Feiras e Eventos

FMU

Plastico Moderno
22 de abril de 2010
    -(reset)+

    Moldes eficientes e duráveis – Aumentar a vida útil de moldes foi outra máxima dessa edição da FMU. Várias empresas participantes da feira apresentaram tecnologias de tratamento térmico, revelando alta capacidade técnica para solucionar problemas de desgaste e corrosão desses ferramentais, bem como melhorar o escoamento interno dos materiais e facilitar as desmoldagens das peças, contribuindo para maximizar as propriedades mecânicas dos metais e, consequentemente, a durabilidade dos moldes.

    Além de projetos bem elaborados e rotas de usinagem corretas, essas empresas destacaram os tratamentos térmicos de moldes como uma das etapas mais importantes dos processos de transformação, principalmente perante a busca de maior produtividade e maior desempenho dos ferramentais, conforme visto nas apresentações de empresas como a Tecno Têmpera, a Isoflama e a Techniques Surfaces Brasil.

    Nesse rol de expositores, a Tecno Têmpera, de Guaramirim-SC, destacou ao público as melhores propriedades mecânicas conferidas aos moldes acabados construídos com aços, como o P20 e o H13, pelas têmperas e revenimentos à base de banhos de sais químicos. Tais tratamentos conseguem elevar a resistência mecânica (dureza) do aço em até 64 HRC, o que pode representar, segundo Vilmar Nervis, supervisor de manutenção e produção da Tecno Têmpera, 150% de aumento da resistência mecânica desses materiais.

    “Os tratamentos de revenimento em associação com a têmpera, considerados obrigatórios para moldes de injeção de termoplásticos, e realizados sob temperaturas em torno de 300ºC até 450ºC, servem para acomodar as microestruturas dos metais e organizar seus planos cristalinos, eliminando toda a estrutura martensítica, ou seja, a estrutura a um só tempo dura e frágil”, explicou Nervis.

    Plástico Moderno, João Carmo Vendramim, Engenheiro metalurgista, F+M+U

    Vendramim: têmpera a vácuo despertou o interesse do mercado automotivo

    Nos últimos anos, porém, as têmperas realizadas em fornos a vácuo vêm conquistando a preferência das indústrias de transformação em virtude da obtenção de algumas vantagens em relação à têmpera convencional. Uma delas é a maior preservação do acabamento superficial dos moldes. Outros benefícios relacionam-se com a diminuição dos empenamentos e distorções dimensionais e com a isenção de oxidações intergranulares, culminando com a maior homogeneidade na dureza em toda a superfície da peça.

    As grandes vantagens oferecidas pela têmpera a vácuo são impedir a oxidação na superfície das matrizes e melhorar a uniformidade da microestrutura dos aços-ferramenta tanto para os aços destinados às conformações a quente, tais como H13, H11 e H12, como para os aços concebidos para trabalhos a frio, como os D2, D6, D3 e AISI 420 (inoxidável), excetuando-se nesse caso o aço P20, que não pode ser submetido à têmpera por vácuo, segundo observou o engenheiro metalurgista João Carmo Vendramim, diretor da Isoflama. Também expositora na FMU 2010, a empresa de tratamentos térmicos, instalada em Indaiatuba-SP, compartilhou o estande com a Tecno Têmpera, sua parceira técnica.

    “Por ser uma tecnologia limpa, a têmpera a vácuo tem mobilizado o interesse principalmente dos projetos realizados para o setor automotivo”, informou o engenheiro Vendramim. No âmbito da têmpera a vácuo, as temperaturas de aquecimento alcançam até 1.200ºC e o resfriamento é realizado sob pressão de gás nitrogênio até 12 bar.

    Outro processo de tratamento de ligas metálicas que vem atraindo maior número de seguidores é o de nitretação iônica por plasma. “Essa tecnologia permite controlar o potencial de nitrogênio para a produção de camadas nitretadas com morfologias ajustadas às aplicações, produzindo-se camadas nitretadas com ou sem a denominada camada branca, intermetálica e frágil, evitando a formação de redes de carbonetos e/ou carbonitretos em se tratando de aços de média e alta liga”, informou Vendramim.

    Plástico Moderno, Eros A. Neto, da Techniques Surfaces Brasil, F+M+U

    Neto discorreu sobre os processos PACVD e PVD

    Segundo ele, para cada tipo de aplicação industrial existe uma correspondente profundidade e morfologia de camada nitretada que irá produzir impacto no desempenho da superfície. “A camada a ser determinada com ou sem camada branca e respectivas espessuras ou profundidades é resultante de prévia análise das tensões que agem no molde afetando a superfície, provocando desgaste por abrasão/adesão, fadiga ou corrosão.”

    Segundo considerou o gerente-comercial Eros A. Neto, da Techniques Surfaces Brasil, é também cada vez maior o emprego em moldes de camadas duras por meio da deposição química de carbono nas formas de grafite e diamante em fase vapor assistida por plasma, conhecida pela sigla PACVD – Plasma Assisted Chemical Vapor Deposition.

    A grande vantagem de revestir moldes de injeção e de sopro de termoplásticos com o uso dessa tecnologia é propiciar um revestimento duro com baixo coeficiente de atrito, o que significa não desgastar os moldes e facilitar todo o processo de extração, por exemplo, de embalagens, principalmente em se tratando de frascos e garrafas confeccionadas com materiais acrílicos, polipropilenos e polietilenos cristalizados.

    As tecnologias de deposição pelos processos PACVD e PVD (Physical Vapor Deposition – Deposição Física em Fase Vapor) oferecem as seguintes vantagens: propiciam microdurezas bastante altas, acima de 2.000 HV, são quimicamente inertes, e não modificam o estado inicial da superfície dos moldes, segundo destacou Neto. Graças à natureza inerte, os revestimentos aplicados por PVD e PACVD são utilizados com grande frequência em moldes para a fabricação de embalagens e peças para aplicações alimentícias, farmacêuticas, médicas e cosméticas.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *