equipado com recursos para produzir impressoras flexográficas com valores de venda entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões”, argumentou a diretora Mônica Vaders.

Plástico Moderno, Mônica Vaders, diretora, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem
Mônica: flexográfica irá para a África do Sul

Das experiências vividas nos últimos anos, contudo, Mônica tirou algumas lições: “Descobrimos que somos excelentes fabricantes de máquinas e péssimos administradores de empresas e, por isso, contratamos uma consultoria especializada, a Corporate Consulting, para nos dar suporte para a obtenção de novas linhas de crédito em instituições e nos ajudar a acelerar a produção de pelo menos dez máquinas que já foram encomendadas por usuários do Brasil e do exterior”, afirmou.

Segundo Mônica, uma das principais razões para a empresa ter se tornado vulnerável à boataria, que só fez produzir efeitos negativos sobre os funcionários e diretores da fábrica, está ligada a um grande golpe sofrido dois anos atrás, quando um cliente de porte internacional sustou contrato de parceria que havia firmado com a Feva para a fabricação de máquinas flexográficas sem engrenagens, destinadas a abastecer usuários no exterior.

“Naquela época, chegamos a contratar cento e oitenta novos funcionários para cumprir o contrato de produção de impressoras gearless para a PCMC, reconhecida mundialmente como uma das melhores fabricantes de máquinas nesse setor.

Chegamos a fabricar 28 impressoras gearless em quatro anos, bancamos todos os custos de aquisição de novos equipamentos, compramos novos tornos e fresas CNC, mandrilhas e instalamos três centros de usinagem, com sistema de corte a plasma por CNC, investindo ao longo de dois anos aproximadamente R$ 4 milhões, tudo isso porque acreditávamos na continuidade do contrato.” Outro fato que causou prejuízos à Feva foi a retenção de recursos financeiros da empresa no Banco Santos e, corroborando ainda mais para essa situação, a cotação baixa do dólar na época, que provocou a desaceleração das exportações.

Para aproveitar os maquinários, cuja quantidade e velocidade superam a demanda, a Feva, além de produzir flexográficas, resolveu atuar no setor de prestação de serviços de terceirização, construindo peças de alta precisão, turbinas para vários setores, promovendo montagens mecânicas e elétricas e ainda realizando serviços de caldeiraria e serralheria.
A preocupação da empresa nesse momento é evitar informações desencontradas, assumir postura de comunicação transparente com o mercado e buscar novas linhas de crédito, algumas das quais já se encontram liberadas.

A empresa também está acelerando a construção e a entrega de máquinas para vários países, como Venezuela, México, Nigéria, Rússia e África do Sul. Para este último país, a empresa finaliza a construção de uma Mundial Flex 1.200, para impressão de dez cores, que deverá ficar pronta no final de outubro.

“Só após 1997, passamos a atender às exportações, e chegamos a destinar, em 2005, 50% da nossa produção para fora do País”, disse Mônica. Hoje, atenta às oportunidades buscadas lá fora, a empresa mantém uma equipe de profissionais, formada por quatro técnicos, somente para prestar atendimento às exportações. “Em cada um dos países para os quais exportamos, preparamos um representante técnico para ser o responsável por todos os serviços de assistência técnica.” Assim já ocorre na Colômbia, no Chile, no Peru, na Índia, na Rússia e na África do Sul.

Com 600 máquinas colocadas nos mercados nacional e internacional desde que começou a se dedicar à fabricação de flexográficas há dezessete anos, a Feva acumula experiência fabril bem mais extensa, de setenta e dois anos, desde a sua fundação, quando se dedicou à fabricação de máquinas tipográficas e tira-provas off-set.
Recentemente, a empresa entrou com pedido de patente de máquina totalmente inédita no mercado flexográfico brasileiro. O equipamento em questão possui sistema de transmissão mecânica, mas o funcionamento de todos os componentes para ajustes e preparação é semelhante ao de um equipamento gearless.

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