NPE – 2012 – Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana

Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana

A tradicional feira norte-americana da indústria do plástico, a NPE, parece ter encontrado, em sua versão de 2012, de 1º a 5 de abril, o lugar certo para começar uma retomada de fôlego nos negócios, lutando para superar as consequências de anos recessivos da maior potência mundial. Após quase 40 anos na charmosa Chicago, a National Plastics Exhibition, de forma estratégica, mudou-se para Orlando, na Flórida, no imenso Orange County Convention Center, para aproveitar os atrativos de infraestrutura e turísticos da cidade e sinalizar para o mundo do plástico que a economia dos Estados Unidos continua forte.

Em um esforço de promoção e vendas, que se armou da vantagem estratégica da cidade de ter um custo operacional mais baixo para os expositores, a feira atraiu 1.933 empresas, mais do que as três edições anteriores. O total de espaço de exibição ocupado foi de 87,3 mil metros quadrados, 23% a mais do que a NPE 2009 (cuja base de comparação, por sinal, é baixa, por ter sido feita bem no centro da crise econômica). Em número de visitantes a feira teve um acréscimo de 26% sobre 2009, registrando a participação de 55.359 profissionais, de 19.283 empresas.

Um dado do levantamento chama a atenção por ter correspondido a uma das estratégias da organizadora do evento, a Society of the Plastics Industry (SPI), para a feira: explorar, além do imenso mercado norte-americano, também, em específico, os dos países latino-americanos. Pelas estatísticas da SPI, 26% dos visitantes chegaram de fora dos Estados Unidos e, destes, um terço da América Latina, um recorde da NPE facilmente explicado pela maior proximidade da Flórida com a América do Sul e Central e pelo forte atrativo que os outlets e os parques temáticos de Orlando exercem sobre os povos desses países.

Com o propósito de se firmar como a feira número um das Américas, deixando de lado a disputa com a K, de Dusseldorf, Alemanha, para ser a mais global; e tornando-se uma opção mais próxima do que a ascendente Chinaplas, a NPE colheu os frutos dessa estratégia também por causa da maior participação de expositores estrangeiros, que perceberam a oportunidade de prospectar não só o imenso mercado norte-americano, em recuperação e com boas perspectivas, como também para sondar novos negócios com países emergentes. Por volta de 40% dos expositores, aproximadamente 750 empresas, eram de fora dos Estados Unidos. Os chineses foram a maioria, com um pouco mais de 300 expositores (16%), seguidos pela Europa (10%), Oriente Médio e resto da Ásia (8%) e depois pelo Canadá. Os 28 expositores do México e da América do Sul representaram a maior participação latino-americana na história da NPE.

Apesar de a feira nem de longe ter lembrado os tempos áureos da NPE antes da crise de 2008, quando havia imensos estandes em pavilhões dedicados apenas a cada tipo de maquinário (injeção, sopro, extrusão), uma mudança evidente em comparação com 2009 era o maior número de máquinas em operação na feira. Mesmo que nesta edição os estandes tenham tido tamanhos menores, ocupando de forma dividida os três halls do belo Orange County Convention Center, não ocorreu o mesmo da feira anterior, quando várias empresas preferiram reduzir custos e economizar energia.

A explicação mais imediata para o maior número de máquinas em operação era a maior facilidade operacional do centro de exposições. Os funcionários das empresas puderam colocar as máquinas para trabalhar de forma mais ágil e nãoburocrática. Em Chicago, onde o movimento sindical é mais forte, todas essas operações precisavam ser feitas pelos operários do centro de exposições (MacCormick Place), o que atrasava e encarecia o trabalho pré-exposição. De forma geral, na opinião de vários expositores, toda a logística de Orlando foi mais fácil e barata, o que gerou muito contentamento.

Já a “macroexplicação” para as máquinas operando a todo vapor na feira – o que era sintetizado até pelo lema da NPE, “The Return of Machines” – é o fato de os Estados Unidos contarem hoje com uma energia mais barata e disponível, o que representa apenas uma das vantagens competitivas que o país hoje oferece para suas empresas retomarem o ritmo dos negócios. As perspectivas abertas com as novas reservas de shale gas (o gás de xisto, matéria-prima farta e barata nos EUA para a rota petroquímica), o menor custo de produção e a boa infraestrutura logística estão criando um cenário muito otimista no país, que já fala em novos projetos para produção petroquímica, de máquinas e, last but not the least, de transformação plástica.

