Ferramentaria Moderna

Ferramentaria Moderna – Valvulados: Vazão controlada oferece acabamento de qualidade para as peças complexas

Jose Paulo Sant Anna
10 de dezembro de 2015
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    Plástico Moderno, Simulação mostra preenchimento simultâneo de “molde família”

    Simulação mostra preenchimento simultâneo de “molde família”

    As vantagens proporcionadas pelas câmaras quentes em moldes de injeção de plástico já convenceram os transformadores a adotar essa tecnologia na grande maioria dos moldes que adquirem. O fator fundamental para essa preferência vem da parte mais “sensível” do corpo do homem de negócios: o bolso. Entre as vantagens de se usar as câmaras, uma chama a atenção. Com elas se consegue produzir peças sem os indesejáveis “galhos”, o que proporciona economia de matéria prima e ciclos de produção mais curtos, com economia de energia.

    Dentro do mercado de câmaras quentes, uma nova tendência vem ganhando força nos últimos anos. São as linhas dotadas com sistemas de injeção valvulados. Elas apresentam uma característica diferenciada em relação às câmaras quentes tradicionais. Nos bicos por onde sai o material usado na fabricação das peças são instaladas agulhas móveis, capazes de controlar a vazão da matéria-prima que irá preencher o molde. Seus movimentos são coordenados por êmbolos acionados por meio de circuitos pneumáticos, hidráulicos ou comandos elétricos.

    Nos modelos normais, a vazão é constante. Nos valvulados, o bico pode ser totalmente fechado ou ser aberto de modo a permitir a passagem em muito maior quantidade do plástico a ser moldado – conforme a aplicação, a vazão pode ser até triplicada. “Com essa flexibilidade, o transformador consegue resultados muito positivos”, afirma Agenor Gualberto, gerente de produto da Polimold, representante nacional dos fabricantes de câmaras quentes dotadas com a tecnologia. Entre elas, maior produtividade, qualidade estética e economia de energia.

    Plástico Moderno, O bico valvulado V200 (esq.) é mais preciso que o 200 convencional

    O bico valvulado V200 (esq.) é mais preciso que o 200 convencional

    A procura pelos sistemas valvulados junto aos fornecedores dá ideia da aceitação desse produto. Logo depois que lançou seus primeiros modelos, no início do século, a Polimold equipava em torno de 10% das câmaras quentes vendidas pela empresa com os sistemas valvulados. “Hoje, essa proporção se encontra entre 45% a 50%”, informa André Alexandre Barrant, profissional responsável pelo orçamento técnico de câmaras quentes.

    Além da eficiência que proporciona às linhas de produção, outro motivo para lá de importante incentiva as vendas. “Os primeiros modelos eram muito caros. Hoje eles são oferecidos a preços bem mais acessíveis”, explica Barrant. A redução do custo não se deve apenas ao aumento da escala de produção ocorrida como consequência da demanda aquecida. Outro fator vem colaborando para isso: a concorrência nesse mercado é acirrada. Várias marcas estão representadas no Brasil e oferecem o produto.

    Entre elas, por exemplo, a norte-americana Incoe e a neozelandesa Mastip. “Os ganhos de qualidade e produtividade oferecidos pelos sistemas valvulados são muito significativos e têm feito com que cada vez mais empresas, de diferentes segmentos, passem a utilizar este tipo de sistema”, garante William dos Santos, gerente comercial da Incoe. A empresa fornece valvulados no mercado nacional desde 1997. “Atualmente os sistemas são projetados e fabricados no Brasil, contando apenas com alguns componentes importados”.

    A Tecnoserv representa no Brasil a marca Mastip. As câmaras vendidas no Brasil eram todas projetadas e fabricadas na matriz da empresa até o ano passado. “Com o aumento do dólar, ficou vantajoso construir alguns manifolds no Brasil”, revela Wilson Teixeira, diretor técnico. A empresa também detecta o aumento de interesse do mercado pelos valvulados. “A procura tem crescido dia a dia”.

    Principais aplicações – Os sistemas valvulados nasceram da necessidade de eliminação ou redução do vestígio no ponto de injeção. Com o desenvolvimento da tecnologia, além da questão do vestígio, foram sendo percebidos muitos ganhos na qualidade dos produtos injetados e foram abertas outras possibilidades de uso. Cada molde tem suas particularidades e os projetos são desenvolvidos por encomenda, caso a caso.

    Em algumas aplicações, o uso da técnica se torna próximo do imprescindível. Vamos destacar alguns tipos de peças onde as vantagens competitivas dos valvulados em relação às câmaras convencionais são significativas. Uma das grandes vantagens do uso da tecnologia se encontra na possibilidade de produção de peças de maior porte com ótima aparência. Essa característica é bastante utilizada pela indústria automobilística, que precisa de peças como painéis ou para-choques desprovidas de defeitos. “Em sua maioria são peças com texturas e os defeitos ficam muito visíveis”, observa Gualberto.


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