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NPE – 2012 – Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

Marcelo Furtado
5 de maio de 2012
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    Udo Löhken: Projeto combina com IML ao clearmelt[/caption]

    Em cooperação com a empresa alemã Magna, trata-se de uma combinação da tecnologia de IML com o processo clearmelt da Engel, o qual envolve a inserção de um filme touchscreen em uma primeira estação de moldagem, que será injetada com PC/ABS para criar a peça suporte. O molde, após isso, rotaciona e fecha de novo e, em uma segunda estação, a peça inteira receberá a injeção de uma camada fina de um PU líquido bicomponente, que cria uma superfície de alto brilho e resistente a risco. “O projeto ainda está na fase pré-comercial, de estudo, mas já temos peças reais”, revelou o diretor da Engel, Udo Löhken.

    Outro destaque da Engel, com avanços na automação e robotização, foi a apresentação de máquina elétrica com robô de seis eixos integrado. Isso permitia à injetora produzir uma peça oca de duas cavidades sem soldagem e, o melhor, em uma só máquina. O processo começa com a primeira injeção de uma das partes da peça, depois transferida pelo robô para uma segunda cavidade do molde, onde o segundo material é moldado, formando a outra metade. Um terceiro componente, um selo de TPE, também é moldado nessa segunda fase. O processo, de acordo com a empresa, além de evitar a pós-soldagem das peças, também cria espessuras mais consistentes nas paredes e melhora a qualidade interna dos transformados.

    Dentro do seu estande de 500 m 2 , também a Arburg contava com alternativas para melhorar a eficiência produtiva de transformadores por meio da automação de suas máquinas. Entre as suas seis injetoras em exposição, das linhas elétricas e híbridas, por exemplo, havia uma com um sistema robótico de seis eixos, a vertical Allrounder 375 V. O sistema aí realizava todas as etapas de encapsulamento de cabos numa única célula produtiva.

    Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    Ciclo total da Allrounder 720H foi inferior a cinco segundos

    Durante a feira, a Arburg mostrou ainda para o mercado americano as novas séries de injetoras elétricas, cuja faixa de força de fechamento passou a ser de 600 a 2.000 kN, destacando o modelo Allrounder 370 E. “Ela é de alta velocidade e tem foco na produção de peças moldadas técnicas padronizadas, em que se objetiva economizar energia, em comparação com as hidráulicas”, afirmou a relações públicas da Arburg, Susanne Palm. “Além de ter um preço acessível pelo que oferece”, disse. A série elétrica Edrive também era demonstrada, por meio de uma máquina com força de fechamento de 66 t, moldando bandeja de ABS em um ciclo de 12 segundos.

    Na exposição da empresa, as elétricas Alldrive ganhavam destaque. A Allrounder 270 A, com força de fechamento de

    Plástico, presidente da KraussMaffei, Paul Caprio, diretor-geral, Karlheinz Bourdon, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    Caprio (esq.) e Bourdon: foco na automação

    350 kN, operava com um módulo de microinjeção, que combinava uma rosca de injeção de oito mm com outra para fusão do material. A elétrica Allrounder 520 A, com força de fechamento de 1.500 kN, produzia em um molde de 32 cavidades corpos de seringas em um ciclo de 6,5 segundos. Por ser voltada para o mercado médico, essa injetora era totalmente encapsulada, com unidade de fechamento de aço inoxidável. Havia ainda a Allrounder 570E, com 2.000 kN de força de fechamento, que processava uma peça sofisticada para a indústria automotiva com parte rígida, de polibutileno tereftalato (PBT) e outra flexível (borracha de silicone). Além disso, a Arburg mostrava um sistema deinmould-labelling para o setor de embalagens, em uma Allrounder 720 H, que processava dois baldes com alças decorados, em um ciclo total de 4,85 segundos.

    Outra expositora importante ressaltando avanços em produtividade e automação na área da injeção era a KraussMaffei. De acordo com seu diretor-geral, Karlheinz Bourdon, essa preocupação incentivou a fabricante a dobrar sua capacidade de produzir robôs para as máquinas (a empresa também atua em extrusão). “A automação vai ajudar as transformadoras, sobretudo as americanas, que estão começando a lutar para sair da crise, a reduzir custos e ganhar competitividade”, disse Bourdon durante uma coletiva de imprensa em Orlando.