Injetoras – No campo das injetoras, havia como ponto comum em muitas importantes expositoras uma ânsia grande por apresentar soluções integradas para múltiplas operações de moldagem, com células automatizadas integradas permitindo a produção em moldes multicomponentes, o uso da tecnologia in-mould-labelling (IML), a microinjeção e ciclos bastante rápidos para a produção de embalagens.

Nesse sentido, vale começar pelo o que foi demonstrado no estande da Wittmann Battenfeld, no qual estava em operação

Plástico, Marcos Cardenal, da subsidiária brasileira da Wittmann Battenfeld, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Marcos Cardenal: exibiu fábrica toda automatizada

uma verdadeira fábrica completa com seis módulos de injeção, todos eles com robôs integrados, o sistema de automação, auxiliares e periféricos fornecidos pela própria empresa, fato possível depois da integração de ambos os grupos. “Podemos montar uma empresa transformadora em um projeto turn-key, com todas as vantagens de custo que isso pode acarretar e com a tecnologia complexa e adiantada do grupo”, afirmou Marcos Cardenal, da subsidiária brasileira da Wittmann Battenfeld.

A fábrica toda automatizada, e em operação, começava com a alimentação da matéria-prima armazenada em silo e a sua distribuição aérea para as máquinas, antes da qual passavam por secadores, um pré-tratamento para remoção de umidade anterior à mistura com aditivos nos misturadores. Os compostos, então, por meio do sistema automatizado, seguiam para as células de moldagem por injeção.

A primeira máquina, de ciclo rápido e com processo de IML, era uma híbrida TM 160 Xpress, que produzia potes de margarina de 125 gramas com 0,35 mm de espessura de paredes de PP, em um molde de duas cavidades. A inserção do rótulo e a remoção das peças acabadas eram realizadas por robô W827 Wittmann, em um ciclo total de 2,8 segundos. O sistema modular de IML era novo, com sistema integrado de controle que permitia a operação direta pela injetora, reduzindo o ciclo por meio de uma “remoção inteligente”.

Uma segunda injetora, a MacroPower 850 XL/8800, produzia caixas dobráveis de supermercado de PP, em seguida elas eram removidas por um robô W843, que as depositava em uma estação de montagem, responsável por dobrar e empilhar as caixas automaticamente. A máquina é uma versão com 850 toneladas de fechamento e distância entre colunas de 1.475 mm X 1.125 mm.

Na microinjeção, a “fábrica” da Wittmann Battenfeld colocou para operar a MicroPower 5/3, que produzia um microconector, colocando um pino de tamanho de 6,1 X 1,2 mm como inserto. Fabricado em ciclo de quatro segundos, a peça de poliacetal (POM) tinha três mg de peso e era removida por robô W8VS2, que apresentava a peça a uma câmera para inspeção de qualidade, integrada na célula de produção e no sistema de controle da máquina. As peças eram depois separadas e empilhadas conforme o resultado da inspeção. Afora o robô, um desumidificador, um controlador de temperatura e um alimentador de material estavam integrados na máquina.

Como não poderia deixar de ser, também foram expostas as versões totalmente elétricas da empresa, a EcoPower, com duas máquinas de 110 toneladas de força de fechamento. Uma produzia um painel frontal para máquina de café, onde um robô removia as peças para depositá-las em uma esteira integrada. A peça era de alto brilho, de ABS/PC, produzida pela tecnologia BFMold, por meio da qual todo o espaço abaixo da cavidade é usado para aquecimento e resfriamento da temperatura de forma rápida e uniforme. “Isso reduz o tempo de ciclo, mas também evita empenamento e reduz tensões”, explicou Cardenal. Um robô também levava as peças para um sistema de inspeção de qualidade, o PCCL (Polymer Competence Center Leoben), que tira fotos da superfície da peça, comparando-as com imagens de referência. “Ele identifica comparativamente se a peça tem rechupes”, disse.

