Embalagens

Filmes: Setor se esforça para assegurar o desenvolvimento de embalagens com propriedades diferenciadas

Renata Pachione
4 de novembro de 2013
    -(reset)+

    Coincidência ou não, a Dow vislumbra o aquecimento da demanda das resinas metalocênicas das famílias Elite e Affinity, para laminados de alto desempenho. Isso porque a empresa tem observado a migração de estruturas monocamadas para as de três camadas com resinas metalocênicas. Em outras palavras, isso revela que entre as tendências do mercado está o crescimento das vendas de máquinas de empacotamento automático.

    A combinação de novos materiais, como o PET em filmes multicamadas, também é uma tendência identificada pela Dow. Para abarcar este segmento, a empresa possui adesivos da linha Amplify para adesão de PET a PE e de PET a PA/EVOH. O seu portfólio, por sinal, abarca toda a gama dos polietilenos. “Inclui PE de ultrabaixa densidade, adesivos de coextrusão, e resinas barreira, para abertura fácil e para adesão com alumínio, além daquelas resinas que cumprem com os mais exigentes requisitos de selagem”, explica Angels. Em tempo, a linha Saran (PVDC), uma das mais tradicionais e conhecidas da Dow, destaca-se porque garante barreira ao oxigênio e à umidade, para acondicionamento de medicamentos, carnes frescas, queijos e produtos químicos, entre outros.
     

    Química e Derivados, Maquiplast divulga desenvolvimento para leite UHT

    Maquiplast divulga desenvolvimento para leite UHT

    Novidades – A indústria nacional de filmes está em constante movimento. Há algum tempo, o mercado se esmera para oferecer filmes de espessuras cada vez mais finas. No entanto, em alguns casos, essa otimização está alcançando o seu limite, e, caso continue nessa toada, corre-se o risco de se negligenciar a qualidade. Pensando nisso, a Dow desenvolveu a tecnologia microfoaming. Segundo Angels, trata-se de uma nova alternativa para reduzir o uso de material, produzindo filmes mais leves, mas sem reduzir a sua espessura.

    Neste caso, a espumação é feita na camada central de um filme coextrudado e pode ser por meios químicos ou físicos, atingindo entre 15% e 25% de redução de peso, com mínimo impacto nas propriedades do filme, segundo Angels. A espumação física é implementada pela Dow, que detém a patente requerida para filmes microespumados em parceria com a MuCell.

    Outra amostra de inovação vem da DuPont. A empresa está envolvida no desenvolvimento de uma embalagem termoencolhível com alta barreira. Produzida pela Deltaplam, a embalagem é coextrudada em nove camadas (entre elas, as resinas Surlyn e Bynel), e comercializada na forma de sacos ou bobinas de filme. “Trata-se de uma grande inovação no segmento de filmes plásticos para embalagens de carnes frescas ou processadas e de queijos”, destaca Boaventura. A proposta do produto é criar barreira eficiente contra a penetração de oxigênio, aumentando a vida útil da peça embalada. Além disso, torna possível melhorar a aparência da embalagem, com mais brilho e transparência. “Ela contribui para reduzir a pegada ambiental dos clientes, por ser um produto reciclável e livre de cloro, demanda menos energia na produção e ainda reduz perdas ao longo da cadeia de valor”, diz Boaventura.

    Química e Derivados, Conrado (esq.) e Paulo divulgam desenvolvimento para leite UHT

    Conrado (esq.) e Paulo divulgam desenvolvimento para leite UHT

    Novas aplicações também são anunciadas pela Maquiplast. Trata-se do desenvolvimento de embalagens coex para leite UHT – Ultra High Temperature, ou seja, temperatura ultra-alta. Segundo Conrado Blanco, diretor comercial da empresa, a novidade traz vantagens sobre o processo UHT convencional, que é envasado em ambiente estéril. A tecnologia desenvolvida pela Maquiplast está na embalagem, e dispensa a necessidade de esterilizar o produto durante o processo de envase. “A embalagem resiste a condições extremamente rígidas da autoclave”, comenta.

    Na opinião dele, a ideia é oferecer às empresas de pequeno porte a oportunidade de atuar com o UHT. O investimento é baixo. Em fase piloto, o filme está sendo aplicado na produção de embalagens de 200 ml destinadas à merenda escolar. “A proposta tem um resultado social interessante. Neste primeiro momento, destina-se a um mercado regional”, diz o diretor. O filme tem cinco camadas, além da laminação, e assegura shelf life de 90 dias.

    Esta criação resulta, em alguma medida, dos investimentos feitos pela fabricante, que, desde 2010, vem aprimorando sua produção. “Elevamos a qualidade da impressão e da extrusão dos filmes”, afirma o diretor. A capacidade produtiva também cresceu, hoje na marca de 200 toneladas/mês (antes girava em torno de 140 t a 150 t/mês). “Acabamos de colocar em operação uma coextrusora para filmes de cinco camadas. Hoje nenhum produto nos assusta. Depois das melhorias na fábrica, sobretudo nos processos de impressão, podemos fazer qualquer coisa”, ressalta Blanco.

    A fabricante também tem investido em embalagens com formatos diferenciados e oferece uma linha extensa de filmes especiais. O destaque fica por conta do filme Apex (PEBD, adesivo, PA, adesivo e PEBD). Com alta elasticidade, o produto é indicado para embalar salsichas, bacon, pizzas etc., além de servir de fundo para termoformagem. 



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *