Ferramentaria Moderna

Ferramentaria moderna: Fabricantes de moldes adaptam-se ao mercado e esperam novos projetos

Jose Paulo Sant Anna
1 de dezembro de 2014
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    O dirigente revela o “milagre”. “Nós estamos trabalhando com parceiros internacionais para desenvolver os projetos”, explica. Dessa forma, a empresa conseguiu agregar tecnologia e passou a receber pedidos antes impossíveis de serem atendidos. “Passamos a fabricar moldes de bi-injeção para embalagens, de corpo, tampa e canudo de canetas e outros que nós não conseguíamos. Tudo dentro de padrões de qualidade de ponta”. Não revela os “santos”. “O nome de nossos parceiros é segredo”.

    Prestação de serviços – A ferramentaria Moldit, ligada ao grupo português Durit, especializado em produtos de precisão feitos de metais, chegou ao Brasil em 2004. Instalou-se em Camaçari-BA, com o objetivo de servir a fábrica da Ford que funciona na região. Com o tempo, diversificou seus clientes e se transformou em uma das principais ferramentarias no Nordeste. Sua especialidade se concentra em moldes de médio e grande porte. Trabalha com ferramentas de três a 35 toneladas. Hoje, além de atender a indústria automobilística, o principal cliente, desenvolve projetos para a indústria de móveis e de outros segmentos.

    Em relação aos trabalhos que presta para a indústria automobilística, a empresa conseguiu bons negócios. “O início do ano foi bom, pegamos encomendas de moldes para um novo automóvel, trabalho que está terminando agora”, explica Erasmo Farinhas, gerente comercial. No momento, as encomendas para moldes novos não estão muito animadoras. Para 2015, a expectativa é de um ano bom. “A Ford, a cada quatro anos, lança um carro novo”, justifica.

    O executivo explica que, independente do lançamento de veículos, a empresa sempre conta com bom volume de serviços para esse segmento. É comum, entre as montadoras, contratar a empresa quando precisam alterar algum molde para fazer modificações no design dos carros há algum tempo no mercado. Também são requisitadas as operações de manutenção.

    Fora do mundo dos carros, um nicho de mercado promissor apontado por Farinhas é o de cadeiras, banquetas e espreguiçadeiras. “Esses moldes no passado eram quase sempre feitos na Itália. Depois os chineses começaram a copiar e a fazer preço, mas os moldes deles não atenderam os requisitos de qualidade exigidos”. Os clientes agora estão se voltando para as ferramentarias nacionais. Nesse nicho, um importante cliente da Moldit é a Tramontina.

    Farinhas ressalta o investimento feito recentemente na melhoria da estrutura da empresa, que duplicou suas instalações com investimentos iniciados em 2012. Entre as compras realizadas, dois centros de usinagem, de médio e grande porte. Também foram adquiridas duas injetoras da Krauss Maffei, com 650 e 1,3 mil toneladas de força de fechamento, utilizadas para a realização de try-outs.

    Nenhuma saudade – Para a Btomec, de Joinville-SC, o ano de 2014 não vai deixar nenhuma saudade. “Foi um ano horrível, muito ruim. O primeiro semestre foi pior, no segundo houve uma pequena melhora apenas a partir deste mês”, resume o diretor Wiland Tiergarten. “Isso não significa que não existam projetos pensados pelos clientes. Estamos com a gaveta cheia de pedidos de orçamento, mas a decisão de efetivá-los são sai do papel”. Ele acredita que falta confiança por parte da indústria para colocar os planos em prática.

    Para o dirigente, o problema maior se concentra no pequeno crescimento da economia. “Boa parte das empresas que atendemos estão com máquinas paradas, trabalham com capacidade ociosa”. Para exemplificar, cita a indústria automobilística. “As montadoras estão em mau momento, somente agora está surgindo uma ou outra coisa”. Outro setor é lembrado pelo diretor da Btomec, desta vez de forma um pouco mais animadora. “A linha farmacêutica está um pouco mais à frente”.

    A Btomec é especializada em ferramentas sofisticadas. Um dos seus pontos fortes é o projeto e construção de moldes para grandes produções – entre eles, os com de 96 e 128 cavidades – e para bi ou tri componentes. Por conta de seu perfil de atuação, a empresa precisa sempre estar em dia com a tecnologia de ponta. Nos últimos anos, tem adquirido de forma regular equipamentos de usinagem modernos. “Não paramos, no início de novembro vou para um grande workshop na Alemanha sobre moldes de alto desempenho”, comentou.

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    Tudo bem – A Lafer, empresa paulistana com quase vinte anos no mercado, atua como fabricante de moldes para injeção e também de peças injetadas com até 650 gramas de peso. Com duas vertentes de atuação, a empresa vive desempenhos distintos. “O nosso setor de ferramentaria está lotado, foi bom o ano inteiro. Já a área de injeção de peças plásticas anda um tanto parada”, informa Alcebíades Ferreira Lima, diretor.

    O dirigente informa que a empresa tem feito, em média, para terceiros, em torno de três a quatro moldes por mês. Também confecciona as ferramentas usadas em sua área de transformação. Para ele, o bom número de encomendas da divisão de ferramentaria se deve em parte ao perfil dos compradores. “Atendemos muitos clientes do setor de brindes e também de descartáveis, como copos”. Outro setor bastante ativo é o de tampas para embalagens. Entre as encomendas do gênero, as mais comuns são as de dezesseis cavidades dotadas com câmaras quentes. “Esses segmentos econômicos estão bem, não param”, justifica.

    Outra razão apontada pelo diretor é a qualidade dos moldes produzidos pela Lafer. “Conhecemos muitas empresas que importaram moldes da China, enfrentaram problemas e nos contrataram para refazer as ferramentas”. Lima lembra que a qualidade “duvidosa” não é exclusividade dos produtos asiáticos. “Recentemente fomos contratados para refazer quinze moldes fabricados no Brasil que também apresentaram problemas”.



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    Um Comentário


    1. Boa Noite.
      Eu tenho um desenho de um estojo e gostaria de fabricá-lo em plástico transparente.
      Gostaria de saber se vocês fabricam o molde e também o produto.
      Obrigado
      Paulo Gennary
      11-95948-2007



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