Ferramentaria Moderna

Ferramentaria moderna: Câmbio ajuda e câmara quente nacional tem vendas em alta

Jose Paulo Sant Anna
16 de setembro de 2015
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    A economia vive dias um tanto tensos, mas boa parte dos fornecedores de câmaras quentes para moldes de injeção de plástico não reclamam dos resultados obtidos no início do ano. Com a ajuda da valorização do dólar, que inibiu a importação de ferramentas, essas empresas têm alcançado números positivos em seus negócios. Não existem informações estatísticas confiáveis sobre esse ramo. A avaliação se deve à palavra de alguns dos principais participantes do mercado.

    Plástico Moderno, Fix: cresce a demanda técnica para peças complexas

    Fix: cresce a demanda técnica para peças complexas

    A Polimold, fabricante de câmaras quentes, porta moldes e de todos os componentes padronizados usados nos moldes, é uma das empresas que não se queixa. O presidente Alexandre Fix se mostra assustado com as notícias sobre a economia apresentadas diariamente nos jornais. Ele reconhece as dificuldades vividas por alguns segmentos da indústria. “Para nós, o mercado não está ruim, estamos contra a maré. Espero que continue assim”.

    Até o ano passado presidente da câmara setorial voltada para moldes da Abimaq, cargo que exerceu por vários anos, Fix avalia que o bom momento não é exclusivo de sua empresa. “Converso com muita gente do setor e a maioria se mostra feliz com o cenário atual”. Problemas persistem, como a baixa rentabilidade das encomendas. Outros até foram resolvidos em parte. “A inadimplência diminuiu”. Sem falar em outros aspectos conjunturais tão reclamados pela indústria, que nem vale a pena serem mencionados.

    Plástico Moderno, Sistema valvulado Facility, da Polimold, lançado na Feiplastic

    Sistema valvulado Facility, da Polimold, lançado na Feiplastic

    No caso particular da Polimold, o dirigente está feliz com a estratégia de atuação adotada nos últimos tempos. “Estamos trabalhando voltados para resolver problemas dos clientes. Prestamos assessoria para quem compra, procuramos integrar nossa engenharia com a engenharia dos usuários de nossos produtos, de forma a encontrar a melhor solução para cada caso”, disse. Essa preocupação cresce com a complexidade das peças. No caso das câmaras quentes, é dada especial atenção para os sistemas valvulados, usados em peças de grande porte, de design complicado e/ou para moldes de grande produção.

    Fix destaca a ajuda ao faturamento prestada pelas exportações. Isso já vinha acontecendo antes da valorização da moeda norte-americana e a tendência é que se intensifique. “Temos uma série de clientes que adquirem moldes na China e preferem equipá-los com nossas câmaras quentes. São meia dúzia de grandes empresas e isso tem nos ajudado um bocado”, ressalta. Outro aspecto positivo se encontra na movimentação da indústria automobilística. “Existem projetos saindo das gavetas, a despeito dos problemas enfrentados pelas montadoras”.

    Mais otimismo – Outras empresas também não se assustam com o quadro de crise econômica. “Acho que há pessimismo exagerado, um clima de falta de confiança que atrapalha os negócios. Nós estamos em um momento muito bom”, informa Wilson Teixeira, diretor técnico da Tecnoserv, fabricante de porta moldes e outros itens, e representante no Brasil da Mastip, marca neozelandesa de câmaras quentes. “O ano de 2013 já havia sido bom. O ano passado foi melhor e em 2015 estamos com bastante serviço”.

    A desvalorização do real é apontada como importante para o momento positivo. “Os clientes estão sentindo falta de confiança em investir em moldes importados”. No caso das câmaras quentes, até há pouco tempo totalmente importadas pela empresa, o custo de trazer os produtos de fora provocou mudança importante na estratégia da empresa. “Antes trazíamos as câmaras prontas. Com o dólar alto mudamos, e começamos a fabricar alguns manifolds no Brasil”, comentou.

    Outra empresa que não demonstra qualquer preocupação com o desempenho é a Yudo. De origem coreana, começou a atuar no mercado brasileiro de câmaras quentes há três anos, a partir da instalação de uma fábrica em Joinville-SC. De lá para cá, já fez investimentos que dobraram a capacidade de produção inicial. Hoje, 100% das câmaras quentes que comercializa no mercado nacional são fabricadas aqui.

    “Como somos novos no Brasil temos muito espaço para conquistar. Apesar da situação econômica preocupante, estamos crescendo de forma satisfatória”, explica João Paulo Lorenço, diretor financeiro. Em 2014, o faturamento da empresa cresceu 24%. “Neste ano, esperamos atingir os 30%”.



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