Plástico

Ferramentaria Moderna – Após período de altos e baixos, mercado de moldes encerra o ano com perspectivas positivas

Antonio Carlos Santomauro
22 de novembro de 2012
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    O ano está chegando ao fim e talvez não deixe muitas saudades na indústria brasileira de moldes para peças plásticas, mas também não deverá ser lembrado como um ano ruim para esse setor. Foi, dizem representantes dessa indústria, um período marcado por altos e baixos, no qual seus negócios foram obviamente impactados pela baixa dinâmica da economia nacional. E termina com uma boa notícia: a quase certeza de que 2013 será um ano bem melhor.

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    De maneira resumida, 2012 pode ser considerado um ano razoável para a indústria brasileira de moldes, como qualifica Alexandre Fix, presidente da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e diretor-presidente da empresa Polimold. O primeiro semestre, ele detalha, foi muito ruim para o setor, que conseguiu, porém, recuperação significativa na segunda metade do ano.

    Na opinião de Fix, contribuiu para essa retomada o chamado “regime automotivo”, com o qual o governo federal busca agora estimular a indústria automobilística a incrementar a vertente nacional de sua produção. Expresso no Decreto 7.819, editado no início de outubro último, esse programa define, entre outros itens, diferenciação na taxação pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com base no maior ou no menor uso de insumos nacionais por parte das montadoras.

    Na apuração dessa nacionalização, o programa considera não apenas as peças componentes dos automóveis, mas também as ferramentas usadas em sua produção. “Esse decreto é extremamente positivo para a ferramentaria nacional, que caso contrário acabaria”, elogia Fix.

    A Abimaq, ele diz, participou do processo de elaboração desse regime automotivo e ajudou a dotá-lo de conquistas importantes, entre elas, além da própria inclusão das ferramentas utilizadas na fabricação das autopeças nos cálculos referentes ao seu teor nacional, aparece também a consideração dos investimentos em nacionalização feitos no decorrer deste ano como válidos para os cálculos tributários referentes a 2013, quando as novas normas passam a ter vigência plena.

    Essas normas colocam os fabricantes brasileiros de moldes em posição mais favorável no universo da indústria automobilística. Os produtores de embalagens, por sua vez, prossegue Fix, no decorrer deste ano, mantiveram um ritmo satisfatório de desenvolvimento de negócios. De acordo com o dirigente, houve um aumento de consumo dos produtos usuários dessas embalagens pelas classes de menor poder aquisitivo. “Já a indústria da linha branca, embora vendendo mais pelos benefícios do IPI, não está tendo muitos lançamentos, e com isso não gera novos pedidos”, ele acrescenta.

    A percepção de Fix sobre um primeiro semestre mais fraco e uma reação a partir da metade do ano é confirmada por Mari Lúcia Scolaro,

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    Lima: empresa terá crescimento superior ao dos últimos anos

    líder de vendas da Belga, que tem justamente na indústria automobilística um de seus principais segmentos de atuação (essa empresa atua ainda na área de linha branca e de equipamentos e máquinas agrícolas). Também como Fix, ela qualifica 2012 como um ano razoável.

    Mas, de acordo com Mari Lúcia, embora os programas desenvolvidos pelo governo para estimular a indústria a produzir mais no Brasil tenham colaborado para a recuperação sentida no meio do ano, a conjuntura de demanda reduzida vigente no primeiro semestre não permitirá aumento muito significativo nos negócios da Belga no decorrer de 2012: durante o ano, ela afirma, comparativamente a 2011, o incremento nos negócios de sua empresa será mínimo.

    Há, porém, quem qualifique 2012 como um ano muito bom, caso de Antonio Ribeiro de Lima, sócio e diretor comercial da Global Moldes Rematec, criada há pouco mais de seis anos, e que atua principalmente com moldes para sopro e injeção para embalagens. Sua empresa, ele conta, recebeu pedidos para projetos bastante significativos, especialmente no segmento PET.“Nos últimos três anos registramos crescimento médio anual de 13% e este ano podemos até superar esse índice”, alegra-se Lima.

    Os números da expansão – Também a Btomec teve um bom ano, afirma Alan Migues Ayres, responsável pela área comercial no estado de São Paulo dessa fabricante sediada na cidade catarinense de Joinville, e presente de maneira mais intensa no mercado das embalagens (com moldes para peças multicomponentes, atende também outros segmentos, como a indústria automobilística).



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