Ferramentaria Moderna

Ferramentaria moderna – Fabricantes nacionais de moldes para tampas buscam parceiros tecnológicos para elevar produtividade

Antonio Carlos Santomauro
1 de agosto de 2012
    -(reset)+

    A Btomec, conta Tiergarten, produz stackmolds, mas eles hoje são demandados especialmente pelas indústrias de alimentos e de produtos de limpeza. Ele nota, no mercado de tampas, um óbvio interesse por moldes capazes de aliar redução de custos com produtividade, mas também uma demanda mais específica: “Parece haver uma grande tendência de uso de mais de um componente para a fabricação das tampas.”

    Peças multicomponentes, formadas por mais de um material, ou mais de uma cor, diz o diretor da Btomec, constituem uma tecnologia já usual na Europa, porém mais recente no Brasil. “Atuamos nesse segmento, e nele temos um diferencial: há cerca de dois anos adquirimos uma máquina Arbo, de origem alemã, para a produção de peças para testes; e é muito importante testar para assegurar o bom funcionamento de moldes para peças com mais de um componente”, ele conta.

    Plástico, Ricardo Rezende, gestor de desenvolvimento, Ferramentaria moderna - Fabricantes nacionais de moldes para tampas buscam parceiros tecnológicos para elevar produtividade

    Ricardo Rezende: oferece pré-séries de tampas com materiais especiais

    A Moltec, afirma Chagas, após passar recentemente a disponibilizar a tecnologia in mold closing, começa agora a trabalhar também com moldes para tampas com mais de um componente. E no mercado dos moldes para tampas, destaca, ocorrem avanços em áreas como os sistemas de lacres e, com recursos de última geração, de detalhes destinados a personalizar as tampas, e assim dificultar sua cópia – por exemplo, texturização a laser, ou combinação entre partes polidas e texturizadas.

    É também crescente, ele complementa, a demanda por moldes capazes de gerar tampas confeccionadas com quantidades menores de matéria-prima. “O mercado de produtos de alto volume e baixo custo unitário está sempre à procura de reduções, inclusive na matéria-prima; e normalmente isso exige novos moldes.”

    Essa busca pela redução de custos consolidou também os moldes com câmara quente, nos quais o material a ser injetado fica pré-beneficiado dentro de uma câmara do próprio molde, que, de acordo com Anderson Celestino, gerente da fábrica do grupo PHN, nesse mercado já relegaram quase ao esquecimento os moldes convencionais com a chamada ‘terceira placa’. “Houve muito investimento em máquinas mais rápidas, e com isso ganhou espaço o molde com câmara quente, que possibilita maior produtividade”, explica Celestino.

    Segundo ele, moldes com câmara quente também permitem, além de controle dimensional muito maior, a produção de peças já praticamente prontas para serem embaladas.

    Existem ainda, diz o gerente da PHN, evoluções em outras áreas, como os materiais dos moldes: caso de machos confeccionados com a liga cobre-berílio, cuja maior capacidade de troca térmica diminui o tempo necessário ao resfriamento. “Isso também significa mais produtividade”, finaliza Celestino.

     CLIENTES GRANDES AINDA PREFEREM FORNECEDORES ESTRANGEIROS

     A necessidade de recorrer a fabricantes internacionais de moldes mesmo após o aumento das alíquotas de importação é observada também por Carlos Alberto Andolfatto, diretor da consultoria Loc Plast, que hoje presta serviços relacionados à indústria plástica para empresas como Natura, Johnson & Johnson e Manoel Torres, entre outras.

    No Brasil, observa ele, existem ferramentarias aptas a produzir os moldes multicavidades de alta produtividade, geralmente utilizados pelos fabricantes de tampas. “Mas, até por uma questão de segurança, as grandes empresas compradoras de moldes geralmente preferem recorrer aos grandes fornecedores internacionais”, ele ressalva.

    Para concorrer com os grandes nomes mundiais do mercado de moldes, os fornecedores brasileiros, crê o consultor,

    Plástico, Carlos Alberto Andolfatto, diretor da consultoria Loc Plast, Ferramentaria moderna - Fabricantes nacionais de moldes para tampas buscam parceiros tecnológicos para elevar produtividade

    Carlos Alberto Andolfatto: recomenda investir em tecnologia

    precisam investir mais em tecnologia, seja em equipamentos, seja em conhecimento: “É preciso know-how para, por exemplo, projetar um molde de uma boa tampa flip top, definir a geometria correta da dobradiça dessa tampa, escolher muito adequadamente os aços usados nesses moldes”, ele detalha.

    Profissional com mais de 25 anos de experiência na indústria de plástico, mais destacadamente na área das tampas, o consultor diz haver, mesmo em grandes empresas, ocasiões nas quais a demanda por moldes para tampas recai em fornecedores brasileiros.

    Recentemente, ele próprio trabalhou com a Johnson & Johnson em um molde produzido por uma empresa brasileira. “Mas nos cercamos de muitos cuidados: era um projeto já conhecido, que tinha parâmetros definidos, e exigimos aço de
    melhor qualidade, trazido de fora. E, fundamentalmente, analisamos muito bem o projeto”, relata o consultor. “Mas, em um projeto diferenciado da mesma Johnson & Johnson, buscou-se um molde em uma ferramentaria de alta tecnologia dos Estados Unidos”, ele realça.

     



    Recomendamos também:








    3 Comentários


    1. DANIEL RODRIGUES NETO

      Olá Sou Ferramenteiro e queria saber como posso mandar um curriculo para empresa, obrigado


    2. Favor nos enviar um telefone para contato direto.
      Precisamos de um molde para injeção de um tipo de dominó em plástico


    3. preciso molde de tampas flip top 38 ou se possível me indiquem alguma empresa no brasil que fabrique essas tampas,

      Atenciosamente,

      Jakson



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *