Geossintéticos: Exportação também interessa

Comercializadas com a marca Cipageo, as geomembranas de PVC produzidas pela Cipatex são usadas não apenas no Brasil, mas também em países como o Chile, onde têm, entre outros destinos, plantas de mineração de lítio.

Plantas nas quais recobrem piscinas escavadas no deserto do Atacama onde a salmoura é concentrada pela evaporação da água. Por que PVC nessas geomembranas, em vez de PE?

“O PVC tem uma capacidade de alongamento maior, que evita que os cristais da salmoura perfurem a membrana, como aconteceria com outras resinas”, responde Aureovaldo Casari, gerente de negócios da Cipatex.

Aplicações como irrigação e armazenamento de água, cúpulas de geração de biogás, também utilizam geomembranas de PVC, que, acordo com Casari, também nesses segmentos apresentam diferenciais favoráveis, relativamente ao PE.

Um deles: podem ser fornecidas já no formato final dos bolsões, pela possibilidade de soldagem nas próprias plantas onde são produzidas.

Geossintéticos: Exportação também interessa ©QD Foto: Divulgação
Aureovaldo Casari, gerente de negócios da Cipatex.

“Já o PE é menos flexível, se for soldado na planta, quando dobrado para o transporte gera vincos que podem comprometer a resistência”, ele destaca.

Na Cipatex, as geomembranas são produzidas pelo sistema de calandragem, em espessuras que variam na faixa entre 0,42 mm e até 3 mm: nessas últimas, a produção inclui um processo posterior de acoplagem, no qual filmes menos espessos são fundidos em uma peça única.

Um filme de 0,75 mm, usual em mineração de lítio, pode pesar cerca de 1 kg por m2 (somando resina e plastificante).

“Em quatorze anos já fornecemos 120 milhões de m2 de geomembranas. Recentemente, fechamos um contrato para fornecimento de 9 milhões de m2”, para dois projetos de mineração de iodo” ressalta Casari.

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