Ferramentaria Moderna

16 de novembro de 2015

Ferramentaria Moderna: Crise passa longe dos moldes

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Muitos segmentos da indústria se queixam do atual momento econômico. Não é o caso do setor de moldes, que vive bom momento. O Brasil é um país deficiente em informações estatísticas e não existem dados confiáveis que mostrem os números reais do setor. A sensação otimista vem da opinião de lideranças importantes do ramo. “O mercado está indo bem”, testemunha Paulo Braga, presidente da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    Para o dirigente, dois motivos têm colaborado para o desempenho positivo. O primeiro é o Inovar-Auto, programa gerado pelo governo federal para incentivar a nacionalização de modelos de automóveis por parte das montadoras. “Alguns projetos das montadoras estão saindo do papel e o número de encomendas tem aumentado”. O dirigente admite, no entanto, que quem não atende a indústria automobilística pode estar passando por dificuldades. “Temos tido demissões em algumas ferramentarias”.

    Outro motivo do otimismo tem sido a forte alta do dólar ocorrida nos últimos meses. “O preço do dólar tem afugentado os transformadores brasileiros dos moldes importados”. O temor provocado pela desvalorização do real tornou as ferramentas nacionais mais competitivas até mesmo perante os moldes chineses, cujos preços para lá de baixos tiraram o sono das ferramentarias brasileiras nos últimos anos.

    A boa sensação só é atrapalhada por problemas lamentados pelos empresários do setor há muito tempo. O principal é a baixa rentabilidade com a qual as ferramentarias vêm trabalhando. Sem falar na conjuntura, que apresenta juros altos, crescimento pífio do PIB e outras questões preocupantes, como a tumultuada realidade política. “Estamos atentos, a situação requer cuidados”, resume.

    As empresas fornecedoras de porta-moldes e componentes padronizados, termômetros importantes do setor, também não se queixam. “As vendas no primeiro semestre atingiram nossas metas. Os três primeiros meses do ano foram mais fracos, depois houve recuperação”, explica Agenor Gualberto, gerente de produto de sistemas de câmaras quentes da Polimold.

    Situação idêntica vive a Tecnoserv. “Para nós não tem crise”, afirma Wilson Teixeira, diretor técnico. A empresa fechou o primeiro semestre com crescimento de 11% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. Os representantes da Polimold e Tecnoserv concordam com o dirigente da Abimaq no diagnóstico do desempenho. Eles também creditam o bom momento principalmente à alta do dólar e ao Inovar-Auto.



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      1. Francis

        Olha Sr. Paulo, talvez esses números sejam apenas referencias ao primeiro semestre de 2015, pois depois disso veio numa decadência total, aqui em Joinville-SC que é um dos pólos importantes no ramo, estamos sentindo bastante a queda na produção de moldes, todas as empresas da região estão tendo dificuldades e não vemos nenhuma luz com a atual situação do nosso país.



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