Ferramentaria Moderna

Ferramentaria moderna – Especialistas em soldas para reparo de moldes batalham pela sobrevivência da atividade

Jose Paulo Sant Anna
26 de outubro de 2012
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    rigorosos, como os ligados à indústria automobilística, de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, entre outros. Também atua como transformadora. Desde 1989, fabrica utilidades domésticas com ampla linha de produtos. Ao todo, trabalha com aproximadamente 180 moldes de injeção.

    “Executamos internamente as operações de soldagem de nossos moldes e também prestamos serviços de soldagem para terceiros”, informa o gerente industrial Dagoberto Donato. Para tanto, a empresa treinou colaboradores e adquiriu o equipamento necessário. “Trabalhamos apenas com solda TIG. É raro, mas quando se torna necessário, contratamos uma empresa especializada em soldagem a laser”, diz.

    De acordo com Donato, existem vários fatores responsáveis pelos danos ocorridos nas ferramentas. “Às vezes, uma peça prende e trinca o molde durante o fechamento. Também pode ocorrer falha do operador, mas isso acontece cada vez menos; os processos estão muito automatizados”, explica. Ele diz que ocorrências do gênero não são muito comuns. “Estamos substituindo os nossos moldes mais antigos.” Garante que mais raros ainda são os danos ocorridos durante a construção de novas matrizes. “A tecnologia das máquinas de usinagem se desenvolveu muito nos últimos anos.”

    A Plásticos Regina, empresa localizada em Mauá-SP, atua com força no segmento de embalagens para alimentos. Também produz, em menor escala, peças técnicas. No mercado desde 1957, conta com perto de 30 injetoras e abastece os equipamentos com algumas dezenas de moldes. Bruno Dedomenici, sócio da empresa, não demonstra muito entusiasmo na hora de usar essa solução. Para ele, mais importante é contar com projetos de moldes bem executados. “Quando o projeto é bem executado, a incidência de quebras se reduz muito”, diz. A empresa não atua somente com moldes próprios, muitos são dos clientes. Por isso, nem sempre pode opinar sobre a qualidade do projeto. Às vezes, torna-se indispensável partir para a solda. “Não é muito comum”, ressalta.

    Para ele, no caso das ferramentas para embalagens, é solução paliativa, tomada para não parar a linha de produção em situações emergenciais. “A substituição da peça danificada se mostra mais recomendável”, sugere. A explicação para essa preferência é simples. As embalagens produzidas precisam ter aparência perfeita e sempre há o risco de um molde reformado produzir peças com algum tipo de marca. “Nesse segmento, os reparos requerem maior exigência”, resume.

    Quando o assunto recai na produção de peças técnicas, eventuais problemas com a adoção da soldagem também incomodam. É mais comum, no entanto, a empresa recorrer ao expediente na hora dos reparos. Não só isso. “Às vezes, o cliente precisa mudar o local de um ponto de encaixe ou outro detalhe na peça injetada e não quer investir na usinagem de cavidades novas. Adotamos a técnica para fazer pequenas alterações nos moldes”, justifica. A Plásticos Regina, quando necessário, terceiriza o trabalho e contrata empresas especializadas.

    Concorrência predatória – A Loten está no mercado há 23 anos e hoje é um dos principais nomes do ramo no país. É especialista em reparos ou modificações em ferramentas de plásticos e estampos. “O setor de plásticos responde por cerca de 40% do nosso faturamento”, conta o diretor Aparecido de Almeida, conhecido no meio pelo apelido Duca. A empresa tem sua sede na capital paulista, onde conta com equipe de doze profissionais de soldas, e duas filiais nos municípios de Diadema-SP (três soldadores) e São José dos Campos-SP (dois soldadores).

    A Loten é especializada no processo TIG. “Por enquanto, não penso em investir na aquisição de equipamentos para solda a laser”, diz. O fato de a solda a laser ainda ser incipiente no Brasil e o elevado investimento necessário para adotar o método são fatores que não o entusiasmam. “Uma lâmpada de luz laser custa mais de R$ 3 mil e tem vida curtíssima”, lembra.

    Para ele, os dois processos não chegam a concorrer com intensidade. “Na maioria das vezes, eles são complementares; a solda a laser é vantajosa em trabalhos mais delicados”, diz. Isso não significa que bons resultados não possam ser obtidos com o uso da TIG. “Nós conseguimos trabalhar com sucesso em cavidades polidas e texturizadas”, garante. Ele destaca que nos casos em que há concorrência, a TIG se mostra muito competitiva. “O mesmo trabalho custa entre 30% e 40% menos”, diz.

    Duca enumera as etapas de um serviço. “Primeiro fazemos um processo de higienização da peça, depois removemos as partes desgastadas”, conta. Em seguida, as peças são submetidas a tratamento térmico em um forno para aliviar tensões. “Nós temos três fornos para aquecer peças de até 600 kg.” Depois vem a etapa da solda. A escolha do material a ser adicionado é importante. “Para cada tipo de aço usamos um metal com diferente composição química”, explica. É imprescindível que no final do serviço a peça apresente características próximas às suas originais.

    Sem falsa modéstia, o diretor exalta a excelência alcançada pela empresa na hora de prestar serviços. Ele enumera alguns diferenciais. “Comecei minha carreira como projetista de moldes para injeção de plástico. Isso me ajuda a compreender os problemas enfrentados pelos clientes, conheço todos os detalhes dos projetos”, ressalta. A estrutura da empresa também é enaltecida. “Temos capacidade de prestar serviços em nossas empresas ou na fábrica do cliente, quando necessário.”



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