Plástico

Ferramentaria Moderna – Após período de altos e baixos, mercado de moldes encerra o ano com perspectivas positivas

Antonio Carlos Santomauro
22 de novembro de 2012
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    Além de atender indústrias menos impactadas pelas dificuldades vividas este ano pela economia nacional – as de cosméticos, por exemplo –, a Btomec, conta Ayres, conquistou novos clientes nesse período. Também construiu moldes, segundo ele, antes produzidos apenas na Europa, como três sistemas de moldes bicomponentes que estão sendo agora entregues a uma empresa do mercado do oral care, cada um deles com 64 + 64 cavidades, peso de 7,5 toneladas e ciclos de nove segundos. “Ganhamos essa concorrência de uma empresa alemã”, comemora Ayres.

    Também a Puma Automotive, como o próprio nome revela, uma empresa focada especificamente na indústria automobilística, registrou bom desempenho em 2012, diz Henrique João, diretor comercial da empresa. “Em nosso segmento, os moldes geralmente exigem algo entre 120 e 210 dias para a fabricação, e estamos participando de vários projetos que serão decididos ainda neste ano”, ele justifica. “Esperamos um crescimento de no mínimo 20%”, acrescenta João.

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    Freitas aposta nos segmentos de higiene, limpeza e cosméticos

    Jose Luis Freitas, gerente comercial da Moltec, trabalha com um índice menor: prevê para 2012 expansão de aproximadamente 10% no faturamento de sua empresa. O crescimento mais significativo, ele especifica, ocorrerá nos segmentos de higiene, limpeza e cosméticos. “Tivemos um primeiro trimestre apenas razoável, em razão de uma queda nos negócios de moldes de injeção. A partir do segundo trimestre, observamos aumento importante na injeção, que continuou durante o restante do ano”, detalha Freitas, cuja empresa produz também moldes para sopro.
    Mas o índice de crescimento mais significativo é apresentado pela Moldit, que, de acordo com o diretor industrial José Teixeira, este ano dobrará seu faturamento (relativamente a 2011). Para justificar número tão impactante, ele conta que sua empresa, cujo maior cliente é a indústria automobilística, passou a atuar mais intensamente em outros mercados, como o mobiliário e as cadeiras para estádios (entre eles, estádios que estão sendo construídos para a Copa do Mundo).

    Já o setor automotivo, complementa Teixeira, se este ano praticamente não gerou novos negócios, em 2013 deverá elevar significativamente sua demanda: “Já temos contratadas onze ferramentas para um novo modelo da Ford, e só isso já significa um negócio de R$ 4 milhões”, ele destaca.

    Melhor mais à frente – De maneira aparentemente unânime, os representantes das empresas produtoras de moldes visualizam em 2013 um ano mais favorável para seu setor, seja pela perspectiva de maior aquecimento da economia nacional, seja por perceberem aumento na demanda por seus produtos. Atentas a essa possibilidade de aceleração do ritmo de realização de negócios, essas empresas já programam novos investimentos.

    A Belga, por exemplo, está instalando uma máquina de fresamento com cinco eixos, de acordo com Mari Lúcia, “de excelente performance”. Segundo ela, no próximo ano a empresa deverá incrementar seus negócios em pelo menos 5%. “Estamos cotando muitos produtos para 2013”, ela diz. “Haverá muitos investimentos na linha automotiva”, complementa.

    A Moldit, cujo quadro de colaboradores é atualmente composto por quarenta profissionais, registrará no próximo ano um incremento de faturamento de 20%, projeta Teixeira. A empresa, ele destaca, está instalando, para try-out, duas injetoras KraussMaffei: uma de 650 toneladas e outra de 1,3 mil toneladas. “Incluindo o galpão onde elas serão colocadas, isso significa um investimento de R$ 8 milhões”, relata.

    Na Moltec, conta Freitas, os investimentos recentes incluíram a consolidação, no segmento da injeção, de tecnologias como sistema in mold closing, fabricação de moldes com 96 cavidades, e desenvolvimento de moldes para tampas com perfis complexos, além de um novo software de engenharia desenvolvido pela Siemens.

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    Vendas de moldes para embalagens PET estão em alta

    E também Freitas crê em desenvolvimento mais acentuado dos negócios da indústria brasileira de moldes no decorrer do próximo ano. “Como os moldes levam algum tempo para ficar pronto, as negociações são antecipadas. E, pelos projetos que estamos negociando, entre eles alguns pacotes bem significativos, tenho essa percepção de 2013 com um ano bom”, ele justifica.

    Tal sensação é endossada por Lima, da Global Moldes Rematec: “Em 2013, não haverá eleições, estaremos nos aproximando da Copa, e os empresários deverão investir mais”, ele argumenta. Atualmente com cinquenta funcionários, a empresa, conta Lima, este ano instalou um novo centro de usinagem e um novo torno – praticamente duplicou sua capacidade de produção com esses equipamentos. E há cerca de três meses recebeu a certificação de gestão de qualidade ISO 9000. “A manutenção da qualidade é a chave para a manutenção da competitividade”, diz o sócio e diretor da empresa.



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