    No estande da KraussMaffei os destaques ficavam por conta de uma nova versão de alta velocidade de sua injetora hidráulica de duas placas MX, com força de fechamento de 650 toneladas (a menor da linha), que processava na feira

    Plástico, Mark Elsass, gerente de aplicações, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    Mark Elsass apostou na exposição de híbrida

    tampas de polipropileno em um molde de 48 cavidades. “Ela foi projetada para atingir alto paralelismo entre as placas e força de fechamento uniforme, ao mesmo tempo em que pode processar com moldes de alta cavitação, com velocidade de até 700 mm/segundo”, complementou o presidente da KraussMaffei, Paul Caprio. Além dessa máquina, a empresa mostrava ainda a injetora elétrica EX, que moldava copos em um ciclo de três segundos.

    Também chamava a atenção a Milacron, apresentando pela primeira vez um modelo de injetora híbrida Maxima Servo com duas placas. Com força de fechamento de 310 toneladas, de acordo com seu gerente de aplicações, Mark Elsass, essa versão híbrida tem eficiência energética, produtividade e qualidade similares aos modelos elétricos, com a vantagem de ter um preço melhor. A máquina conta com motor servoelétrico, em vez de um padrão por indução ou frequência, que faz girar o sistema hidráulico da máquina. Segundo Elsass, a máquina atende à demanda crescente por redução em custos de energia, um insumo ainda crítico para os clientes. “Esse motor da Bosch Rexroth consome 45% a menos”, revelou. A Maxima Servo é disponível em versões de 310 a 44 mil t de força de fechamento.

    Vale destacar ainda no campo das injetoras a participação da brasileira Romi, estreando no evento depois de ter

    Plástico, Monica Romi Zanatta, gerente de vendas internacionais, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    Monica Romi Zanatta: injetora elétrica reduz consumo energético em até 60%

    adquirido a italiana Sandretto, em 2008. A fabricante de Santa Bárbara D’Oeste-SP levou para a feira o modelo de injetora elétrica Sandretto EL 150, integrada a uma estação inmould-labelling (IML) que produzia uma embalagem alimentícia de polipropileno.

    De acordo com a gerente de vendas internacionais, Monica Romi Zanatta, o modelo com acionamento totalmente elétrico, disponível em versões de 75 a 300 toneladas de força de fechamento, consegue economia de energia de até 60%, baixo nível de ruído (60 decibéis) e baixo número de componentes em movimento. “Além disso, por causa de sua alta eficiência e precisão, consegue tempos de ciclo até 25% menores, com alta capacidade de plastificação”, disse. Para ela, a participação na feira demonstra o interesse de expansão internacional da Romi, muito mais viável depois da aquisição da Sandretto.

    Extrusão – Na seara da extrusão, representada por empresas importantes que ficavam espalhadas no meio de outras tecnologias, dava para perceber na feira um pouco da ausência das grandes extrusoras para filmes balão, que em outras edições da NPE e, com maior frequência na alemã K, dão um ar de magnitude ao evento. Havia no máximo duas em operação, mesmo assim de versões pouco atraentes tecnologicamente falando, ou melhor, modelos simples, sem nenhum avanço, e de empresas sem muito peso internacional.

    Mas era só sair à procura de novidades que o visitante com certeza encontrava algo interessante em extrusão. Entrando nos estandes mais procurados, das empresas mais conhecidas da área, avanços em produtividade, velocidade e de eficiência energética compensavam a falta da apoteose das grandes extrusoras e seus balões chamativos.

    Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

    Davis Standard apresentou extrusora veloz

    A Davis Standard, por exemplo, tinha novidades em todas as áreas em que atua no campo da extrusão. Para começar, a empresa colocou para operar uma extrusora para tubos de polietileno de alta densidade geotérmicos. Segundo a empresa, a extrusora opera com o sistema de alimentação bastante resfriado para poder trabalhar com polietilenos bimodais e outras poliolefinas, assim como sua rosca também foi alterada para processar sob baixa temperatura de fusão, alta produtividade e melhor homogeneidade e mistura. Com relação ao comprimento do cilindro de L/D 34:1, a seção do funil de alimentação tem L/D 4:1, o que garante a operação resfriada.

    Além dessa, estava em exposição uma extrusora de alta velocidade, com rosca de 75 mm e L/D 40:1, com seção de alimentação de alto volume e sistema elétrico de resfriamento/aquecimento. A máquina tem como alvo os mercados de



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