Ferramentaria Moderna

Ferramentaria Moderna – Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

Maria Aparecida de Sino Reto
2 de julho de 2012
    -(reset)+

    Bonini concorda que o molde com mais de uma face é mais vantajoso no caso de peças de ciclo rápido e alta produção. As restrições, explica, envolvem produtos que exigem muitos movimentos, sinônimo de maior manutenção do molde, tais como projetos com gavetas, muitos movimentos de placa, desenrosco, ou ainda moldes muito pesados.

    Para falar da parte mais complexa do stackmold, Oliveira engrossa o coro do sistema de câmara quente e explica por que motivo: “A exigência é maior na condição térmica do molde para suportar a injeção de volume de massa dobrada.” Hoje o maior stack em operação na fábrica possui 128 cavidades.

    Embora a produção de moldes se destine prioritariamente para uso interno, a empresa se diz disposta a aceitar pedidos. “Estamos abertos a fabricar para o mercado, mas o foco é para uso interno”, avisa Bonini. O fato de acumular transformação com ferramentaria, no entender dele, gera conhecimento para os dois segmentos. “Uma boa ferramentaria e um bom processo de moldagem são um diferencial.”

    Cuidados dobrados – Do lado do ferramenteiro, a construção desses moldes pede mais cuidados e exige máquinas especiais, de grande porte e precisão, na opinião de Kaiser, por se tratar de moldes maiores. Ele estima em 30% a mais o custo de um stackmold em comparação a um convencional com o mesmo número de cavidades. “Essa diferença se paga em poucos meses, com a redução de custos gerada pela maior produção”, argumenta. Como a demanda no país ainda é baixa para esse tipo de ferramenta, a concorrência também é pequena e os fabricantes asiáticos não incomodam, até porque, diz ele, não possuem essa tecnologia difundida.

    Por se tratar de um molde duplo, Cortes ressalta que o stackmold envolve mais trabalho, porém ele lembra que a mesma precisão exigida para um molde convencional deve ser observada em mais faces. No entender dele, o diferencial do stackmold reside na estrutura, fabricada e entregue pela Yudo à sua parceira com o sistema de canais quentes instalado.

    “Não se pode dizer simplesmente que os stackmolds são mais complexos que os moldes de face simples. Como todo e qualquer projeto, exige uma análise específica e é possível evitar imprevistos se o projeto do molde já nascer com o conceito de stackmold e for executado usando-se as tecnologias adequadas”, resume Carmo.

     

    Transformação compensa fraca produção de moldes

    Fundada em 1986, a Manoel Torres fabrica moldes de até uma tonelada com múltiplas cavidades. Especializada em tampas, executa tais ferramentas para peças com lacre, lisas, flip top com fechamento automático, roscadas, entre outras. Sua disponibilidade de produção inclui moldes com câmara quente e stackmold, para os quais conta com a parceira coreana Yudo, nos sistemas de canais quentes.

    A fábrica, instalada em ItapeviSP, conta com centros de usinagem acoplados a softwares NX para programação, máquinas de erosão por penetração e erosão CNC para o acabamento final das peças, além de lançar mão de softwares de última geração no desenvolvimento de projetos. A empresa também atua com reposição e manutenção. A produção de moldes comercializados no mercado gira em torno de 20%. O restante segue para uso de sua coligada, a MTSZ Embalagens Plásticas, nascida dezesseis anos após a criação da Manoel Torres.

    A MTSZ surgiu como estratégia de diversificação dos negócios. Criada em 2002, a empresa é especializada na produção de tampas para os mercados de higiene pessoal, farmacêutica, agroquímicos, alimentício e cosmético, mas seu portfólio também inclui potes e estojos (para cosméticos). Equipada com 23 injetoras, de 35 t até 220 t de força de fechamento, transforma cerca de 70 toneladas mensais, volume equivalente a algo em torno de 30 milhões de unidades de tampas diversas.

    Plástico, Manoel Torres, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Investimentos de Torres dobram a capacidade da empresa

    Oposto ao mercado de moldes, que padece com a concorrência asiática, num quadro de estagnação, quando não de encolhimento, a transformação tem compensado as atividades de Torres. “Os negócios vão bem, as vendas no primeiro semestre deste ano aumentaram cerca de 30% em relação ao ano passado”, comemora o executivo, que aproveita a onda positiva para investir em expansão. O empreendedor já comprou duas injetoras de 220 toneladas de força de fechamento, previstas para entrar em operação até outubro deste ano. E até 2013 planeja adicionar outras seis. A inversão de capital dilatará em 80% a capacidade produtiva da empresa.

     



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *