Ferramentaria Moderna

Ferramentaria moderna – notícias: Contra os produtos chineses, apostas em alta tecnologia

Jose Paulo Sant Anna
25 de janeiro de 2014
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    Algumas das principais ferramentarias do país apostam na tecnologia como forma de se diferenciar no mercado e enfrentar a concorrência chinesa. Ao investir para se transformarem em prestadores de serviços de ponta elas pretendem obter lucros com o reconhecimento dos clientes pela qualidade de seus projetos.

    A estratégia tem sido adotada pela paulistana Moltec. A empresa, há mais de quarenta anos no mercado, fabrica moldes para os diferentes tipos de transformação. O faturamento é dividido em três partes iguais: injeção convencional, sopro convencional e moldes de pré-formas e de sopro para PET. O carro-chefe é o nicho de embalagens, embora a empresa também aceite encomendas para outros segmentos econômicos.

    “No segundo semestre, conseguimos uma bela recuperação, em especial no nicho de moldes de injeção”, informa Eduardo Cunha, diretor executivo. Ele ainda não tem os números do ano fechados. “Acredito que vamos crescer em torno dos 30%.” Com esse espírito, a expectativa é de desempenho ainda superior em 2014. “Estamos muito otimistas”, resume.

    A Moltec tem se esforçado para integrar o time de fornecedores de primeira linha. “Nos últimos anos investimos pesado em máquinas de usinagem com tecnologia de ponta, softwares de última geração e no treinamento da equipe.” Para justificar a iniciativa, Cunha destaca a maturidade dos clientes: “Antes éramos medidos por baixo, hoje perceberam a importância da qualidade do projeto.” O diretor lembra, por exemplo, que a montagem de componentes feita de maneira inteligente permite reparos mais rápidos. “Operações de manutenção antes feitas em três dias, hoje são efetuadas em uma hora.”

    Outra vantagem da estratégia se encontra na fuga da incômoda concorrência chinesa. “Eles não são competitivos no nicho dos moldes sofisticados; com esses projetos competimos com os fabricados na Europa e nos Estados Unidos.” Para exemplificar, ele cita um molde de dezesseis cavidades para tampas injetadas em duas cores, feito para a fabricante de cosméticos Phytoervas. “O molde é de altíssima precisão”, orgulha-se.

    O ano para a Moldit foi positivo por um motivo diferente. Nem tanto pelo atendimento de encomendas de moldes novos. “Em 2013, aumentou o pedido dos clientes por serviços de manutenção, essa atividade fez com que nós atingíssemos nossos objetivos. As vendas não foram tão boas”, explica João Miguel Frazão Santos, gerente de vendas. A ferramentaria tem matriz em Lisboa e construiu uma fábrica no Brasil há oito anos, localizada no município de Camaçari-SP, e ainda conta com escritório de vendas na capital paulista.

    A empresa também tem investido bastante na melhoria de sua prestação de serviços. Nos últimos anos, aplicou US$ 8 milhões para equipar sua linha de produção. A verba incluiu a compra de duas injetoras usadas para testar moldes e de uma ponte rolante com capacidade de 32 toneladas. As empresas do mercado automobilístico são suas principais clientes. Outro nicho de destaque são os segmentos de utensílios domésticos, de saúde e o de móveis.

    Santos se mostra otimista em relação ao desempenho da Moldit no próximo ano. O projeto Inovar-Auto é um dos motivos do sentimento. Ainda mais quando for inaugurada a nova planta da Fiat em Pernambuco, fato previsto para o início de 2014. A ferramentaria garante ser a maior a atuar na Região Nordeste.



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