A outra elétrica ECoPower produzia dispositivo de travamento para a mesa dobrável de refeição em avião, fabricado com ABS com ciclo de 30 segundos. Um robô Wittmann inseria um pino de metal e o exibia para uma câmera para inspecionar as dimensões antes de depositá-lo dentro do molde por inserção. O mesmo robô também removia as peças acabadas, apresentava-as para uma outra câmera, e aí assegurava sua qualidade antes do depósito em uma esteira. Para finalizar, a empresa colocou para operar um chamativo sistema de robôs e auxiliares que encestava uma bola de basquete – boa sacada para atrair o público norte-americano, amante do esporte.

Mais automatizadas – Outras empresas também destacaram a automação e a multimoldagem em suas unidades de injeção. A austríaca Engel era uma delas, ao mostrar uma nova tecnologia para criar controles sensíveis ao toque (sem botões, touchscreen) em superfícies de consoles automotivos, “como em um smartphone”.

Plástico, Udo Löhken, diretor da Engel, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana,
Udo Löhken: Projeto combina com IML ao clearmelt

Em cooperação com a empresa alemã Magna, trata-se de uma combinação da tecnologia de IML com o processo clearmelt da Engel, o qual envolve a inserção de um filme touchscreen em uma primeira estação de moldagem, que será injetada com PC/ABS para criar a peça suporte. O molde, após isso, rotaciona e fecha de novo e, em uma segunda estação, a peça inteira receberá a injeção de uma camada fina de um PU líquido bicomponente, que cria uma superfície de alto brilho e resistente a risco. “O projeto ainda está na fase pré-comercial, de estudo, mas já temos peças reais”, revelou o diretor da Engel, Udo Löhken.

Outro destaque da Engel, com avanços na automação e robotização, foi a apresentação de máquina elétrica com robô de seis eixos integrado. Isso permitia à injetora produzir uma peça oca de duas cavidades sem soldagem e, o melhor, em uma só máquina. O processo começa com a primeira injeção de uma das partes da peça, depois transferida pelo robô para uma segunda cavidade do molde, onde o segundo material é moldado, formando a outra metade. Um terceiro componente, um selo de TPE, também é moldado nessa segunda fase. O processo, de acordo com a empresa, além de evitar a pós-soldagem das peças, também cria espessuras mais consistentes nas paredes e melhora a qualidade interna dos transformados.

Dentro do seu estande de 500 m 2 , também a Arburg contava com alternativas para melhorar a eficiência produtiva de transformadores por meio da automação de suas máquinas. Entre as suas seis injetoras em exposição, das linhas elétricas e híbridas, por exemplo, havia uma com um sistema robótico de seis eixos, a vertical Allrounder 375 V. O sistema aí realizava todas as etapas de encapsulamento de cabos numa única célula produtiva.

Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Ciclo total da Allrounder 720H foi inferior a cinco segundos

Durante a feira, a Arburg mostrou ainda para o mercado americano as novas séries de injetoras elétricas, cuja faixa de força de fechamento passou a ser de 600 a 2.000 kN, destacando o modelo Allrounder 370 E. “Ela é de alta velocidade e tem foco na produção de peças moldadas técnicas padronizadas, em que se objetiva economizar energia, em comparação com as hidráulicas”, afirmou a relações públicas da Arburg, Susanne Palm. “Além de ter um preço acessível pelo que oferece”, disse. A série elétrica Edrive também era demonstrada, por meio de uma máquina com força de fechamento de 66 t, moldando bandeja de ABS em um ciclo de 12 segundos.

Na exposição da empresa, as elétricas Alldrive ganhavam destaque. A Allrounder 270 A, com força de fechamento de

Plástico, presidente da KraussMaffei, Paul Caprio, diretor-geral, Karlheinz Bourdon, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Caprio (esq.) e Bourdon: foco na automação

350 kN, operava com um módulo de microinjeção, que combinava uma rosca de injeção de oito mm com outra para fusão do material. A elétrica Allrounder 520 A, com força de fechamento de 1.500 kN, produzia em um molde de 32 cavidades corpos de seringas em um ciclo de 6,5 segundos. Por ser voltada para o mercado médico, essa injetora era totalmente encapsulada, com unidade de fechamento de aço inoxidável. Havia ainda a Allrounder 570E, com 2.000 kN de força de fechamento, que processava uma peça sofisticada para a indústria automotiva com parte rígida, de polibutileno tereftalato (PBT) e outra flexível (borracha de silicone). Além disso, a Arburg mostrava um sistema deinmould-labelling para o setor de embalagens, em uma Allrounder 720 H, que processava dois baldes com alças decorados, em um ciclo total de 4,85 segundos.

