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NPE – 2012 – Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

Marcelo Furtado
5 de maio de 2012
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    A austríaca Erema, especializada em sistemas de extrusão para reciclagem, montou em seu estande a linha TVEplus, em sua versão 1514, com capacidade de processamento de 1.000 kg/h de aparas plásticas de várias formas e tamanhos (poliolefinas, PS, PP) e rosca de 210 mm. De acordo com o técnico Steven Engel, o novo sistema conta com a tecnologia

    Plástico, Steven Engel, técnico , Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

    Engel: novo sistema gasta menos energia

    Ecosave para reduzir o consumo de energia em 10%, em comparação com a versão anterior (TVE). “O motor é mais eficiente e há menos perda de calor durante o processo, com o uso de materiais mais nobres”, disse.

    O sistema patenteado e compacto TVEplus conta com sistema de alimentação por esteira, projetado de acordo com a necessidade do cliente. O material a ser reciclado entra no compactador, onde os plásticos são cortados, misturados, aquecidos e adensificados, até entrarem na rosca da extrusora, que plastifica e desgaseifica o material em reverso. No final da zona de plastificação, o fundido sai da extrusora para ser limpo em um filtro autolimpante para aí retornar para a extrusão. Após estar filtrado e homogeneizado, o material é novamente desgaseificado, antes de ser peletizado. A nova máquina consegue pellets que provocam menos defeitos em filmes produzidos por eles.

    Em extrusão de filmes balão, vale a pena comentar a exposição da canadense Brampton Engineering. A empresa mostrava uma nova linha mais compacta de cabeçotes para cinco a onze camadas denominados FlexStack SCD, utilizados em sua linha Aquafrost de coextrusoras para blown film. “Conseguimos reduzir o tamanho deles em aproximadamente 50%, em comparação com o nosso cabeçote tradicional SCD. E podemos afirmar que é o menor

    Plástico, Adolfo Edgar, gerente de vendas da BE, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

    Adolfo Edgar expôs na feira nova rebobinadeira de filmes

    cabeçote do mercado para coextrusão de filmes de barreira”, explicou o gerente de vendas da BE, Adolfo Edgar.

    Também contava como atração da BE uma nova rebobinadeira FlexWin, que pela primeira vez usava motores servoelétricos que proporcionam maior precisão à máquina. Segundo Edgar, a máquina pode rebobinar qualquer tipo de filme, com várias camadas ou não, em até duas direções, centrais ou superficiais.

    Sopro – O tema mais importante da área de sopro continuou sendo o mesmo de feiras importantes anteriores, com destaque para a última K, de Dusseldorf, ou seja, a difusão de sopradoras elétricas. A tentativa dos fabricantes é seguir o bem-sucedido caminho percorrido pelas injetoras, fabricantes que hoje já dominam e disseminaram a tecnologia mais econômica em consumo de energia.

    Nesse ponto, ganhava atenção a alemã Bekum, apresentando ao mercado americano pela primeira vez a sua linha de sopradoras-extrusoras, totalmente elétricas, Eblow, com estação dupla e que havia sido lançada em sua primeira versão comercial (a 307D/L) na última K, em 2010. Desde então, a máquina passou por testes e otimizações no centro de pesquisa de Berlim, segundo revelou o diretor da empresa nos Estados Unidos, Gary Carr.

    Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

    Bekum levou sopradora totalmente elétrica

    A linha da sopradora elétrica inclui quatro modelos: Eblow 307D/L, com força de fechamento de 100 kN (2 segundos de ciclo a seco); a Eblow 407D, de 150 kN (2,5 segundos); a Eblow 507D, de 200 kN (3 seg.); e a Eblow 607D, de 240 kN (3,7 seg.). Todas elas, segundo Carr, conseguem de 30% a 40% de redução de consumo de energia, em comparação com versões hidráulicas. Contam como vantagens da nova linha ainda a eliminação de ruído (máximo de 68 decibéis), a ausência de vazamento de óleos, tornando o processo de sopro o mais limpo possível, a simples conexão com cabos e fios, ao contrário do que ocorre com as máquinas hidráulicas, e a alta precisão de movimentos, com tolerância de 0,1 mm.

    A Bekum conseguiu vender apenas uma dessas máquinas nos Estados Unidos, ao contrário do que vem ocorrendo na Europa, por exemplo. Mas a receptividade na feira, de possíveis clientes americanos, foi muito grande. “Eles estão pensando seriamente em reduzir custos com investimentos em máquinas elétricas”, disse.



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