Ferramentaria Moderna

Ferramentaria Moderna – Moldes para sobro enfrentam competição acirrada e demanda em recuperação

Jose Paulo Sant Anna
5 de maio de 2012
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    A Tecnomoldes faz matrizes de frascos pequenos a galões de 50 litros de volume. “A maioria das encomendas é para volumes pequenos”, informa. Entre os clientes, destaque para os setores de bebidas, limpeza e higiene, cosméticos e de alimentos. Para o dirigente, um dos diferenciais da empresa é o custo. “Somos uma empresa familiar, instalada em um centro menor, e conseguimos ter preços competitivos”, garante. Outra vantagem, para ele, são os prazos de entrega. “Fazemos um molde com duas cavidades pequenas em quinze dias, contra a média de 35 a 40 dias do mercado.” O segredo? “Estamos muito bem equipados e trabalhamos 24 horas por dia.”

    Para Maia, depois de atravessar 2010 com negócios excelentes, o ano de 2011 foi bom até o início do último trimestre. “Fechamos com 8% de crescimento.” Depois o mercado esfriou. “Este ano a procura está parada”, lamenta. Ele, no entanto, não perde o otimismo. “A expectativa está no aquecimento do mercado. O governo está tomando medidas para a queda dos juros e isso deve ajudar”, justifica.

    O dirigente se sente incomodado com a concorrência dos moldes importados. “Não do mesmo jeito que os fabricantes de moldes de injeção”, ressalta. Para ele, a competição não vem apenas dos países asiáticos. “Os europeus também são fortes no nosso mercado, eles estão enfrentando problemas na economia e passaram a participar do nosso mercado com preço e qualidade”, diz Maia.

    Preços baixos, parte I– A Vath Moldes, de Indaiatuba-SP, há sete anos no mercado, produz moldes de sopro de extrusão contínua, PET e injeção-sopro. Com vinte funcionários, atende encomendas para moldes de recipientes com volumes pequenos, até cinquenta litros. A grande maioria dos serviços, no entanto, é para frascos menores, produzidos para os segmentos industriais mais compradores, como os de higiene e limpeza, cosméticos e alimentos. Os moldes de

    Plástico, Ferramentaria Moderna - Moldes para sobro enfrentam competição acirrada e demanda em recuperação

    Moldes da Vath contam com centro de usinagem de tecnologia de ponta

    extrusão contínua são os mais vendidos, os de PET representam entre 15% e 20% do faturamento.

    “Nosso diferencial é oferecer prazos reduzidos e obedecidos de forma rigorosa”, garante o diretor Idevalte Nascimento. Outro aspecto da empresa ressaltado pelo dirigente é o elevado grau de informatização. “Temos três centros de usinagem com tecnologia de ponta”, orgulha-se. O atendimento eficiente é uma preocupação constante. “Somos muito ágeis e nos preocupamos com o pós-venda”, emenda.

    Nascimento destaca os aspectos que considera essenciais na hora da construção dos moldes. Para ele, um ponto muito importante é a escolha de materiais de elevada qualidade. Outro quesito fundamental é o projeto do sistema de refrigeração. Com o crescimento do uso de múltiplas cavidades, a refrigeração ganha importância ainda maior. “Não existe regra, cada projeto exige muito conhecimento de projeto e do processo”, diz.

    Sobre o mercado, as informações do diretor conferem com as de seus concorrentes. “De outubro para cá o mercado está flutuando, existe volume de encomendas, mas elas são mais

    Plástico, Idevalte Nascimento, diretor, Ferramentaria Moderna - Moldes para sobro enfrentam competição acirrada e demanda em recuperação

    Idevalte Nascimento: proclama agilidade e preocupação com pós-venda

    para reposição, para os transformadores que trocaram de máquinas ou estão produzindo em moldes com maior número de cavidades. Os novos projetos estão em baixa”, revela. Para ele, os reflexos da crise internacional são os principais motivos da queda.

    “No primeiro trimestre deste ano, atingimos as metas; no segundo, não sei”, antecipa. Apesar da flutuação dos negócios, a empresa cresceu entre 14% e 15% no ano passado, número que pretende repetir este ano. “No primeiro semestre talvez tenhamos um decréscimo, mas no segundo o mercado deve se aquecer”, avalia.

    Para Nascimento, as importações não atrapalham o segmento do sopro. O maior problema é o excesso de concorrência no mercado interno. “Os pequenos prostituem muito os preços. Existem algumas ferramentarias no Sul que trabalham com valores inviáveis, não sei como eles conseguem esse ‘milagre’”, reclama. Na opinião dele, felizmente existem clientes que não se levam apenas pelo preço. “Muitos já ‘sofreram’ comprando moldes que não funcionam, sabem que o barato sai caro.”



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