Máquinas e Equipamentos

Impressoras – Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

Renata Pachione
13 de junho de 2009
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    Os percalços causados pela crise econômica internacional passaram longe dos portões da fábrica da Flexopower, em Diadema-SP. “Temos a carteira de pedidos cheia, não sentimos nenhum impacto negativo”, comentou Vita. Para ele, a alta tecnologia que a empresa oferece é um ponto a favor, pois em momentos de dificuldades econômicas, mesmo pequenos e médios convertedores precisam otimizar os custos de produção e, portanto, investir em equipamentos automatizados ou que possam evoluir para este tipo de solução.

    A Flexotecnica, empresa dedicada ao ramo de flexográficas e pertencente ao grupo italiano Cerutti, divulgou a mais nova impressora flexográfica de tambor central da marca: a FX 8 High Profit. O modelo atende larguras de impressão de 1.270 mm e alcança velocidades de 400 metros por minuto. A repetição da impressão é de 400 mm a 1.070 mm. “Trata-se de uma máquina robusta com laterais de 120 mm de espessura; sei que no Brasil, ninguém faz isso”, complementou o representante da Flexotecnica no país, Gustavo Virginillo, da Coras do Brasil. Dotada da tecnologia gear-less, essa FX para impressão de até oito cores é muito procurada para embalagens de Pet Food.

    No modelo, Virginillo destacou o túnel central de secagem, pois este substitui os tradicionais bicos de ar por injeção do ar através de furos geométricos, durante todo o comprimento da estufa. “Essa tecnologia permite uma eficiência de secagem 20% superior a um túnel convencional, com o mesmo comprimento e a mesma vazão de ar”, ressaltou. Além disso, a máquina pode ser equipada com um sistema de registro automático e controle da pressão de impressão, fabricado pela Advanced Vision Technology (AVT).

    O fabricante garante ainda que o acerto da FX 8 High dura mais ou menos 20 minutos, com desperdício de material de cerca de

    Plástico Moderno, Impressoras - Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

    Flexográfica da Carnevalli tem gerenciamento completo por CLP

    150 m. Além disso, a máquina incorpora na própria estrutura um sistema de lavagem automático dos grupos impressores, o que acelera a troca de serviço. Para Virginillo, o modelo tem potencial para aumentar a participação da Flexotecnica no mercado brasileiro. “A impressora tem um preço competitivo e é muito versátil”, explicou Virginillo.

    A participação da líder no mercado de extrusão de filmes, Carnevalli, na área de impressão se deu com a apresentação de uma flexográfica de tambor central, de oito cores: a Amazon 8-1200 HT. Com gerenciamento completo por CLP e interface homem/máquina (IHM), grupos impressores acionados por fusos de esferas e guias lineares, registros motorizados e sistema para troca on board de camisas de impressão, o modelo garante agilidade e redução do tempo de set-up.

    Faixa intermediária – Outra expoente do mercado de flexografia, a Feva, não tem motivos para comemorar, pois passou por momentos de turbulência, mas, no caso, de ordem doméstica. Por isso, muito se especulou sobre a sua situação durante a Brasilplast. Expositores do setor se perguntavam o que teria acontecido com essa fabricante de impressoras flexográficas; alguns chegaram a se espantar com sua presença no evento. Esse alvoroço tem uma explicação: a Feva por muitos anos foi líder de mercado e hoje nem sabe em que posição se encontra no ranking e há controvérsias se ela ainda está no páreo. No ano passado, a empresa passou por sérias dificuldades financeiras, sobretudo em virtude do término da parceria, firmada em 2002, com a fabricante norte-americana de flexográficas Paper Converting Machine Company (PCMC). “Com o fim do acordo, nós tivemos de arcar com a estrutura anteriormente montada, o que ficou muito custoso e aí não aguentamos”, explicou o gerente-comercial da Feva, Odair Cardoso.

    Esse crash resultou na redução do quadro de funcionários (antes eram 250; hoje, são cerca de cem) e em um certo retrocesso da companhia. Em três anos de parceria, foram produzidas 29 máquinas gear-less, das quais 28 de dez cores e uma de oito cores; em 2008, fabricou doze equipamentos convencionais e com bastante dificuldade. “Quando acabou a parceria, a Feva assumiu o passivo e quase ficou quebrada”, revelou Cardoso. No entanto, a participação nesta Brasilplast teve o papel de mostrar que a empresa pretende retomar a posição de tempos atrás. Segundo o gerente-comercial da Feva, a fabricante está se restabelecendo e pretende voltar a oferecer ao mercado impressoras gear-less; de momento, a ideia é atuar com um tipo de tecnologia intermediária.

    Para mostrar que está ativa, a companhia, que neste ano completa 74 anos, optou por fazer um open-house em sua fábrica em Cotia-SP, onde o visitante podia ver o processo de fabricação de impressoras Feva Flex Mundial de dez, oito e seis cores. Essa família conta com uma estação de impressão com cilindro central, estrutura dos grupos impressores via satélite e sistema de secagem entre cores, entre outras características. Foi desenvolvida para trocas rápidas de camisas porta-clichê, on board, pela lateral da máquina. No estande estava exposta a laminadora Feva Flex SolventLess.



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