Impressoras: Tecnologia de impressão avança também nos rígidos

Há confrontos intensos entre diferentes tecnologias também na impressão de peças plásticas rígidas, nas quais o hot stamping, relata Robert Wutzl, diretor comercial e técnico da Wutzl, começa a ser utilizado em aplicações antes impressas por tampografia, caso de bases de ventiladores.

“Mas nas tiragens maiores, a tampografia tem um custo por peça impressa mais competitivo”, ressalta Wutzl.

Frente à tampografia, ele pondera, o hot stamping apresenta vantagens como maior estabilidade de processo, proporcionando intervalos de impressão mais longos, e ajuste de máquina mais rápido.

Tem diferenciais favoráveis também no campo da sustentabilidade, pois gera apenas resíduos sólidos, enquanto a tampografia gera resíduos líquidos, de manejo mais complexo e descarte mais caro.

Impressões com tons metalizados, dourados, prateados em aplicações como embalagens de cosméticos, entre outras, são preferencialmente realizadas com hot stamping, relata Wutzl.

Impressoras: Tecnologia de impressão avança também nos rígidos ©QD Foto: Divulgação
Wutzl: demanda crescente por equipamentos automatizados

“Há tintas para esses tons, mas elas são caríssimas”, argumenta.

“Temos hoje fitas para aplicação de hot stamping na maioria dos plásticos: PP, PE, poliamidas, PET, ABS, entre outros”, acrescenta.

Mas a tampografia, ressalta, mantém aplicações cativas, tanto em grandes tiragens de tampas de garrafas, por exemplo, quanto em tiragens menores, porém com mais detalhes, mais pontos de impressão, ou com curvaturas na peça a ser impressa.

E até angaria alguns novos nichos. “Painéis de lavadoras com impressão direta, antes feitos com serigrafia, hoje utilizam tampografia, cuja resolução é muito maior”, detalha o profissional da Wutzl

Em seu portfólio, a Wutzl tem máquinas tanto para tampografia quanto para hot stamping, e para técnicas como o heat-mealt – espécie de variante do hot stamping para impressões mais detalhadas -, entre outras.

E hoje enfatiza o desenvolvimento de máquinas elétricas, acionadas por servomotores que, segundo o diretor da empresa, apresentam diferenciais bem favoráveis em relação às pneumáticas, como consumo de energia inferior e possibilidade de memorização dos ajustes de velocidade dos movimentos, para imediata retomada em caso de repetição de um mesmo serviço.

Máquinas elétricas têm ainda custo superior ao das pneumáticas, mas a Wutzl lançará, no início de 2023, uma linha de máquinas tampográficas elétricas com preços equivalentes aos das pneumáticas de mesmo porte.

“Mesmo tendo custo superior, tampográficas elétricas são hoje demandadas para qualquer projeto mais robusto de automação”, considera.

Também no começo do próximo ano, a Wutzl deve colocar no mercado comandos já projetados para integrar suas máquinas – inclusive as pneumáticas – aos conceitos de conectividade e disponibilização de informações adequados ao conceito da Indústria 4.0.

“Cresce bastante a demanda relacionada à automação”, atesta o diretor da empresa.

A automação já é a base do sistema de impressão tampográfica ‘direto na injetora’, amplamente hegemônico nas vendas da Metalprint no segmento da tampografia, destaca José Aparecido Cavalcante, CEO da empresa instalada Araucária-PR.

Impressoras: Tecnologia de impressão avança também nos rígidos ©QD Foto: Divulgação
Impressora Speed 140-0100, fabricada pela Metalprint

Nesse sistema, o manipulador da injetora retira a peça injetada e a introduz no gabarito da máquina de tampográfica; nele há um mecanismo que imediatamente aciona a máquina para a impressão, e recebe de volta um sinal informando que a peça já foi impressa.

A tampografia direto na injetora, ressalta Cavalcante, proporciona benefícios bem relevantes.

Um deles, mais evidente, é a drástica redução do custo da impressão; outro, a melhoria da qualidade, decorrente de fatores como menor presença de sujeira e melhor transferência de tinta, pois a peças injetadas ingressam ainda quentes na impressora.

Impressoras: Tecnologia de impressão avança também nos rígidos ©QD Foto: Divulgação
Cavalcante: impressão a laser está ficando mais acessível

“Pode-se utilizar esse sistema para imprimir em várias cores e em vários pontos de impressão, estamos agora instalando um sistema direto na injeção com dezessete pontos de impressão em cada peça”, detalha.

De acordo com o profissional da Metalprint, também evoluiu bastante a impressão a laser, à medida que suas técnicas mais tradicionais, à base de fibras óticas ou CO2, vão sendo substituídas pela tecnologia UV, que barateou seu custo e elevou a qualidade da impressão.

“Na Metalprint, disponibilizamos sistemas de impressão a laser em uma faixa específica do UV, as ondas curtas, que permitem impressão em alta resolução, que antes queimava as peças”, destaca.

Essa tecnologia de UV, garante Cavalcante, permite gravar com “excelente qualidade” em diversos plásticos: PP, PE, PS, ABS, acrílico, PA, PBT, PC, PET, entre outros. E não apenas informações como código de barras e data de validade.

“Fazemos hoje impressão a laser de logomarcas de grandes empresas em eletrodomésticos, ferramentas, autopeças, embalagens, aplicações farmacêuticas, aeronáuticas, agrícolas”, especifica o profissional da Metalprint.

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