Ferramentaria Moderna – catarinenses apostam em moldes de alta complexidade e tempo recorde de execução para ganhar competitividade

Com prazos menores de entrega, a Fermold mantém a carteira de clientes repleta de pedidos. Só em 2011, executou 90 moldes, de dimensões variadas, entre 200 quilos até dez toneladas, sendo 50% deles para atender os novos projetos de linha branca, setor bastante aquecido em virtude da isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a compra de refrigeradores, lavadoras, entre outros eletrodomésticos, além de incentivos em linhas de crédito para aumento de consumo de bens duráveis e manutenção das atividades industriais.

Os outros 50% remanescentes foram gerados por encomendas de moldes para injeção de alumínio, para a fabricação de motores, cabeçotes, agregados de fixação, entre outros componentes para o setor automotivo, também aquecido pela isenção de IPI.

Graças à redução de prazos para entrega, aos investimentos na melhoria do parque fabril e à compra de novas máquinas e centros de usinagem CNC, além da maior capacitação de mão de obra, a Fermold tem conseguido entregar ao cliente moldes com até quatro toneladas em 60 dias. Também implementa a padronização de componentes, como colunas, buchas e placas, para facilitar a realização de todas as etapas de execução dos moldes.

O que ajuda a manter o nível de atividade em alta no caso da Fermold é focar a produção em duas grandes áreas de fornecimento de moldes – injeção de plásticos e injeção de alumínio –, além de firmar parcerias estreitas com prestadores de serviços de polimento, eletroerosão a fio, tratamentos térmicos, entre outros, requeridos para executar moldes com qualidade.

Diversificar, o ponto-chave – Com capacidade instalada de 10 mil horas/ mês, a Herten, a mais antiga ferramentaria de Joinville, com 31 anos de atuação, vem operando durante todo o ano de 2012 em plena capacidade e com pedidos em carteira para atender até abril de 2013. O segredo para tanto sucesso é não concentrar a produção num único segmento e procurar atender alguns setores, desenvolvendo projetos de moldes até 45 toneladas para injeção de plásticos e também para injeção de alumínio.

Plástico, Edson Hertenstein, diretor comercial, Ferramentaria Moderna - catarinenses apostam em moldes de alta complexidade e tempo recorde de execução para ganhar competitividade
Hertenstein optou por setores menos visados pelas importações

Seu diretor comercial, Edson Hertenstein, representante da segunda geração à frente dos negócios da empresa, afirma: “Hoje, 60% dos moldes por nós fabricados são para injeção de alumínio e os outros 40% atendem o setor plástico, principalmente conexões de PVC e acessórios sanitários, como torneiras, caixas de descarga, assentos, chuveiros etc., segmentos atualmente bastante aquecidos pelas obras da construção civil, setor que voltou a contratar os serviços das ferramentarias, mas que ficou sem maiores investimentos em anos anteriores.”

Especializada na oferta de várias tecnologias em moldes, como a de stack-mold, utilizada na construção de molde com 128 cavidades para a fabricação de talheres descartáveis, que representou um marco para a empresa, a Herten também se dedica a construir moldes para injeção de ciclo rápido de paredes finas para embalagens e tampas, e escapa da concorrência externa, segundo Hertenstein, por diversificar sua produção e por não estar focada nos setores que mais vêm sofrendo os reveses das importações, como o de moldes para sopro e o de moldes para injeção para o setor automotivo, alvos preferenciais e de grande concorrência.

Práticas para vencedores – Os motivos que bloqueiam atuações mais promissoras das ferramentarias podem ter várias causas, até mesmo atribuídas a falhas na política industrial brasileira e à globalização. Essas situações, no entanto, trazem à tona uma pergunta: É possível tornar uma ferramentaria mais competitiva sem condicionar essa possibilidade a incentivos governamentais? As respostas, assentadas na experiência de profissionais e empresários, começam a brotar. Por exemplo: padronizar a produção de todas as partes móveis dos moldes pode trazer ganhos para as ferramentarias brasileiras, seja pela melhor organização das tarefas, ou pela otimização de várias etapas da produção, incluindo também a introdução de automação. Para tornar uma ferramentaria mais competitiva, não paira dúvida na mente do diretor de serviços de engenharia da Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc), Gilberto Paulo Zluhan: “É preciso criar padronizações nas áreas de projetos e de construção de porta-moldes, gavetas e outras partes móveis do molde, como mandíbulas, réguas, guias, colunas etc. e, por consequência, padronizar o

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