Máquinas e Equipamentos

Impressoras – Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

Renata Pachione
13 de junho de 2009
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    Outra estratégia foi a de levá-los à unidade fabril, em Curitiba. Apesar da tradição do mercado de flexografia, a companhia tinha o objetivo na feira de demonstrar sua entrada no setor de extrusão.

    No ramo da flexografia, não apresentou lançamentos, divulgou duas máquinas: a Solution Sleeve CNC, de seis e oito cores, e a Access 8, ambas lançadas em 2008. A primeira possui como características: camisas porta-clichê com troca na máquina, posicionamento das unidades de impressão com acionamento por meio de motores de passo, sistema de pré-posicionamento de formato, relatório de produção e manutenção, entre outras. Essa máquina alavancou o faturamento da companhia em 2008 em relação ao ano anterior. Já a Access representa a aposta da Flexo Tech na tecnologia gear-less. A impressora, segundo a fabricante, utiliza servomotores no acionamento e sistema CNC no posicionamento dos cilindros, bem como camisas nos cilindros anilox e porta-clichês.

    Além da flexo – O dinamismo do setor de tampografia estimulou as fabricantes a desenvolvimentos constantes. A Oscar Flues lançou a máquina tampográfica CS 200, para imprimir tampa de refrigerante, de forma totalmente automatizada. O modelo conta com tratamento por flambagem e são impressas dez peças por vez, à velocidade de 15 mil tampas por hora. “A alimentação e a extração das peças são automatizadas”, comentou a diretora-comercial da Oscar Flues, Michelle Ivanoff. De acordo com ela, os pedidos têm sido de processos automatizados, até mesmo dos clientes de médio e pequeno porte.

    A Oscar Flues levou para a feira diversos modelos de máquinas diferentes. Entre as novidades figuraram um modelo capaz de imprimir três cores, substituindo a adoção de três máquinas, e um tipo de tinta para polipropileno (PP) que abole o tratamento prévio do substrato.

    Robert Wutzl, diretor-comercial da Wutzl, empresa especializada em tampografia e hot stamping destacou em seu estande diversos desenvolvimentos novos, entre eles, uma máquina de tampografia CNC, com copo de 180 mm de diâmetro. De tinteiro selado, o modelo possui mesa comandada com servomotor. “Com essa mesa, faz-se o encaixe das cores com o ajuste do registro perfeito”, comentou Wutzl. Outro lançamento, a linha de máquinas para gravação a laser, faz a marcação por ponto e transferência na película para garantir, por exemplo, a rastreabilidade da peça. Também novidade era o registro CNC das máquinas, com duas plataformas, operando de forma independente. “É possível fazer 250 peças por hora, isso é mais ou menos cinco vezes mais do que consegue uma máquina tradicional”, comparou.

    A empresa anunciava ainda ter feito versões totalmente elétricas das máquinas mais vendidas da marca, ou seja, opera as funções de uma pneumática sem usar ar comprimido. Uma tampográfica elétrica exposta no estande da Wutzl funcionava para mostrar que todas as velocidades são memorizadas, o registro é eletrônico e apresenta baixo ruído, entre outras vantagens.

    Plástico Moderno, Impressoras - Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

    Tampográfica possui tinteiro selado para garantir economia

    As máquinas com tinteiro selado não representaram nesta Brasilplast uma novidade para o setor, pois empresas como a Wutzl e a Oscar Flues já as possuem em seus portfólios há alguns anos. Porém, de uns tempos para cá, a inovação se refere à sua aceitação, cada vez maior. “A tinta pode ficar até uma semana no copo sem precisar limpar, essa característica, em locais onde a temperatura é baixa, torna o sistema ainda mais interessante”, explicou Michelle. O sistema gera economia e menor emissão de poluentes do que o aberto.

    Único fabricante de máquinas rotogravura das Américas, a Profama esteve na feira sem impressora. Optou por levar seus lançamentos em outras linhas, como a Smart, Smart Light e a Practica VR 8, máquinas cortadeiras e rebobinadeiras, e a revisora Compact Revision. Não havia rotogravuras no estande por se tratar de um tipo de fabricação sob encomenda e que requer uma área grande para sua acomodação.

    Dividindo o mesmo mercado com a flexografia, a rotogravura foi aperfeiçoada, ao longo dos anos, com a incorporação de recursos eletrônicos e, cada vez mais, se volta para nichos técnicos, que exigem altíssima definição e qualidade de impressão. “Os processos de set-up e registros vêm melhorando a cada nova série lançada”, comentou Alessandro Dinis, da área de vendas da Profama. De acordo com ele, no país, o mercado para rotogravura encontra-se em expansão pela necessidade de qualidade e alta produtividade do convertedor.

    A Kal Internacional participou da Brasilplast com a apresentação dos equipamentos de sua representada Werner Kammann Maschinenfabrik, no segmento da impressão. Entre os destaques, figurou o lançamento do modelo K15F, uma impressora automática universal, de até seis cores, com velocidade para imprimir até 100 produtos por minuto. A máquina está equipada com servomotores e opera com frascos e garrafas sem marca de registro. Existe também uma versão CNC para produtos de geometria complexa.

    A companhia divulgou também impressoras serigráficas voltadas para alta produtividade, sobretudo aplicações de embalagens plásticas e de vidro, em formato oval, cilíndrico, plano e cônico, assim como frascos, copos, potes, garrafas e afins. “São máquinas automáticas e semiautomáticas, lineares, rotativas ou de tecnologia CNC, de uma até dez cores, e velocidades entre mil e 12 mil produtos por hora”, explicou o representante da Kal Internacional, Hans Luters.



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