Ferramentaria Moderna

Ferramentaria Moderna – Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

Maria Aparecida de Sino Reto
2 de julho de 2012
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    Usuários aprovam – Atuante no segmento de injeção de plásticos há 40 anos, Naim Nagib El Bayeh, diretor presidente e fundador da For-Plas, sediada em Araras-SP, utilizou pela primeira vez um stackmold há vinte anos, desenvolvido em parceria com a Nestlé, sua maior cliente até hoje. “Com 16 cavidades, era um dos maiores na época”, conta. Para atender a indústria alimentícia, como o projeto exigia, ele também instalou na fábrica máquinas para fazer tampas metálicas. “Com a metálica, eu garantia a produção do plástico”, relata. O ciclo completo exigia a proporção de uma moldadora metálica para duas de plástico. “Cheguei a ter doze injetoras com stackmold de 16 cavidades cada uma, operando exclusivamente para a Nestlé.” A For-Plas também manteve relacionamento estreito com a Sonoco por quinze anos. A parceria foi desfeita há pouco mais de um ano.

    A fábrica de Bayeh hoje soma 55 injetoras, de vários portes, dois terços delas operando com stackmold, sistema que ele considera de alta tecnologia e muito eficiente. “Apesar do investimento inicial alto, compensa na produção; se amortiza em cerca de cinco anos, com operação 24 horas”, infere. Além da alta produção, Bayeh atribui aos stackmolds elevada vida útil, superior a 15 anos. Ele produz tampas e potes com esse recurso. E não o contraindica sequer para peças grandes. “Se o volume de produção for vantajoso – baldes, por exemplo –, se produz dois no mesmo ciclo”, sugere.

    Plástico, Naim Nagib El Bayeh, diretor presidente e fundador da For-Plas, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Bayeh prepara injetora (esq.) de 800 t de fechamento, adquirida para operação com stackmold de quatro estágios para a produção de tampos

    De tão satisfeito com os resultados, ele investiu recentemente em uma injetora Netstal de 800 toneladas de força de fechamento, com projeto de stackmold de quatro estágios, para produção de tampas. “Estou negociando com o cliente. Trata-se de um mercado nobre”, diz ele empolgado.

    Plástico, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    For-Plas injeta potes com o recurso dos moldes sobrepostos

    O diretor presidente se orgulha de seus moldes, todos específicos e projetados na sua empresa, por equipe própria. “Cada cavidade tem sua própria regulagem”, exalta. Para a construção, ele escolhe entre dois ou três fornecedores de sua preferência instalados no país, pois considera muito boa a disponibilidade interna no setor, tanto de produção local como de estrangeiros estabelecidos por aqui. “Hoje, o mercado brasileiro está muito capacitado.”

    Quanto às especificações próprias do stackmold, Bayeh também compartilha a questão de espaço, que implica o tamanho das placas, além da capacidade de injeção da máquina para assumir o volume necessário. “A injetora precisa ser mais bem preparada, ter aptidões e regulagens mais complexas; por causa do peso do molde, deve ter 10% a mais na capacidade de pressão”, ensina.

    Grupo americano com 41 anos e há 12 no país com uma fábrica em Indaiatuba-SP, a Plastek injeta peças para as indústrias de cosméticos, higiene e limpeza, alimentos e farmacêuticos. O forte do negócio são as tampas, informa o gerente de produção Claudio Mendes Bonini, com volume equivalente a algo em torno de 90% da produção. Distribuídas na fábrica, 65 injetoras, entre 150 toneladas e 550 toneladas de força de fechamento, processam entre 900 e 1.100 toneladas mensais de resina.

    Plástico, Aldo Sandrim, supervisor da ferramentaria, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Aldo Sandrim: moldes são todos especiais e atendem às necessidades dos clientes

    Além da larga experiência no ramo de embalagem, somam-se às atividades do grupo outros quinze anos anteriormente dedicados apenas a projetos e fabricação de moldes. Daí a tradição da empresa de elaborar e construir os seus próprios moldes. Aldo Sandrim, supervisor da ferramentaria, assegura serem todos especiais, desenhados de acordo com as necessidades dos clientes. A central de desenvolvimento de moldes, onde são projetados, fica nos Estados Unidos. Contudo, quase todos em operação na fábrica brasileira, dos quais em torno de 25% do tipo stackmold, foram construídos localmente. São moldes que demandam maior investimento, mas, como argumenta o seu engenheiro de processo, têm a capacidade de produzir o dobro de um convencional.



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