Máquinas e Equipamentos

10 de abril de 2007

Impressoras – Aumento da procura por máquinas de alto valor agregado sofistica setor e assegura estimativas otimistas do fabricante

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Plástico Moderno, Impressoras - Aumento da procura por máquinas de alto valor agregado sofistica setor e assegura estimativas otimistas do fabricante

    O visitante da Brasilplast 2007 que se dispuser a trocar um dedo de prosa com os fabricantes de impressoras certamente acabará contagiado pelo otimismo dessa turma. A demanda por impressoras no País está aquecida. Continuando no ritmo dos primeiros meses do ano, tudo indica que as vendas em 2007 alcançarão um patamar 20% superior ao registrado nos últimos anos.

    Mas o fator que mais anima os fabricantes é outro. Tradicionalmente, o comprador brasileiro de máquinas, por restrições econômicas, toma decisões levando em conta principalmente o valor a ser pago pelo equipamento, em detrimento da relação custo/benefício apresentada pelo mesmo. O resultado é que o Brasil é o paraíso das máquinas de baixo custo e tecnologia restrita. Mas a percepção dos fabricantes de impressoras é de que esta realidade está mudando. “Está havendo uma busca maior por equipamentos com maior valor agregado”, diz Robert Wutzl, diretor-comercial da Wutzl, empresa especializada em tampografia e hot stamping.

    A opinião de Wutzl é compartilhada por fabricantes de máquinas para outros segmentos de impressão, como a flexografia e a serigrafia. A expectativa destes fabricantes é de que os negócios na Brasilplast consolidem essa tendência de sofisticação do consumidor brasileiro de máquinas. “A Brasilplast será um divisor de águas em relação ao nível tecnológico das impressoras brasileiras”, diz Romário Luiz Zonneveld, gerente-comercial da Flexo Tech.

    Entre os executivos do setor de equipamentos para impressão, três motivos são apontados como geradores desta preocupação do comprador de máquinas por tecnologia de ponta. O primeiro é a necessidade da indústria de embalagens plásticas em ganhar produtividade e assim lidar com as características de um mercado competitivo, onde as margens de lucro são cada vez mais reduzidas.

    Plástico Moderno, Ruy Mendes Vita, diretor, Impressoras - Aumento da procura por máquinas de alto valor agregado sofistica setor e assegura estimativas otimistas do fabricante

    Vita antevê crescimento da tecnologia gearless

    O movimento também é reflexo da necessidade de atender a um consumidor final cada vez mais exigente em relação à qualidade não só dos produtos, mas também das embalagens. O terceiro fator é a valorização do real, que barateia a compra de máquinas importadas mais sofisticadas ou que contam com componentes importados.
    O incremento das vendas de impressoras no mercado interno é evidente no segmento de flexografia. Estima-se que foram vendidas entre 70 e 80 máquinas de banda larga em 2006 e, para este ano, a expectativa é de que sejam comercializados entre 80 e 100 destes equipamentos no País.

    O perfil das máquinas vendidas aponta para uma tendência de evolução tecnológica no parque fabril.

    Nos negócios com impressoras flexográficas de banda larga ganha corpo a tecnologia gearless, que domina as vendas nos Estados Unidos e na Europa.

    As gearless são impressoras sem engrenagens. Cada grupo impressor, composto de porta-clichês e cilindro anilox, possui um servomotor e todos os motores são sincronizados eletronicamente.

    Até o ano passado, contavam-se cinco destas máquinas em operação no Brasil. As primeiras fornecedoras foram as multinacionais Comexi e a Windmoeller & Hoeslcher. Mas a oferta começa a ser estendida com o lançamento de equipamentos desenvolvidos por fabricantes brasileiros, compostos por um mix de componentes locais e importados.

    Plástico Moderno, Impressoras - Aumento da procura por máquinas de alto valor agregado sofistica setor e assegura estimativas otimistas do fabricante

    Impressora Beta CNC/SE será destaque na exposição

    Uma impressora sem engrenagens será o destaque do estande da Flexopower na Brasilplast. A empresa, informa o diretor Ruy Mendes Vita, fará na feira o debute da Beta CNC/SE (SE, de sem engrenagens). “Nossa expectativa com esse equipamento é grande. Antes mesmo de o apresentarmos ao mercado, já negociamos três máquinas”, comemora Vita.

    Segundo o executivo, esse tipo de flexográfica custa entre 25% e 30% a mais do que uma tradicional, com engrenagens. Por outro lado, oferece uma série de benefícios. O principal é uma redução de 35% a 40% no tempo de set up da máquina, que cai para, no máximo, 30 minutos em uma impressora a 8 cores. Outra vantagem é a maior velocidade de impressão.

    A qualidade final do material impresso também é melhor, uma vez que o sistema elimina um efeito indesejado na impressão, as “marcas de engrenagem”.

    Vita acredita que em 2007 a Flexopower deverá comercializar, no total, em torno de sete máquinas com a nova tecnologia. Além disso, a expectativa é de que clientes da empresa que contam com a versão das impressoras Beta com engrenagens, um total de 25 máquinas vendidas nos últimos quatro anos, migrem para a nova tecnologia por meio do up grade das impressoras antigas, com a aquisição de kits de transformação. A tecnologia gearless já deverá representar mais de 50% dos negócios da Flexopower no ano. Na opinião de Vita, o mercado de impressoras a 8 cores deverá migrar completamente para a nova tecnologia nos próximos anos.

    Outro fabricante de flexográficas que aproveitará a Brasilplast para divulgar sua versão de impressora gearless é a Flexo Tech, informa Romário Luiz Zonneveld. A primeira máquina da empresa com a tecnologia, a Gearless Acess 8, já foi comercializada e está sendo produzida. A previsão é de que o cliente a receba em maio. O executivo acredita que a tecnologia resultará em um incremento de 15% a 20% no faturamento anual da empresa.

    Mas, por enquanto, ainda são as máquinas tradicionais, em suas versões mais sofisticadas com comandos automáticos, que puxam as vendas da Flexo Tech em 2007. Zonneveld informa que a média de negócios no primeiro trimestre de 2006 era de três máquinas mensais. Neste ano, a empresa, que tem capacidade para produzir quatro impressoras por mês, teve sua programação toda tomada no primeiro trimestre, e os pedidos em carteira, feitos em abril, já garantem a ocupação da capacidade de produção do segundo trimestre.


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