Outra expositora importante ressaltando avanços em produtividade e automação na área da injeção era a KraussMaffei. De acordo com seu diretor-geral, Karlheinz Bourdon, essa preocupação incentivou a fabricante a dobrar sua capacidade de produzir robôs para as máquinas (a empresa também atua em extrusão). “A automação vai ajudar as transformadoras, sobretudo as americanas, que estão começando a lutar para sair da crise, a reduzir custos e ganhar competitividade”, disse Bourdon durante uma coletiva de imprensa em Orlando.

No estande da KraussMaffei os destaques ficavam por conta de uma nova versão de alta velocidade de sua injetora hidráulica de duas placas MX, com força de fechamento de 650 toneladas (a menor da linha), que processava na feira

Plástico, Mark Elsass, gerente de aplicações, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Mark Elsass apostou na exposição de híbrida

tampas de polipropileno em um molde de 48 cavidades. “Ela foi projetada para atingir alto paralelismo entre as placas e força de fechamento uniforme, ao mesmo tempo em que pode processar com moldes de alta cavitação, com velocidade de até 700 mm/segundo”, complementou o presidente da KraussMaffei, Paul Caprio. Além dessa máquina, a empresa mostrava ainda a injetora elétrica EX, que moldava copos em um ciclo de três segundos.

Também chamava a atenção a Milacron, apresentando pela primeira vez um modelo de injetora híbrida Maxima Servo com duas placas. Com força de fechamento de 310 toneladas, de acordo com seu gerente de aplicações, Mark Elsass, essa versão híbrida tem eficiência energética, produtividade e qualidade similares aos modelos elétricos, com a vantagem de ter um preço melhor. A máquina conta com motor servoelétrico, em vez de um padrão por indução ou frequência, que faz girar o sistema hidráulico da máquina. Segundo Elsass, a máquina atende à demanda crescente por redução em custos de energia, um insumo ainda crítico para os clientes. “Esse motor da Bosch Rexroth consome 45% a menos”, revelou. A Maxima Servo é disponível em versões de 310 a 44 mil t de força de fechamento.

Vale destacar ainda no campo das injetoras a participação da brasileira Romi, estreando no evento depois de ter

Plástico, Monica Romi Zanatta, gerente de vendas internacionais, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Monica Romi Zanatta: injetora elétrica reduz consumo energético em até 60%

adquirido a italiana Sandretto, em 2008. A fabricante de Santa Bárbara D’Oeste-SP levou para a feira o modelo de injetora elétrica Sandretto EL 150, integrada a uma estação inmould-labelling (IML) que produzia uma embalagem alimentícia de polipropileno.

De acordo com a gerente de vendas internacionais, Monica Romi Zanatta, o modelo com acionamento totalmente elétrico, disponível em versões de 75 a 300 toneladas de força de fechamento, consegue economia de energia de até 60%, baixo nível de ruído (60 decibéis) e baixo número de componentes em movimento. “Além disso, por causa de sua alta eficiência e precisão, consegue tempos de ciclo até 25% menores, com alta capacidade de plastificação”, disse. Para ela, a participação na feira demonstra o interesse de expansão internacional da Romi, muito mais viável depois da aquisição da Sandretto.

Extrusão – Na seara da extrusão, representada por empresas importantes que ficavam espalhadas no meio de outras tecnologias, dava para perceber na feira um pouco da ausência das grandes extrusoras para filmes balão, que em outras edições da NPE e, com maior frequência na alemã K, dão um ar de magnitude ao evento. Havia no máximo duas em operação, mesmo assim de versões pouco atraentes tecnologicamente falando, ou melhor, modelos simples, sem nenhum avanço, e de empresas sem muito peso internacional.

