Embalagens

Filmes: Setor se esforça para assegurar o desenvolvimento de embalagens com propriedades diferenciadas

Renata Pachione
4 de novembro de 2013
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    Química e Derivados, Filmes multicamadas da Maquiplast garantem alta elasticidade e um leque extenso de aplicações

    Filmes multicamadas da Maquiplast garantem alta elasticidade e um leque extenso de aplicações

    Os filmes coextrudados estão cada vez mais presentes na indústria nacional. Há muito tempo, o avanço deste segmento vem derrapando; ora é o investimento, considerado alto demais, ora é a instabilidade econômica, que acabava engavetando os projetos. Mas toda a cadeia produtiva se mobilizou para plasmar um novo enredo. Os fabricantes de máquinas – nacionais e estrangeiros – incorporaram novas tecnologias aos seus desenvolvimentos; as resinas foram aprimoradas e os transformadores abriram o leque de aplicações dos filmes plásticos.

    Química e Derivados, Angels: grandes convertedores possuem máquinas para 9 camadas

    Angels: grandes convertedores possuem máquinas para 9 camadas

    O mercado, de forma geral, rendeu-se à necessidade de ofertar maior eficiência e ampla combinação de materiais em estruturas multicamadas, assegurando, assim, embalagens com propriedades diferenciadas. Por isso, a produção de filmes monocamadas vem, ao longo dos anos, perdendo força perante a crescente demanda por mais desempenho e competitividade. Segundo Angels Domenech, da área de alimentos e embalagens de especialidades da Dow para a América Latina, grandes convertedores já possuem em seu parque industrial coextrusoras de até nove camadas, e operam com processos refinados como o estiramento de filmes.

    Na opinião de José Boaventura, gerente de marketing da divisão de polímeros para embalagem e produtos de consumo da DuPont Brasil, o fato é que o mercado vem exigindo o desenvolvimento de embalagens com maior desempenho na proteção e na promoção dos produtos. “A conveniência, a abertura fácil e a maior segurança alimentar deverão impulsionar os negócios de polímeros especiais da DuPont por um longo período de tempo”, prevê.

    As perspectivas são positivas também entre os transformadores. “Existirá, com certeza, um aumento expressivo nas vendas deste perfil de embalagens (coextrudadas)”, vislumbra Fellippe Brugin, responsável pela assistência técnica da Videplast, indústria de embalagem plástica flexível que abastece o mercado com filmes de três a nove camadas. Na Maquiplast, esse avanço é mais emblemático. Especialista na produção de filmes com barreira desde 1992, a empresa observa a ampliação do setor em relação à tecnologia dos materiais e às aplicações. “Alguns segmentos que não usavam barreira passaram a adotá-la, como é o caso do pescado congelado”, exemplifica Paulo Blanco, gerente comercial da Maquiplast.

    Química e Derivados, Boaventura destaca como inovação embalagem para carne fresca e processada

    Boaventura destaca como inovação embalagem para carne fresca e processada

    São vários os exemplos. Um deles, por sinal, é notório: a substituição das embalagens rígidas pelas flexíveis stand-up pouches (SUP). A procura pelo filme multicamada Apex, marca do nylon-poli da Maquiplast, aumentou consideravelmente por conta, sobretudo, da adesão às embalagens pouches de setores como o de domissanitários e o de defensivos agrícolas. Aliás, nesta última categoria de produtos, a empresa vislumbra uma demanda ainda reprimida, porém na iminência de se efetivar. “Estamos tentando introduzir o conceito no país, mas é um processo longo por causa da legislação”, comenta Blanco. Para ele, a indústria de defensivos agrícolas teria muito a ganhar. Entre as vantagens da embalagem flexível multicamada, estão o uso de menos material (em relação ao rígido) e as facilidades para enfardar o produto após o seu consumo, o que beneficiaria a implantação da Logística Reversa.

    Este não é um caso isolado. A DuPont tem vários projetos em desenvolvimento para a embalagem SUP, até mesmo em áreas nas quais a companhia já se consolidou com as embalagens rígidas, como na indústria de cosméticos. Segundo Boaventura, este segmento também tem demandado soluções inovadoras em embalagens flexíveis multicamadas.

    A DuPont Packaging & Industrial Polymers, por sinal, oferece uma extensa variedade de adesivos, barreiras e resinas selantes para estruturas multicamadas. Destaque especial para o DuPont Bynel, um adesivo de coextrusão que promove adesão a diferentes tipos de polímeros, tanto em embalagens rígidas quanto nas flexíveis; e para a resina de barreira a gases DuPont Selar, desenvolvida para conferir mais segurança, frescor e extensão da vida útil do produto. Boaventura também ressalta as qualidades da DuPont Nucrel, uma resina utilizada como selante de estruturas laminadas e coextrudadas que resiste à falha da delaminação, mesmo em ambientes ácidos; e o DuPont Surlyn, um ionômero de copolímero de etileno que promove a resistência à perfuração, adesão proteica e soldabilidade das embalagens flexíveis, mesmo em situações de elevada contaminação na solda. 



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