Ferramentaria Moderna

Ferramentaria Moderna – Moldes para sobro enfrentam competição acirrada e demanda em recuperação

Jose Paulo Sant Anna
5 de maio de 2012
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    Preços baixos, parte II – A prática de preços baixos também incomoda a Primolde, de São Paulo, empresa com doze funcionários que projeta e fabrica moldes para todos os tipos de sopro. A Primolde atende pedidos para peças com volumes de dois milímetros a cinquenta litros, sejam elas fabricadas pelo sopro convencional ou em PET. “Atendemos a indústria automobilística, de higiene e limpeza, cosméticos, alimentos e farmacêutica”, informa Diego José Ribeiro Silva, administrador.

    A cantilena ditada pelo executivo é a mesma. “O mercado em 2011 foi bem interessante até outubro, quando houve uma queda na procura. Em janeiro e fevereiro, as vendas foram pequenas e houve uma pequena retomada depois do carnaval.” Apesar do momento um tanto negativo, Silva acredita no potencial do negócio. “Há muitos clientes no mercado”, avalia.

    Ele também não se incomoda com a participação dos importados. “Não sentimos o problema que vem afetando boa parte da indústria.” Lembra que os prazos de entrega dos moldes de sopro são pequenos e isso ajuda os empresários nacionais. “Um molde aqui fica pronto em de trinta a quarenta dias, os importados demoram entre quatro e cinco meses”, calcula.

    O que atrapalha mesmo, para ele, é o comportamento de alguns concorrentes. “Muitos estão oferecendo preços de 30% a 40% menores do que o razoável, eu não sei como eles conseguem. O problema é que os compradores estão se habituando a pagar esses valores”, critica. Esses preços dificultam os investimentos necessários para a aquisição de novas máquinas, em especial os caros centros de usinagem.

    Apesar das dificuldades, ele garante que a Primolde está em dia com a tecnologia de ponta em todos os processos usados para a confecção de peças dos moldes. “Hoje só terceirizamos operações para realizar gravações ou confeccionar texturas”, diz.

    Pequenina – A Alfa apresenta perfil semelhante a um bom número de ferramentarias existentes Brasil afora. É uma microempresa, com apenas dois funcionários. Nem por isso deixa de ser requisitada. Tanto que está no mercado há mais de um quarto de século. “Não estudei, não fui ao Senai, mas tenho muita experiência aprendida na prática durante muitos anos. Sei como fazer um projeto eficiente”, orgulha-se Marcelo de Oliveira, herdeiro do pai na administração da empresa. Como prova, ele destaca a fidelidade dos clientes. “Atendo encomendas em geral, de moldes para frascos variados a brinquedos, entre outros.”

    O proprietário revela não ter o interesse de crescer, prefere continuar a contar com seus dois colaboradores de confiança, capazes de dar conta do recado, a aumentar sua equipe. Sua estrutura não é das maiores. “Tenho um torno, uma furadeira e duas fresas”, conta. Quando precisa usar centros de usinagem e equipamentos de eletroerosão conta com a ajuda de parceiros.

    Plástico, Ferramentaria Moderna - Moldes para sobro enfrentam competição acirrada e demanda em recuperação

    Oliveira projeta moldes para sopro (esq.) de frascos variados

    Ele garante que a terceirização não oferece qualquer prejuízo nos prazos de entrega. “Acompanho de perto as operações feitas fora daqui”, diz. A empresa produz, em média, de três a quatro moldes por mês. “O ano começou meio parado, mas depois do carnaval houve aquecimento.”



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