Mas era só sair à procura de novidades que o visitante com certeza encontrava algo interessante em extrusão. Entrando nos estandes mais procurados, das empresas mais conhecidas da área, avanços em produtividade, velocidade e de eficiência energética compensavam a falta da apoteose das grandes extrusoras e seus balões chamativos.

Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Davis Standard apresentou extrusora veloz

A Davis Standard, por exemplo, tinha novidades em todas as áreas em que atua no campo da extrusão. Para começar, a empresa colocou para operar uma extrusora para tubos de polietileno de alta densidade geotérmicos. Segundo a empresa, a extrusora opera com o sistema de alimentação bastante resfriado para poder trabalhar com polietilenos bimodais e outras poliolefinas, assim como sua rosca também foi alterada para processar sob baixa temperatura de fusão, alta produtividade e melhor homogeneidade e mistura. Com relação ao comprimento do cilindro de L/D 34:1, a seção do funil de alimentação tem L/D 4:1, o que garante a operação resfriada.

Além dessa, estava em exposição uma extrusora de alta velocidade, com rosca de 75 mm e L/D 40:1, com seção de alimentação de alto volume e sistema elétrico de resfriamento/aquecimento. A máquina tem como alvo os mercados de poliestireno e de polipropileno, pois com as alterações em seu projeto sua capacidade de produção equivale a uma extrusora convencional de 150 mm. Outro destaque da DS era uma extrusora HPE-H com rosca de 25 mm com motor AC por acionamento direto, concebida de forma compacta para entregas imediatas e com controle digital por touchscreen.

Outra empresa que destacava extrusora de alto desempenho era a americana Welex, especializada em equipamentos e sistemas para fabricação de chapas plásticas. Em exposição, uma Mark III recentemente modificada. De acordo com o

Plástico, Hal Smith, representante técnico da Welex, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria norte-americana
Hal Smith: aperfeiçoou a segurança da máquina

representante técnico da Welex, Hal Smith, a máquina é concebida agora com materiais termicamente tratados na área da caixa do motor de acionamento (gearbox), os quais não transferem calor. “É um fator de segurança muito importante para a operação”, disse. A linha Mark III é disponível em roscas de 65 mm a 250 mm e conta com motores diretamente acoplados, além de cabeçotes que podem processar tanto chapas de uma como de múltiplas camadas.

A alemã Coperion mostrou uma nova extrusora de dupla rosca corrotante para compostos da série ZSK 32, o modelo MC18. Segundo o consultor de vendas da Coperion, Carlos Aguilar Cedillo, a versão teve seu torque aumentado para 18 Nm/cm 3 , um incremento de produtividade de 30% em comparação com o modelo predecessor, o ZSK Mc Plus, que contava com torque de 13 Nm/ cm 3 . Ideal para processar plásticos de engenharia ou compostos reforçados com fibras de vidro, o novo torque também proporciona economia de energia. A máquina no estande tinha rosca com diâmetro de 45 mm e era equipada com unidade de desgaseificação na rosca dupla.

Além da nova máquina, a Coperion também ressaltava sua oferta de fornecimento de unidades completas para compostos. Para isso, mostrava uma simulação em 3D de uma linha de compostos turn-key. Projetadas com módulos standard integrados com estruturas metálicas pré-moldadas, as unidades são rapidamente entregues para qualquer lugar do mundo, segundo afirmou o consultor Cedillo, responsável pela Coperion no México. “Instalamos mais de 70 plantas turn-key em todo o mundo”, revelou. A simulação em 3D mostrava todas as etapas do processo, desde a alimentação da matéria-prima, os sistemas pneumáticos de transporte até a extrusão final dos compostos e sua descarga.

A participação da Battenfeld-Cincinnati também garantiu novidades em extrusão, com as séries soIEX e twinEX. A primeira é composta por monorroscas com 40D, de alto desempenho, para extrusão de tubos de PEAD e PP, disponível em cinco modelos, com diâmetros de roscas de 45 a 120 mm. De acordo com a diretora de marketing da empresa, Judith Lebic, a característica marcante da linha é a alta produção com baixa temperatura de fusão do material. “Além disso, elas foram equipadas com unidades de processo otimizadas para garantir economia de energia de até 15%”, complementou Judith.

