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Impressão 3D ganha força na produção de implantes

Jose Paulo Sant Anna
8 de dezembro de 2019
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    Plástico Moderno - Impressão 3D ganha força na produção de implantes

    A Evonik, fornecedora de especialidades químicas, faz um investimento inovador. Na China, a empresa participa da criação Da Meditool, uma startup voltada para a produção de implantes utilizados em cirurgias neurológicas e vertebrais pelo processo de impressão 3D. A iniciativa é uma das pioneiras do mundo a utilizar essa tecnologia. De acordo com os responsáveis pelo projeto, o método possibilita agilidade no pós-operatório dos pacientes, além de menores riscos cirúrgicos para os médicos.

    O investimento faz parte do projeto Evonik Venture Capital (EVC), fundado em 2012 e que tem como objetivo investir em empresas jovens detentoras de tecnologias inovadoras e com alto potencial de crescimento nas áreas de saúde e cuidados pessoais, materiais inteligentes, nutrição animal e de aditivos especiais.

    “A tecnologia da Meditool está totalmente em sintonia com a nossa estratégia de expansão em aplicações de alta tecnologia para os nossos materiais para manufatura aditiva”, disse Thomas Grosse-Puppendahl, responsável pelo setor de crescimento Additive Manufacturing da Evonik. “Nessa área, as aplicações médicas são de interesse especial, e nossos polímeros de alto desempenho já se consolidaram como materiais de implante confiáveis em outras aplicações, como na área dental, por exemplo”.

    Para a produção de próteses, a Meditool utiliza sistemas de hardware e software capazes de ler e processar imagens diretamente dos dispositivos de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Um modelo em 3D pronto para impressão é gerado pelo software e enviado à impressora. Os implantes são impressos em 3D, usando um polímero de alto desempenho chamado poliéter-éter-cetona (PEEK), fornecido pela Evonik.

    De acordo com informações prestadas pela companhia, para pacientes e médicos, as próteses impressas em 3D são revolucionárias quando comparadas com as feitas de metais, solução convencional em uso no mercado. Elas permitem a produção de peças que se adaptam perfeitamente às necessidades dos pacientes, o que reduz a probabilidade da realização de operações futuras para ajustar tamanho, forma ou posição do implante.

    A condutividade térmica do PEEK é menor que a do metal, de modo que o implante não apresenta o risco de aquecer ou resfriar excessivamente quando os pacientes são expostos a temperaturas altas ou baixas. Além disso, o material é biocompatível (não afeta os tecidos vivos), e permite realizar exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada após a cirurgia



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