Embalagens

Flexografia – Setor se renova para seguir evolução das embalagens

Rose de Moraes
16 de julho de 2010
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    Baú de recursos – O programa Finame PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) realmente trouxe alento, em 2009, à renovação de máquinas flexográficas mais antigas, ao oferecer um pacote de recursos aos setores produtivos para a aquisição de novos equipamentos, sendo prorrogado, em razão do grande êxito alcançado, até 31 de dezembro deste ano.

    Plástico Moderno, Odair Cardoso, Gerente de vendas da Feva, Flexografia - Setor se renova para seguir evolução das embalagens

    Cardoso: Finame PSI aqueceu as vendas do mercado interno

    Até então, porém, não se sabia que, em 2010, os recursos disponíveis para financiamentos seriam ainda mais generosos e específicos, pois o BNDES acaba de aprovar programa de apoio ao financiamento à cadeia produtiva do plástico, o Proplástico, com dotação orçamentária de R$ 700 milhões e vigência até setembro de 2012, renovando as perspectivas das indústrias de transformação e de convertedores de todos os portes de modernizar seu parque fabril.

    “O mercado interno está muito bem aquecido graças ao Finame PSI, que hoje movimenta 90% das nossas vendas, incentivando o transformador a trocar equipamentos ultrapassados”, opinou Odair Cardoso, gerente de vendas da Feva, tradicional fabricante de máquinas flexográficas.

    Segundo ele, a renovação do parque industrial está tão convidativa a ponto de existirem compradores que vendem seus equipamentos mais antigos, repondo-os por novos, transformando os valores embolsados com as vendas em capital de giro. “Convenhamos, dinheiro a 4,5% ou 5,5% ao ano nunca existiu, podendo-se ainda tomar como empréstimo 100% do valor do equipamento e a prazos longos para pagamento”, comentou Cardoso. O gerente da Feva considerou que, apenas com os recursos do Finame PSI, o aquecimento das vendas na compra de flexográficas deveria continuar pelo menos até março ou abril de 2011.

    A prorrogação da linha de crédito Finame até o final de 2010 está propiciando o aquecimento das vendas de flexográficas também na Carnevalli. “Em comparação com 2009, sentimos uma pequena retração, mas o aquecimento ainda persiste neste ano”, afirmou Geraldo Constantino Júnior, da Carnevalli.

    Os recursos para empréstimo às empresas a juros subsidiados realmente salvaram a pátria dos fabricantes de máquinas flexográficas a partir do segundo semestre de 2009, e seus benefícios se estendem até 2010.

    Se não fossem as vendas internas, que conseguiram manter a liquidez dos fabricantes de máquinas flexográficas, o balanço financeiro das empresas poderia apresentar resultados no vermelho, desastrosos, principalmente considerando a queda vertiginosa das exportações de máquinas e as margens de lucro reduzidas por conta das baixas cotações do dólar.

    Plástico Moderno, Constantino Júnior, da Carnevalli, Flexografia - Setor se renova para seguir evolução das embalagens

    Constantino Júnior: alta carga tributária emperra exportações

    “Estamos conseguindo, a muito custo, e sem praticamente margem alguma, nos manter no mercado externo graças à qualidade de nossos equipamentos e à nossa agressividade comercial, pois as taxas baixas do dólar tiraram a nossa competitividade lá fora”, informou Cardoso.

    Segundo o gerente da Feva, a presença da empresa no mercado externo continua, principalmente nos países da América Latina, onde já colocou mais de uma centena de equipamentos e conta com a satisfação dos clientes.

    “O Brasil é um país muito reconhecido na fabricação de máquinas impressoras flexográficas, principalmente na região da América Latina, em virtude do alto grau tecnológico agregado aos equipamentos, mas o grande causador dos problemas é a carga tributária excessiva que todos os empresários pagam, além do dólar em baixa, deixando quase que inviável as vendas de nossas máquinas para o exterior”, lamenta Constantino Júnior, da Carnevalli.

    Gearless para exportação – A qualidade das flexográficas sem engrenagens produzidas no país vem conquistando mercados e ganhando fama no exterior graças às exportações realizadas por fabricantes nacionais.

    Anos atrás, a Feva, segundo lembra Cardoso, chegou a exportar 29 máquinas da série Total Flex, com a tecnologia gearless. Os equipamentos foram comercializados para abastecer o mercado norte-americano até 2007, em razão da parceria firmada com a PCMC – Paper Converting Manufacturing, 26 delas fabricadas para a impressão de substratos flexíveis em dez cores e três delas para impressão em oito cores, sendo cada uma dessas máquinas provida de cerca de 80 servomotores, com custo representando entre 30% e 40% do total de cada equipamento.

    Na visão de Cardoso, também não resta dúvida de que a tecnologia oferece alta qualidade na produção, representando a evolução da flexografia. Seu alto custo, entretanto, comparativamente às máquinas com engrenagens, em muitos casos pode frustrar uma significativa parcela do empresariado e inviabilizar novos projetos.

    “Ao contrário das grandes empresas, que recebem pedidos seriados de altíssima tiragem e nas quais o retorno dos investimentos é certo e plenamente previsto em pouco tempo, a maior parte dos clientes, formada por empresas de pequeno e médio portes, considera ainda altos os preços das impressoras gearless”, também concordou Constantino Júnior, da Carnevalli.

    No contraponto, então, e também bem-vindas por parcela significativa do mercado, segundo os dois especialistas, estão as máquinas com engrenagens que têm evoluído bastante em virtude das inovações em periféricos e das encomendas das empresas, solicitando a execução de projetos especiais. “Nosso departamento de engenharia desenvolve constantemente projetos customizados, adequando totalmente os equipamentos às necessidades de cada cliente”, afirmou Cardoso.



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