Já as extrusoras twinEX com roscas duplas paralelas são disponíveis em quatro modelos com roscas de 78 a 135 mm e são voltadas para a produção de tubos e perfis. Também consomem 15% a menos de energia, com aumento de produção, comparadas às outras extrusoras contrarrotativas de duplas roscas. “Não é uma novidade, mas valeu para reforçar o

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Monorrosca soIEX produz tubos de PEAD e PP

nosso conceito de dupla rosca no mercado americano”, disse a diretora.

A Battenfeld-Cincinnati, com matriz em Viena, na Áustria, também destacou novos cabeçotes, como o 400 VSI 3, para tubos de PO com três camadas e com diâmetros de 75 a 400 mm. O sistema tem distribuição por duas etapas, para processamento suave e homogêneo – em coextrusão, permite que as camadas sejam unidas em um certo ponto com materiais diferentes –, o que garante precisa fusão do material e produção elevada. Também foi exposto o cabeçote RK 1.25, da série tradicional de cabeçotes de cruzeta simples, que oferece altas produções, mantendo uma distribuição homogênea de fusão do material e bom controle de espessuras. A empresa garante ter 1.100 cabeçotes RK para produção de tubos já instalados na América do Norte e do Sul, para diâmetros de tubos de 16 a 800 mm.

Assim como outras empresas da área, a Battenfeld-Cincinnati fez questão de mostrar os serviços de sua divisão de infraestrutura, de fornecimento de linhas completas para produção de tubos com grandes diâmetros. “Já instalamos mais de 30 no mundo”, disse Judith. Aliás, esse tipo de fornecimento está sendo expandido para tubos com diâmetros de 2.000 e 2.500 mm, como um entregue recentemente para uma empresa norueguesa para tubos de 2.500 mm, onde a BC instalou a extrusora, o cabeçote e um puxador especial, em um curto espaço de tempo, apesar da complexidade da obra.

A austríaca Erema, especializada em sistemas de extrusão para reciclagem, montou em seu estande a linha TVEplus, em sua versão 1514, com capacidade de processamento de 1.000 kg/h de aparas plásticas de várias formas e tamanhos (poliolefinas, PS, PP) e rosca de 210 mm. De acordo com o técnico Steven Engel, o novo sistema conta com a tecnologia

Plástico, Steven Engel, técnico , Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana
Engel: novo sistema gasta menos energia

Ecosave para reduzir o consumo de energia em 10%, em comparação com a versão anterior (TVE). “O motor é mais eficiente e há menos perda de calor durante o processo, com o uso de materiais mais nobres”, disse.

O sistema patenteado e compacto TVEplus conta com sistema de alimentação por esteira, projetado de acordo com a necessidade do cliente. O material a ser reciclado entra no compactador, onde os plásticos são cortados, misturados, aquecidos e adensificados, até entrarem na rosca da extrusora, que plastifica e desgaseifica o material em reverso. No final da zona de plastificação, o fundido sai da extrusora para ser limpo em um filtro autolimpante para aí retornar para a extrusão. Após estar filtrado e homogeneizado, o material é novamente desgaseificado, antes de ser peletizado. A nova máquina consegue pellets que provocam menos defeitos em filmes produzidos por eles.

Em extrusão de filmes balão, vale a pena comentar a exposição da canadense Brampton Engineering. A empresa mostrava uma nova linha mais compacta de cabeçotes para cinco a onze camadas denominados FlexStack SCD, utilizados em sua linha Aquafrost de coextrusoras para blown film. “Conseguimos reduzir o tamanho deles em aproximadamente 50%, em comparação com o nosso cabeçote tradicional SCD. E podemos afirmar que é o menor

Plástico, Adolfo Edgar, gerente de vendas da BE, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana
Adolfo Edgar expôs na feira nova rebobinadeira de filmes

cabeçote do mercado para coextrusão de filmes de barreira”, explicou o gerente de vendas da BE, Adolfo Edgar.

Também contava como atração da BE uma nova rebobinadeira FlexWin, que pela primeira vez usava motores servoelétricos que proporcionam maior precisão à máquina. Segundo Edgar, a máquina pode rebobinar qualquer tipo de filme, com várias camadas ou não, em até duas direções, centrais ou superficiais.

