Impressoras – Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

“Na fábrica de Mauá, teremos espaço suficiente para levar adiante nossos novos projetos de crescimento e promover significativos investimentos em tecnologia e processos de produção. Lá, teremos maiores condições para atuar com maior empenho na linha de embalagens laminadas”, afirmou.

Os investimentos em novas tecnologias, fundamentais para dar base à nova fase de crescimento, começaram em Leco, na Itália, onde Cincinato encomendou a impressora gearless Omet VF. Com largura de impressão de 670 mm e velocidade de 200 metros/minuto, a máquina é considerada de banda média. O principal diferencial da Omet VF é oferecer um sistema híbrido de impressão. Ou seja, a máquina imprime pelos processos de rotogravura e flexografia, oferecendo oito cores para flexografia e duas cores para rotogravura.

Outros atributos importantes são: imprimir, além de filmes de BOPP e outros substratos plásticos, também o alumínio, com sistema de controle de tensão excepcional, segundo testou Cincinato, que permite rodar folhas de alumínio em espessuras a partir de 7 micras, oferecendo, ainda, sistema de secagem das tintas por ultravioleta (UV).

De acordo com Cincinato, além da tecnologia ser mais avançada, outro ponto forte das novas gerações de impressoras é a versatilidade. Ele informa que esse tipo de equipamento permite imprimir desde pequenos rótulos ou filmes em baixas tiragens até cem quilos de material com muita facilidade nos set-ups, que, em geral, não ultrapassam 20 ou 30 minutos, em máquina de seis cores.

Plástico Moderno, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem
Embalagem para ração comporta até 25 quilos

“A grande vantagem das impressoras híbridas é reunir tudo o que há de bom na flexografia, com seus recursos de impressão mais econômicos, ao que há de melhor na rotogravura, abrangendo desde a possibilidade de se fazer dégradés, suprimir emendas, utilizar altas cargas de tintas em prata ou ouro ou de quaisquer outras cores”, enfatizou o empresário.

Agora, com o novo arsenal de equipamentos começando a rodar, a Cromus, além de explorar mais os mercados já atendidos, pretende avançar sobre outros mercados, como produzir embalagens para o setor farmacêutico, incluindo blisters e outros sistemas para comportar medicamentos.

A nova fábrica de Mauá também contará com tecnologia italiana de metalização. Trata-se da metalizadora Galileu com largura de 1.650 mm, e que opera por controle eletrônico de densidade óptica, proporcionando o tratamento de filmes e a metalização de altíssima precisão. “Iniciamos os testes de metalização em filmes flexíveis e de tratamento barreira por meio da deposição de materiais com a utilização do mesmo equipamento, para garantir maior shelf-life aos produtos embalados com esses materiais especiais”, informou Cincinato.Outro grande investimento feito pela Cromus em Mauá, programado para entrar em operação nos próximos dias, foi a aquisição de impressora gearless da Comexi, uma FW 1508, para oito cores de impressão, capaz de alcançar velocidade de impressão de 300 metros/minuto.

Entre os aspectos mais interessantes dessa impressora sem engrenagens, Cincinato destacou as trocas automáticas de bobinas, tanto na entrada como na saída, e contar com um sistema de inspeção de qualidade desenvolvido em Israel, pela A.V.T. Os planos dele para a nova impressora Comexi são de incrementar a produção de embalagens laminadas e dedicá-la à impressão de filmes técnicos com alta barreira.

As flexográficas sem engrenagens da multinacional espanhola, especializada na fabricação de impressoras flexográficas e laminadoras, com cinqüenta anos de atuação, começaram a ser fabricadas no ano 2000.

Plástico Moderno, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem
Modelo é indicado para filmes com até 7 camadas

“No decorrer de sete anos, a empresa instalou mais de 200 máquinas sem engrenagens em todo o mundo, e produziu, localmente, na Comexi do Brasil, em Montenegro-RS, a primeira impressora FW Gearless, comercializada para o grupo Cromus recentemente”, informou Roberto Bilichuc, gerente da Comexi do Brasil. “A tecnologia sem engrenagens é uma realidade e o mercado necessita adaptar-se a esse avanço, pois a tendência é de que as máquinas com engrenagens desapareçam”, considerou o executivo da Comexi no Brasil. Entre as qualidades da impressora FW estão a baixa manutenção, a precisão e a estabilidade da impressão, além da velocidade de trabalho, podendo chegar a 350 metros por minuto, e o rápido ajuste dos registros, incluindo a possibilidade ao usuário de escolha de máquinas com oito ou dez cores de impressão.

“Além desses recursos, a FW também é equipada com DDDrive, sistema cantilever de camisas porta-clichês e anilox, dupla guia com fuso central assimétrico, tecnologia em aço duplo e sistema CNC”, acrescentou Bilichuc.

Banda estreita – O mercado brasileiro de flexografia conta com a produção local das tecnologias mais avançadas de impressão em banda estreita. Em Ribeirão Preto-SP, acaba de ser fabricada a primeira impressora flexográfica para banda estreita com tecnologia Nilpeter.

Com sede na Dinamarca, a Nilpeter escolheu 2007 para iniciar operações diretas no mercado local, embora a intenção de implementar a fabricação local estivesse em negociação desde 2004.

Ao representar a Nilpeter, durante dois anos, entre 2004 e 2006, a Gutenberg, de São Paulo, empresa do grupo Alderigo V. Rossi, demonstrou interesse em oferecer as tecnologias Nilpeter não só por importação, mas também por produção e venda direta.

Página anterior 1 2 3 4 5Próxima página

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios