Embalagens

Flexografia – Setor se renova para seguir evolução das embalagens

Rose de Moraes
16 de julho de 2010
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    Plástico Moderno, Flexografia - Setor se renova para seguir evolução das embalagens

    Infinity torna os parâmetros de impressão mais flexíveis

    Um dos últimos desenvolvimentos da Feva está no sistema periférico denominado Infinity, que pode ser adaptado às impressoras tradicionais das séries Mundial e High Flex, fabricadas pela empresa. Segundo Cardoso, o sistema oferece muita semelhança à impressão realizada pelas máquinas gearless, sendo apresentado, porém, como uma alternativa de mais baixo custo, pois confere uma compensação em relação às flexográficas com engrenagens. Como exemplo, ele cita a impressão de uma embalagem de 50 cm, que pode ter seu passo de impressão esticado em dois centímetros, ou reduzido em dois centímetros, utilizando-se o mesmo cilindro e o mesmo clichê, desde que contando com a adaptação dessa inovação em periférico.

    Os convertedores que já adquiriram flexográficas Feva das séries Mundial e High Flex podem se prevalecer do sistema Infinity, agregando-o às suas máquinas e tornando os parâmetros de impressão mais flexíveis.

    Quem não requer esse tipo de periférico pode optar pelas máquinas da série Mundial, formadas por equipamentos de seis, oito e dez cores, e que contam com sistema de troca lateral de camisas porta-clichê e controle operacional por painel touch screen, interligado à internet, e com assistência remota.

    As máquinas da série High Flex, de seis, oito e dez cores, também integrantes da oferta da Feva, foram as primeiras a oferecer ao mercado nacional o sistema de acionamento de grupos impressores por intermédio de motores de passo, guias lineares e fusos de esfera, além de troca lateral de camisas porta-clichês e comandos touch screen, segundo lembrou Cardoso.

    “As grandes vantagens oferecidas pelas máquinas High Flex estão na total eliminação dos sistemas hidráulicos, que costumam causar vazamentos, após desgastes, e na robustez mecânica e precisão também oferecidas pelas máquinas gearless, incluindo o monitoramento das operações e o arquivo de todos os trabalhos realizados”, destacou Cardoso.

    Entre as dezenas de projetos especiais já desenvolvidos pelo fabricante, destacam-se ainda as máquinas da linha Procoex, concebidas para a impressão de filmes coextrudados tubulares, e providas de sistema de troca automática inteligente, que permite a troca sincronizada de bobinas, sem perda de material.

    As máquinas Procoex também contam com secagem das tintas catalisadas e rápidos set-ups, mas há outros desenvolvimentos inovadores da Feva voltados à linha de máquinas dedicadas à impressão de ráfia, que permitem imprimir até dez cores, sendo seis cores na parte frontal e quatro cores no verso.

    “Os equipamentos de dez cores estão sendo muito requisitados por mercados especiais, como os poliésteres e os náilons com polietilenos que, além de cores especiais, utilizam primers e vernizes”, comentou Cardoso, lembrando que a empresa é a única a fabricar flexográficas de dez cores.

    Segundo ele, a impressão flexográfica de poliésteres foi disseminada em vários mercados, principalmente o de produtos alimentícios, nas embalagens para biscoitos e para ovos de Páscoa, enquanto a impressão flexográfica de embalagens em náilon-polietileno, também conhecidas como embalagens-barreira, se voltou para os mercados de carnes e embutidos.

    Há exatos onze anos atrás, a Carnevalli adquiria tecnologia para começar a produzir no Brasil impressoras flexográficas. “Desde 1999, ao comprarmos a tecnologia da melhor fabricante de impressoras da época, a Thunder Comat, começamos a produzir flexográficas de quatro, seis e oito cores e, desde então, desenvolvemos muitas inovações, principalmente para aprimorar o quesito set-up rápido, como camisas porta-clichês on board”, informou Constantino Júnior.

    Ao longo desse período, os projetos especiais também foram incrementados, com o desenvolvimento, por exemplo, de flexográficas para a impressão de ráfia e com dois tambores centrais, permitindo a impressão de seis cores frontais e quatro cores no verso.

    “Nossas impressoras flexográficas contam com vídeos scans, viscosímetros automáticos, registros eletrônicos, sistema de lavagem automática de clichês, anilox, entre outros acessórios, para oferecer maior flexibilidade de trabalho e não sofrer quaisquer interferências indesejadas”, concluiu Constantino Júnior.

    Linhas de acesso ao Proplástico

    Produtores, fornecedores de equipamentos, recicladores e distribuidores podem se beneficiar dos recursos do Proplástico, cujo acesso é viabilizado por cinco subprogramas. O Proplástico – Produção e Modernização traz investimentos para implantação, expansão e modernização da capacidade de produção de transformados plásticos e de reciclagem, bem como aquisição de equipamentos novos, com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade. O Proplástico – Renovação de Bens de Capital apoia a troca de equipamentos antigos por novos, com a inutilização (“sucateamento destrutivo”) das máquinas usadas, a fim de impedir a sobrevida de equipamentos ineficientes, com baixa produtividade, reduzida segurança do trabalhador e alto consumo de energia. O Proplast – Fortalecimento das Empresas Nacionais auxilia na incorporação, aquisição ou fusão de empresas que levem à criação de firmas de controle nacional de maior porte, de maior integração vertical ou internacionalização. Neste subprograma, o apoio será mediante instrumentos de renda variável e/ou financiamento com limite máximo de R$ 50 milhões por grupo econômico.

    Investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação que possibilitem novos usos e aplicações de produtos, inclusive ligados a processos de reciclagem de material plástico, além de design oriundam do Proplástico – Inovação.

    O Proplástico – Socioambiental completa o programa de financiamentos, destinando investimentos para a racionalização do uso de recursos naturais, mecanismos de desenvolvimento limpo, projetos de reciclagem e material, sistemas de gestão e recuperação de passivos ambientais. Além disso, estão contemplados projetos e programas de investimentos sociais realizados por empresas ou em parceria com instituições públicas ou entidades de fins não econômicos.



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