Sopro – O tema mais importante da área de sopro continuou sendo o mesmo de feiras importantes anteriores, com destaque para a última K, de Dusseldorf, ou seja, a difusão de sopradoras elétricas. A tentativa dos fabricantes é seguir o bem-sucedido caminho percorrido pelas injetoras, fabricantes que hoje já dominam e disseminaram a tecnologia mais econômica em consumo de energia.

Nesse ponto, ganhava atenção a alemã Bekum, apresentando ao mercado americano pela primeira vez a sua linha de sopradoras-extrusoras, totalmente elétricas, Eblow, com estação dupla e que havia sido lançada em sua primeira versão comercial (a 307D/L) na última K, em 2010. Desde então, a máquina passou por testes e otimizações no centro de pesquisa de Berlim, segundo revelou o diretor da empresa nos Estados Unidos, Gary Carr.

Plástico, Feira recupera prestígio e sinaliza a retomada da Indústria Norte-Americana
Bekum levou sopradora totalmente elétrica

A linha da sopradora elétrica inclui quatro modelos: Eblow 307D/L, com força de fechamento de 100 kN (2 segundos de ciclo a seco); a Eblow 407D, de 150 kN (2,5 segundos); a Eblow 507D, de 200 kN (3 seg.); e a Eblow 607D, de 240 kN (3,7 seg.). Todas elas, segundo Carr, conseguem de 30% a 40% de redução de consumo de energia, em comparação com versões hidráulicas. Contam como vantagens da nova linha ainda a eliminação de ruído (máximo de 68 decibéis), a ausência de vazamento de óleos, tornando o processo de sopro o mais limpo possível, a simples conexão com cabos e fios, ao contrário do que ocorre com as máquinas hidráulicas, e a alta precisão de movimentos, com tolerância de 0,1 mm.

A Bekum conseguiu vender apenas uma dessas máquinas nos Estados Unidos, ao contrário do que vem ocorrendo na Europa, por exemplo. Mas a receptividade na feira, de possíveis clientes americanos, foi muito grande. “Eles estão pensando seriamente em reduzir custos com investimentos em máquinas elétricas”, disse.

Outra empresa que mostrava opção de sopro totalmente elétrica foi a italiana Automa, com o modelo AT 480 DE, de sopro-extrusão horizontal, com força de fechamento de dez toneladas, voltado à produção de garrafas de dois litros, podendo chegar até seis litros em moldes de duas cavidades.

Além das totalmente elétricas, a japonesa Nissei ASB contrastava a tendência com seus modelos híbridos – apesar de há alguns anos a empresa ter lançado um modelo elétrico de injeção stretch-blow molding voltado para produção em salas limpas da indústria farmacêutica.

Mas na NPE a Nissei preferiu anunciar seus desenvolvimentos em linhas híbridas, com promessa de estarem prontas comercialmente no segundo semestre. O primeiro modelo já tem nome: AS12M e terá bombas hidráulicas por servoacionamento, com foco na produção de jarras com até 83 mm de diâmetro. A migração para as opções híbridas, segundo a empresa, ocorreu em virtude dos muitos problemas técnicos com os servomotores elétricos.

Causou estranheza na NPE a presença muito institucional das fabricantes de máquinas de sopro de pré-formas de PET por stretch blow-moulding. A francesa Sidel, por exemplo, embora presente com um estande pequeno, recusava-se a relatar qualquer tipo de equipamento ou sistema. A única informação que um técnico da empresa deixou escapar (e mesmo assim sob o pedido de nada ser dito sobre a empresa…) era a de que em dois meses lançarão a máquina SBO mais rápida do mercado. É esperar para crer.

Por outro lado, a alemã Krones prestava esclarecimentos sobre a última geração da Contiform, a série três, de stretch blow-moulding para PET. Segundo o gerente de marketing, Konie Brenneman, o forno da antiga versão Contiform S/H foi reprojetado para economizar energia, além de aumentar a produtividade e reduzir o consumo de ar. A geração Contiform três foi desenvolvida para atender projetos de oito a 36 estações de moldagem, o que pode atingir recordes de produção de até 81 mil contêineres de PET por hora. Até o meio de 2012, a empresa promete disponibilizar versões para pequenas cavidades e integrar o sistema Krones Contipure para descontaminação de pré-formas.

 

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