Armazenamento e Transporte

Fispal: Plásticos mostram redução de peso e aumento de praticidade

Antonio Carlos Santomauro
13 de julho de 2019
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    Aptar exibiu a tampa Volcano, com peso reduzido para 7 g ©QD Foto: Divulgação

    Aptar exibiu a tampa Volcano, com peso reduzido para 7 g

    Pouco mais de 39 mil visitantes, que puderam ter contato direto com os produtos e serviços destinados aos fabricantes de produtos alimentícios por aproximadamente 1,5 mil marcas expositoras: esses são alguns números da 35ª edição da Fispal Tecnologia, realizada no final de junho em São Paulo.

    Pela primeira vez em sua história, esse evento incluiu uma rodada internacional de negócios que, com a participação de empresas da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, gerou negócios de aproximadamente R$ 13 milhões. Além disso, manteve-se a rodada de negociações com os clientes brasileiros, na qual, de acordo os organizadores, foram estabelecidas transações envolvendo pouco mais de R$ 10 milhões (quantia 8% superior à da edição anterior).

    Em sua oferta de conteúdo, a Fispal Tecnologia seguiu considerando vertentes mais atuais da indústria alimentícia, incluindo, por exemplo, um inédito painel específico para produtos veganos, aos cuidados da Sociedade Vegetariana Brasileira, e apresentando novamente uma seção dedicada às cervejas artesanais, realizada pela primeira vez no ano passado. Com um total de aproximadamente duzentas horas, o conteúdo abordou também embalagens, Indústria 4.0 e marketing digital, entre outros temas.

    Nas páginas seguintes, informações sobre os lançamentos e os destaques apresentados por expositores do evento vinculados à indústria do plástico.

    Fabricantes de embalagens – A grande novidade mostrada pela Amcor foi a nova garrafa de PET, com 600 ml, da cerveja brasileira Salzburg. “Essa embalagem tem muita personalidade, atende a grande sensibilidade do produto à luz e umidade, entre outras exigências”, diz Rodrigo Minami, coordenador comercial da empresa, que aproveitou o evento para lançar também a embalagem, também de PET, da vodca nacional Stoliskoff, em garrafas de 900 e 1.750 ml.

    Multinacional de origem australiana, no Brasil, a Amcor possui três fábricas de embalagens rígidas e uma de embalagens flexíveis. Embalagens rígidas feitas de PET correspondem a cerca de 85% de sua produção. No segmento de flexíveis, produz embalagens de filmes laminados.

    Outra fabricante de embalagens, a Fortuce, divulgou sua especialidade: embalagens sopradas de PET e PE, que ela produz para acondicionar de 80 a 1.300 gramas de produto, especialmente lácteos, que demandam aproximadamente 95% de sua produção. “Também trabalhamos com a fabricação de embalagens para sucos e outras bebidas”, informa o diretor Hiran Dias.

    Com fábricas localizadas nos municípios de Miraí-MG e Itaperuna-RJ, a Fortuce cobre todo o território nacional. “Quando necessário, elaboramos todo o projeto para os clientes, começando pelo design da embalagem”, comenta Dias.

    Na Emplas, a atuação no setor alimentício é hoje mais intensa no segmento dos ingredientes, como aromas, essências e outros, para o qual fornece principalmente bombonas (seus mercados mais fortes são as indústrias química e agroquímica). Na Fispal, ressaltou as embalagens cilíndricas, que perderam espaço para as retangulares, cujos diferenciais logísticos são mais favoráveis.

    Mas as embalagens cilíndricas, pondera o diretor Paulo César Tavares, podem receber decoração que lhes confere visual mais atrativo, capaz de diferenciar melhor cada marca de suas concorrentes. “Essa diferenciação pode ser interessante mesmo para marcas que não seguem para o consumidor final, como é o caso das bombonas que acondicionam nossos produtos destinados à indústria alimentícia, e também para fertilizantes e demais agroquímicos, entre outros produtos”, diz o diretor da Emplas, empresa especializada em PEAD, com uma linha de PET para algumas aplicações, que atua também com embalagens para tintas, produtos de limpeza e suplementos alimentícios, entre outros segmentos.

    Especializada em tampas, a Aptar apresentou três novidades: uma delas, a tampa Volcano, para as chamadas ‘embalagens invertidas’, hoje intensamente utilizadas por atomatados e maioneses, entre outros produtos. “Apresentamos a primeira tampa para embalagem invertida em 2012, e ela pesava 12 gramas; na linha Volcano, esse peso foi reduzido para 7 gramas”, observa Ana Toledo, diretora de desenvolvimento de mercado da Aptar na América Latina. “As tampas dessa linha têm três orifícios diferentes, até porque embalagens invertidas começam a ganhar espaço em outras categorias de produtos, como molho de pimenta e azeites”, ela acrescenta.

    A Aptar mostrou ainda uma tampa flip top para bebidas, hoje usuárias em maior escala de tampas rosqueadas destacáveis, como águas, sucos, e mesmo bebidas carbonatadas, que deve chegar ao mercado no próximo ano, além de outra tampa flip top, esta para embalagens flexíveis (denominadas, respectivamente, Flip Lid e Quick Flip).



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