Poços de Plásticos Apresentam muitas Vantagens em relação ao Concreto

Ao andar pelas calçadas, as pessoas se deparam de forma constante com tampas metálicas de bueiros colocadas pelas companhias de saneamento básico. De vez em quando, também é possível encontrar nas ruas grandes cilindros de concreto, a serem usados por essas empresas em futuras obras.

Essas instalações são chamadas de poços de visitas e têm como objetivo armazenar o esgoto a ser tratado em recipientes instalados a cada 80 (pode chegar até 100) metros, para desobstruir as canalizações usadas na operação.

Poços de Plásticos: Em um passado longínquo, esses poços eram feitos de tijolos.

O concreto ganhou espaço nas últimas décadas.

Na Europa e em alguns outros países mundo afora, há alguns anos o plástico entrou na concorrência como matéria-prima para a produção desses poços.

No Brasil, graças à iniciativa da Braskem, fornecedora de polietileno linear de baixa densidade, e da Asperbrás e da Brinquedos Bandeirante, transformadores, o plástico começa a ser aproveitado nessa aplicação.

“Nossa área de inovação sempre mapeia a possibilidade de uso do plástico em novas aplicações”, conta Jorge Alexandre da Silva, coordenador de projetos de desenvolvimento de mercado do polietileno da Braskem.

Ele explica que a fabricação de poços de plásticos de visita por meio do processo de rotomoldagem apresenta muitas vantagens em relação ao concreto.

Para o executivo, a qualidade dos poços feitos de concreto deixa a desejar. “Os cilindros de concreto usados são ligados com materiais de vedação usados na construção civil. Com o tempo, essas vedações se deterioram e provocam vazamentos que contaminam o meio ambiente, em especial em regiões onde existem lençóis freáticos”, diz.

Além disso, esses cilindros são muito pesados, difíceis de serem transportados e manuseados.

“As peças rotomoldadas, por sua vez, são monoblocos, não vazam e são mais fáceis de serem instaladas.” Silva garante que o investimento necessário para o uso do plástico é competitivo. “O polietileno é mais caro que o concreto, mas, levando-se em conta o custo de instalação e manutenção, o plástico é mais econômico.

A economia cresce em áreas próximas dos lençóis freáticos.” Os poços feitos de plástico se assemelham a grandes garrafas, com diâmetro de um metro e altura de 1,5 a 2,5 metros.

De acordo com dados da Braskem, um poço de visita de concreto pesa cerca de 700 kg, enquanto um de polietileno pesa 70 kg.

Desde a ideia de trazer a técnica ao Brasil até o lançamento da peça, foi necessário um período de maturação e investimentos em pesquisa e desenvolvimento da fabricante de resinas e demais envolvidos.

O projeto também contou com a colaboração da Sabesp, companhia de saneamento básico do estado de São Paulo, que ajudou na produção das normas que determinam os requisitos básicos das peças.

Durante meses foi desenvolvida a resina ML360U, de alto desempenho, que chegou ao mercado no final de 2008. “Os polietilenos comuns têm como base os comonômeros de buteno. A versão usada nos poços tem como base o hexeno”, informa.

Essa característica proporciona propriedades mecânicas e químicas diferenciadas. “A resina apresenta maior resistência ao impacto, à pressão e aos componentes agressivos que compõem o esgoto.”

O potencial de mercado é gigantesco. “O esgoto é tratado em 45% do território nacional. Outros 55% necessitam de redes de tratamento”, informa. Para suprir a carência, é necessária a construção de uma rede com 180 mil quilômetros de extensão.

“Serão necessários 1,8 milhão de novos poços, sem falar nas substituições dos antigos”, calcula.

Para abastecer o mercado, Silva calcula ser necessária a instalação de plantas de transformação em diferentes regiões. Como são peças de grande porte, fica difícil transportá-las em um país com dimensões continentais.

As primeiras experiências do uso de poços rotomoldados já estão em andamento. A oz do Brasil, empresa de soluções ambientais da Organização Odebrecht, também com participação acionária na Braskem, é pioneira.

O projeto de saneamento da empresa em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, pretende universalizar os serviços de abastecimento de água e de esgoto em cinco anos.

Ao longo desse período, lá serão instalados cerca de 4 mil poços de visita rotomoldados.

Outras empresas de saneamento básico estão fazendo consultas e demonstram interesse em adotar a solução.

A década de 90 representou um marco importante para a indústria têxtil.

Graças a uma verdadeira revolução tecnológica, a produção de fibras de poliéster começou a empregar os mesmos polímeros utilizados na fabricação de garrafas PET (polietileno tereftalato).

Toneladas de resíduos plásticos responsáveis por um grande impacto ambiental se transformaram em matérias-primas cobiçadas por diversas empresas para aplicações têxteis.

Devidamente separadas, lavadas e reprocessadas, as garrafas ganham uma nova vida na forma de fibras homogêneas e de alta resistência.

O sucesso em reciclar as garrafas PET com investimentos em uma produção sustentável foi idealizado por um famoso grupo californiano especializado em roupas para alpinismo.

O seu pioneirismo não só estimulou a demanda pela fibra de poliéster reciclado, como também agregou valor social e ecológico à cadeia produtiva.

Além de vantagens imediatas como a redução do volume de lixo em aterros sanitários e a consequente melhoria dos processos de decomposição de matérias orgânicas, a reciclagem de garrafas PET economiza petróleo, energia e ainda gera renda e novos empregos.

Tudo isso, no entanto, exige grandes investimentos.

A extrusão do fio de poliéster reciclado requer tecnologia de ponta e uma rigorosa fase de coleta e seleção das garrafas.

Nos centros de reciclagem, separam-se as tampas e as embalagens que serão enviadas às usinas são comprimidas.

Em seguida, o material recebido é triturado em flocos, lavado, seco e processado em extrusoras que produzem o fio do poliéster.

O resultado final é um produto de qualidade comparável àquele confeccionado com matéria-prima virgem e que, associado a outra fibra, como o algodão, por exemplo, possui qualidades como elevada estabilidade dimensional, resistência e durabilidade.

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