Plástico

25 de outubro de 2011

Flexografia – 3ª conferência internacional de flexografia

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Publicado por: Rose de Moraes
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    A previsão de inauguração da nova fábrica da Apex é para o início de 2012. Com produção totalmente automatizada, 7 mil m2 de área disponível, e sistema de controle de qualidade pelo processo TUV, a empresa escolheu Curitiba para sediar seu novo empreendimento pela proximidade do grande polo de impressão flexográfica existente naquela região, formado por indústrias de máquinas e componentes para impressão e por grandes convertedores de embalagens flexíveis, presentes nos estados do Paraná e Santa Catarina. Além da unidade brasileira a ser inaugurada, a Apex conta com subsidiárias nos Estados Unidos (Apex North America), na Europa (Apex Europe), na Ásia (Apex Asia) e na Itália (Apex Italy).

    Tintas evoluem – As alternativas para promover produções mais sustentáveis também evoluem muito rapidamente no setor de tintas para impressão de embalagens flexíveis. Uma das inovações apresentadas pela Siegwerk durante o evento foi conferida na linha de tintas NC 239, concebida para substratos plásticos biodegradáveis e que atende aos requisitos da norma europeia EM 13432 (2000), adotada também no Brasil pela Anvisa.

    Lançada na Europa em 2009, a linha de tintas NC 239, homologada para substratos compostáveis e biodegradáveis, tornou-se disponível para o mercado brasileiro em 2010. Considerada adequada para impressões diretas em flexografia de poliésteres biodegradáveis, PLA (derivados do ácido poliláctico) e polietilenos biodegradáveis, essa linha, apresentada em dez cores monopigmentadas, extenders e brancos certificados, é direcionada para impressões sob altas velocidades de embalagens seladas. Outro atributo importante da nova linha é oferecer a possibilidade de uso de qualquer tonalidade para impressão (até 1% do peso total da embalagem por cor, com limite para a tinta até 5% do peso total da embalagem).

    “A linha NC 239 se compõe de tintas produzidas com pigmentos isentos de metais pesados e que não afetam a degradação dos substratos, representando o nosso compromisso de desenvolver tecnologias de produção ambientalmente sustentáveis para atender às mais altas exigências do mercado de tintas para impressão”, informou João Carlos Pinto, líder de tecnologia da Siegwerk Brasil, de Jandira-SP.

    Na oportunidade, a empresa também destacou a linha universal de tintas para impressão direta NC 191, destinada a diversos substratos, como polietilenos, BOPP, poliésteres etc., com custo/benefício dos mais interessantes, resistência à temperatura de 180ºC, e alta capacidade de transferência.

    Plástico Moderno, João Carlos Pinto, Líder de tecnologia Siegwerk Brasil, Flexografia - 3ª conferência internacional de flexografia

    Pinto: tinta oferece baixa retenção de solvente

    “O grande diferencial das tintas NC 191 está na sua formulação à base de nitropoliuretano”, destacou João Carlos Pinto. Fabricadas com PU próprio, apresentam baixa retenção de solventes, não possuem componentes migratórios e oferecem a versatilidade de atender os vários substratos sem requerer o uso de primers. A Siegwerk também oferece tintas formuladas com diversos tipos de resinas, como nitrocelulose, PU, PVB, PVC, acrilatos para UV e em base água.

    Outra linha de destaque foi a PV 87, concebida para embalagens stand-up-pouches, destinadas a embalar molhos e condimentos pasteurizados e esterilizados. “São tintas desenvolvidas para poliésteres de todos os tipos, destinadas às impressões por rotogravura e que apresentam alta resistência à pressurização e à esterilização (até 141ºC), garantindo altos valores de força de laminação, até 1.000 gramas/força por polegada”, completou João Carlos Pinto.

    Com amplo portfólio de produtos para estruturas envolvendo alumínios, como blisters, tampas para iogurtes, potes esterilizáveis, a Siegwerk também integra em seu portfólio tintas para impressão com resistência térmica entre 230ºC e 360ºC, aprovadas para uso em embalagens de alimentos e de fármacos, apresentando também a possibilidade de cura UV.

    Com produção anual de mais de 250 mil toneladas e presença em mais de 30 países, a Siegwerk, fundada na Alemanha há 180 anos, comemora em 2011 o centenário de criação da marca Siegwerk. A trajetória da empresa ao longo do tempo é das mais significativas pelas suas contribuições para o desenvolvimento das tintas. Em 1920, a empresa iniciou suas primeiras exportações para a Europa, Norte da África, América do Sul e Estados Unidos. Em 1939, desenvolveu o método “Rakel-Anilin”, que deu origem à flexografia. Em 1946, ingressou no mercado de tintas para publicações e, em 1961, começou a produzir tintas para offset. Em 1985, lançou tintas e primers para alumínio. Em 1992, tintas para cura UV. Em 2005 adquire o negócio de tintas para embalagens da Sicpa. Em 2008, lança tintas para embalagens baseadas em componentes vegetais e, em 2009, as tintas biocompostáveis e biodegradáveis NC 239, disponíveis, agora, ao mercado brasileiro.

    Atualmente, as embalagens flexíveis laminadas e que utilizam filmes de poliéster (PET, PET/PE, PET/AL/PE) e filmes de BOPP e PE, necessitando de maior força de laminação, também podem contar com novas linhas de tintas sustentáveis, desenvolvidas com fontes renováveis (cana-de-açúcar, oleoquímicos, óleos essenciais), fabricadas pela Anjo, sediada em Morro da Fumaça-SC.

    Proporcionando alto brilho e transparência, uma delas, denominada AnjoFlex-Eco, utiliza sistema solvente de evaporação equilibrada, diminuindo a adição de retardantes e as emissões de voc (compostos orgânicos voláteis).

    Já as embalagens que serão expostas a baixas temperaturas e que devem ser resistentes à água e à umidade para acondicionamento em geladeiras, envolvendo produtos perecíveis – leites, queijos, aves, massas frescas etc –, podem contar com a linha de tintas AnjoIce-Eco, também produzidas em base renovável e adaptáveis a diferentes velocidades de impressão.


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