Filmes biorientados: Ano agitado com as eleições e a copa de futebol promete reaquecer as vendas do setor

Mas, como constata o dono da Papion, esse perfil não evoluiu nos últimos anos. Segundo ele, a participação de sua empresa no mercado cresceu bastante, mas confessa que foi por tomar parcela de outros. “Houve mais troca de mãos do que crescimento expressivo do mercado.” Distribuidor autorizado da Videolar, Pereira planeja expandir a linha de filmes e incluir no portfólio o tipo CPP – película de polipropileno casting –, também fabricado por sua representada.

Os irmãos Prando pensam como Davide Botton e acreditam que as mudanças econômicas que estão favorecendo a subida de degraus das classes C e D nos últimos anos devem alavancar o consumo per capita. “Esses índices terão um considerável aumento, elevando o Brasil ao patamar de grande consumidor de BOPP”, apostam.

Negócio novo – Eles, que já distribuíam o poliestireno produzido pela Videolar, incorporaram ao portfólio também os filmes de BOPP, distribuídos com exclusividade, desde que a fabricante entrou em operação nesse ramo, em janeiro de 2013. Disponibilizam ao mercado a linha completa de filmes produzidos pela Videolar: transparentes, metalizados e perolizados. A Replas ainda atua com a importação de polietilenos e polipropilenos. “Temos uma carteira de clientes em que o BOPP se encaixa muito bem.”

Hoje, os filmes biorientados de polipropileno representam uma fatia de 5% nos negócios da distribuidora, que atua em âmbito nacional, mas os planos contemplam elevar essa porcentagem para 15%, ainda neste ano ou pelo menos até meados do próximo. “2013 foi um ano de investimentos e aprendizagem deste novo segmento em nossa empresa. Agora, já estruturados, acreditamos que poderemos atingir nossa meta de crescimento no negócio em relação ao ano passado”, esperam animados.

Plástico Moderno, Replas investiu em uma nova área para acomodar o negócio de BOPP
Replas investiu em uma nova área para acomodar o negócio de BOPP

A entrada no novo segmento exigiu a construção de um outro prédio dentro da Replas e ainda investimentos em maquinários adequados à novidade. Com a aquisição de seis máquinas de corte, a empresa oferta ao mercado bobinas desde 31 mm até 2.100 mm de largura.

As embalagens estruturadas com filmes de BOPP se destacam pela excelente propriedade de barreira contra gases e umidade, o que permite manter o frescor, a integridade e a qualidade dos alimentos e outros produtos nas prateleiras, além de conferir às embalagens uma ótima apresentação dos produtos nos pontos de vendas.

“O seu tratamento superficial e as aditivações proporcionam facilidades nos processos de impressão e laminação; e as suas capacidades de selagem e de deslizamento garantem alto rendimento em máquinas de empacotamento automático, além de ser 100% reciclável”, apontam Marcos e Marcelo Prando. Mais focada nos convertedores, hoje a Replas prospecta outras frentes de atuação como adesivos, descartáveis e rótulos.

A Videolar iniciou sua produção de filmes de BOPP entre o final de 2012 e o início de 2013 e, segundo estima Marco Antonio Cortz Pereira, da distribuidora Papion, hoje a fabricante opera com uma capacidade da ordem de 2.700 toneladas mensais, volume equivalente a só uma das três linhas que devem compor o parque da fabricante, cada uma delas com capacidade semelhante, possibilitando um total de 8.100 toneladas mensais de filmes de BOPP.

Ele conta que a segunda unidade está em fase de homologação do equipamento, que antecede o sinal verde para o início da produção. A produção de CPP deriva de uma quarta planta. “A Videolar prima pela bandeira, pela distribuição oficial”, ressalta Pereira. A distribuição oficial garante aos clientes prestação de serviços de qualidade e constante.

Com respeito ao volume de filmes de BOPP importado, ele estima uma fatia de 25% do mercado, da qual metade se refere a produtos sem similar na oferta nacional. “São filmes especiais, que não justificam os investimentos locais. Trata-se, em geral, de segmentos mais antigos de mercado, que perduram até hoje, mas que não justificam fabricação nacional pela baixa escala”, opina.

Sem falsa modéstia, ele atribui vantagens aos produtos da Videolar, não por diferenças tecnológicas, mas por ela dispor de equipamentos mais novos, portanto, modernos e atualizados. “Assim, são capazes de manter maior estabilidade e qualidade na produção, assegurando um processo constante.”

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