Filmes biorientados: Ano agitado com as eleições e a copa de futebol promete reaquecer as vendas do setor

A única novidade, informa, diz respeito ao desenvolvimento, em sua empresa, de um material de alta barreira, desenhado para substituir algumas estruturas laminadas. Enquanto isso, Botton relata estar investindo mais intensamente no setor de etiquetas autoadesivas, com filmes transparentes, opacos e metalizados específicos para esse mercado. “É uma etiqueta sensível à pressão. Fazemos o filme base e nossos clientes aplicam a gravação e o adesivo”, pormenoriza.

Mas o cardápio serve com fartura a todas as necessidades do mercado, como assim entende o diretor da empresa. A família de produtos disponíveis compreende filmes transparentes, seláveis, não seláveis, metalizados com alta proteção, e opacos perolizados e mate (fosco). Muito versáteis, os filmes de BOPP permitem impressão, laminação com outros filmes de BOPP ou, ainda, com outros substratos. Destinam-se à fabricação de embalagens variadas e também com propriedades específicas.

Os filmes transparentes planos são constituídos, na Polo, de polipropileno homopolímero em todas as suas camadas. Saem da fábrica com tratamento superficial e servem principalmente como base para aplicação de adesivo para fitas de fechamento de caixas. Mas também se aplicam em composição com outros substratos na confecção de embalagens de café, balas, chocolates etc.

Os transparentes coextrudados, variedades mais procuradas pelo mercado de embalagens, possuem diferentes tipos de polipropileno em suas camadas. Carro-chefe da Polo, o filme pode ter até cinco camadas. Segundo explica o seu diretor, essa estrutura pode conferir diversas características, desde redução de consumo de matéria-prima até propriedades independentes em cada camada – selagem, aspecto, barreira etc. Também recebem tratamento superficial para possibilitar a impressão e a laminação.

Os filmes coextrudados podem ser aplicados em monocamada, com espessuras mais grossas; laminados; ou utilizados sem impressão para fechamento e vedação de embalagens como cigarros, CDs, DVDs e caixas de bombons, e ainda como embalagens internas de biscoitos.

Há também opções de películas opacas, de aspecto branco perolizado ou metalizado (este tipo de filme é coberto por uma camada de alumínio, o que lhe atribui maior barreira ao vapor de água e ao oxigênio), que também podem ser utilizadas em monocamada ou laminado; e filmes foscos.

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Quem sai na frente? – A bem da verdade, as tecnologias dos três fabricantes nacionais se assemelham. Então, o que difere de um para outro são as atualizações dos equipamentos e os controles de processo. Por essa linha de pensamento, a Videolar leva vantagem. Porém, Botton garante dispor de tecnologia de última geração. “Fizemos um grande investimento em 2011 para atualizar a nossa linha mais antiga e hoje temos três linhas de produção com tecnologia de ponta, todas de alta velocidade e elevada performance. Nós trabalhamos com altíssima eficiência e produtividade”, preconiza.

Um dos diferenciais ressaltados pelo diretor é o fato de as suas linhas produtivas se inserirem todas em um único local, o que atribui à empresa maior competitividade e eficiência, em sua opinião. “Temos funções unificadas, logística unificada, intercambiamos produtos entre linhas, o que nos propicia redução de custos; e assim nós ficamos mais competitivos.”

Além das linhas de produção dos filmes, a fabricante possui metalizadoras de última geração, com tratamento a plasma, o que, segundo informa Botton, reforça a capacidade da empresa de desenvolver filmes de alta barreira e com elevada qualidade na impressão. Além de suprir o mercado doméstico, a Polo exporta seus produtos, volume que o diretor prefere não revelar, principalmente para a América Latina, Estados Unidos, Europa e África.

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Sentimentos da distribuição – Tanto a Limer-Cart, de Limeira-SP, como a Papion, da capital paulista, ambas com mais de vinte anos de atuação como distribuidoras de filmes, em âmbito nacional, enxergam a caminhada do BOPP em câmera lenta. Gerente de marketing da empresa interiorana, Elio Rebechi Junior admite que o mercado anda devagar, com crescimentos baixos, aquém das expectativas, mas compartilha as esperanças do diretor da Polo de melhorar os negócios por conta dos reflexos da Copa e também das eleições no país.

Dono da Papion, Marco Antonio Cortz Pereira observa uma evolução vagarosa para o mercado dos filmes biorientados nos últimos anos. “Há cerca de seis ou sete anos não vejo crescimento expressivo no consumo”, relata.

Mais otimistas, os diretores da Replas, os irmãos Marcos e Marcelo Prando, enxergam um bom potencial de crescimento no mercado brasileiro de filmes de BOPP, que nas estimativas deles evolui a taxas entre 4% e 6% ao ano. Mas pode melhorar já que o consumo per capita ainda é muito baixo. No Brasil é de 780 gramas, inferior ao de países como Argentina, Chile e Estados Unidos, que apontam índices per capita de 1.095 gramas, 933 gramas, e 1.600 gramas, nessa ordem.

As opiniões dos distribuidores dão força ao ponto de vista do diretor superintendente da Polo. Para ele, a expansão da demanda dos filmes de BOPP está diretamente atrelada ao aumento do consumo per capita brasileiro.

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