Substituição de câmaras quentes

Ferramentaria moderna: Substituição de câmaras quentes atualiza moldes

Na opinião dos fornecedores, a tecnologia das câmaras quentes tem avançado bastante nos últimos anos e os modelos mais modernos permitem ganhos significativos de desempenho para os transformadores. Por isso, em alguns moldes antigos que se encontram em operação, a substituição de câmaras quentes por unidades mais modernas pode se mostrar extremamente vantajosa.

Casos narrados pelos representantes de marcas presentes no país exemplificam a tese. “Recentemente tivemos um case de enorme sucesso no mercado de embalagem”, conta João Paulo Lourenço, diretor geral para a América do Sul da Yudo. O nome do cliente é mantido em sigilo por questão de confidencialidade contratual. “Tivemos um cliente que demorava oito horas para trocar de cor com o sistema que utilizava e que com nossa solução conseguiu reduzir a operação para menos de cinco minutos, com redução de scrap de 300 kg para 15 kg”, orgulha-se.

Lourenço credita o resultado à tecnologia diffusion bonding, patenteada e denominada Yudo Manifold ISO. “É uma técnica de soldagem com ligação por difusão em estado sólido, capaz de unir metais similares e dissimilares. Ela atua a partir do princípio da ciência dos materiais da difusão em estado sólido, pela qual os átomos de duas superfícies metálicas sólidas se misturam ao longo do tempo sob temperatura elevada”.

A técnica é implementada pela aplicação de alta pressão e alta temperatura aos materiais a serem soldados e comumente é usada para soldar sanduíches de camadas alternadas de folhas finas de metal e fios ou filamentos de metal. “Ela permite eliminar o ponto morto nos canais do manifold, assegura o equilíbrio de balanceamento do sistema e possibilita gerenciar a rugosidade da superfície do canal. Trata-se de excelente solução, suave e eficiente, para moldes onde ocorrem constantes mudança de cor das peças”.

Também sem mencionar nome dos clientes, Felipe Souza, gerente de negócios de câmaras quentes da Husky, citou dois exemplos de substituição de câmaras quentes em moldes que já se encontravam em operação por modelos projetados pela empresa. As duas matrizes fabricam tampas flip tops.

A primeira troca ocorreu em um molde de 32 cavidades. “A mesma tampa é utilizada em diferentes produtos e o cliente precisa realizar mais de 50 trocas de cores em prazo reduzido”, conta. Um grande problema ocorria quando havia a troca da cor âmbar para natural. “Ela durava até 28 horas. Com a nossa solução esse prazo caiu para 40 minutos. O cliente obteve pay back do investimento em dois anos, com grande economia de material e redução de uso de 600 horas/máquina por ano”.

No segundo caso, a ferramenta apresentava desgaste do ponto de injeção a cada três meses. “Com a nossa tecnologia o molde está trabalhando sem problemas há 1,5 ano, período em que realizou mais de cinco milhões de ciclos”.

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