Plástico

Ferramentaria Moderna – Após período de altos e baixos, mercado de moldes encerra o ano com perspectivas positivas

Antonio Carlos Santomauro
22 de novembro de 2012
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    “Mercado mais estável” – Se for levado em conta apenas o início da vigência do novo regime de produção de automóveis no Brasil, no primeiro mês do próximo ano, já é possível conceber um cenário mais favorável para a indústria brasileira de moldes, crê Fix. Por enquanto, ele ressalva, não é possível prever de maneira muito precisa qual pode ser o crescimento do setor no próximo ano, ou se os efeitos das novas normas começarão a ser sentidos já a partir de janeiro. Mas, na opinião dele, esse regime automotivo terá impactos favoráveis no setor de ferramentaria já em 2013. E esses impactos devem ser ainda maiores nos próximos anos: “O setor automobilístico gera mais de 50% dos negócios do setor e muitas grandes montadoras hoje trazem moldes da Ásia; e, com o novo regime automotivo, será mais interessante usar moldes nacionais”, observa Fix.

    Há importação de moldes produzidos também em países como Alemanha, Portugal, Canadá ou Estados Unidos. Sua própria empresa – a Polimold –, lembra Fix, às vezes envia câmaras quentes para esses países, para que eles venham já com os moldes montados. “Mas essa importação ocorre apenas em casos específicos e não chega a ser significativa, o que realmente compromete a indústria nacional é a concorrência asiática”, ele afirma.

    Mas Fix também ressalta: só em um número muito reduzido de casos é necessário recorrer à importação de moldes europeus ou americanos, pois a indústria brasileira tem atualmente condições de atender à enorme maioria dos pedidos de seus clientes.

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    Ferramenta para setor automotivo deverá impulsionar os negócios

    Para confirmar essa tese, ele conta que a Abimaq examina os pedidos de empresas interessadas em importar moldes alegando não haver similares no Brasil (sendo verdadeira esta informação, é menor a alíquota de importação). Verifica então com seus associados se eles têm condições de atender a tais pedidos. Caso receba respostas positivas, a associação agenda reuniões entre os interessados nos moldes e os potenciais fornecedores brasileiros. “Na enorme maioria dos casos, percebe-se que as empresas brasileiras podem atender aos pedidos”, afirma Fix. “Mas a Abimaq não tem poder para decidir qual será a alíquota da importação. Ela encaminha essa informação ao governo, que tem esse poder”, ele ressalva.

    Quanto aos moldes asiáticos, afirma Fix, embora a valorização do dólar perante o real e o aumento das alíquotas de importação do dólar tenham reduzido um pouco as disparidades entre ambos, eles ainda conseguem concorrer com os brasileiros com preços muito inferiores. “O custo Brasil é violento, e ainda hoje moldes asiáticos chegam aqui custando um terço dos nossos.”

    Ao menos no segmento dos moldes para autopeças, concorda João, da Puma, prossegue intensa a concorrência chinesa. Sua empresa, ele conta, tem conseguido resultados positivos no confronto com essa importação com estratégias próprias: “Creio que o caminho ideal é produzir ferramentais diferenciados em relação a custos e à tecnologia, adequando constantemente o cenário das ferramentarias nacionais para o atendimento das exigências do mercado. Isso certamente fortalece e possibilita alguns diferenciais em relação ao voraz mercado chinês”, pondera João.

    Mas, para ele, as políticas governamentais destinadas a ampliar a competitividade dos fabricantes brasileiros têm sido acertadas: “Tanto é que as montadoras já estão se instalando no Brasil; e até próximo da nossa região”, afirma João, referindo-se ao recente anúncio de construção de uma fábrica da BMW em Santa Catarina, estado sede de sua empresa.

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    Fabricante prevê aumento da demanda de projetos para autos

    A Puma, ele afirma, prepara-se para o possível aumento da demanda por seus serviços no próximo ano: “Adquirimos novos equipamentos com entrega programada para fevereiro de 2013, e estamos ampliando nossa estrutura física, hoje com 7,7 mil metros quadrados, para 8,2 mil metros quadrados”, ele relata.



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