Ferramentaria moderna: Transformadores avaliam o uso da troca rápida

Os transformadores encaram de maneira particular a necessidade de investir na aquisição de componentes voltados para a troca rápida dos moldes. Cada um tem sua posição, tomada a partir da exigência proporcionada pelas suas linhas de produção. Alguns acreditam ser lucrativo adquirir esses equipamentos, outros consideram desnecessário.

Vejamos alguns exemplos. A Valeo é uma empresa especializada na produção de peças técnicas para a indústria automobilística. De origem francesa, conta com duas plantas no Brasil, ambas na cidade de Itatiba-SP. Em uma das plantas, fabrica componentes para radiadores, dotada com 18 máquinas de 250 a 600 toneladas de força de fechamento. Na outra produz peças para conjuntos de ar condicionado e tem dez injetoras, de 300 a 1,1 mil t de força de fechamento. Ao todo, conta com mais de duzentos moldes ativos.

Plástico Moderno, Ruello: tempo de troca caiu de 45 para 18 minutos
Ruello: tempo de troca caiu de 45 para 18 minutos

De acordo com Jerome Ruello, gerente de métodos e processos da empresa, a adoção de medidas para troca rápida é bastante vantajosa. Na planta voltada para os climatizadores, mais nova e com injetoras maiores, o estágio de automatização está mais avançado. Há quatro anos, o tempo médio de set up era de 45 minutos. “Hoje conseguimos chegar aos 18 minutos nas máquinas de 300 toneladas, e 25 minutos, nas de 1,1 mil”, informa. Na planta de radiadores, mais antiga, o tempo médio está em de 25 a 30 minutos. A ideia é, com os investimentos, melhorar essa marca em médio prazo.

As soluções adotadas nas duas plantas são as recomendadas pelos especialistas. Foram instaladas pontes rolantes com dois guinchos, que permitem fazer de forma quase simultânea a retirada do molde a ser trocado e o posicionamento do molde a ser instalado. Sistemas hidráulicos e placas magnéticas fixam os moldes nas máquinas. Conjuntos para a troca rápida das conexões de refrigeração idem. Os moldes, quando necessário, são pré-aquecidos.

A Cobrirel é fabricante de utensílios domésticos e faz injeções de peças técnicas para terceiros. Conta com dezenove injetoras de 60 a 450 toneladas de força de fechamento e trabalha com 250 moldes próprios, fora os de terceiros. “Não usamos componentes de troca rápida, mas temos um sistema muito organizado, tudo o que é necessário fica posicionado próximo à máquina”, informa Dagoberto Donato, gerente industrial. Ele diz que consegue realizar trocas de moldes pequenos em de dez a quinze minutos e não se entusiasma em fazer investimentos do gênero. “Fizemos alguns testes e o ganho de tempo foi insignificante”.

Configurações para economizar tempo:

Plástico Moderno, Ferramentaria moderna: Transformadores avaliam o uso da troca rápida

1 – Systema Staubli “aranha” – padrão Valeo TCC
Vantagens – rapidez de conexão / respeito da individualização dos circuitos de moldes (desempenho e qualidade de refrigeração ótima)
Inconveniente: custo g payback atrativo com projeto SMED completo
2- Quick clamp system from Engel (integrado na injetora) – padrão Valeo TCC
Vantagens – Rapidez / robusto / econômico sendo comprado integrado à injetora
Inconvenientes: molde deve nascer com essa consideração

Plástico Moderno, Ferramentaria moderna: Transformadores avaliam o uso da troca rápida

1- Duas pontes rolantes permitem manter o molde entrando já içado quando se retira o molde no fim de produção.
2- Pré-aquecimento de molde
3- Mold storage do lado da injetora

Plástico Moderno, Ferramentaria moderna: Transformadores avaliam o uso da troca rápida

1 – Placa magnética – Padrão Valeo TPT
Vantagens: Rapidez de fixação / Ergonomia
Inconveniente: custo g payback atrativo com projeto SMED completo
2- Interface da placa magnética integrada ao software da injetora
Vantagens: segurança / histórico

Fonte: J.Ruello – Valeo

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