Plástico

Feiplastic 2019 – Inovações animam cadeia dos plásticos

Antonio Carlos Santomauro
7 de junho de 2019
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    Outros produtos da Basf eram o poliisocianurato Elastopir, para telhas e painéis isotérmicos aos quais confere resistência ao fogo, e o Ultramid C37 LC, copolímero de poliamida com ponto de fusão próximo dos 180ºC, para aplicações como sacos encolhíveis e filmes termoformados, entre outras. A empresa divulgou ainda mais cores para a poliamida Ultramid Deep Gloss, e a poliamida semicristalina Ultramid Vision, que permite à luz passar sem barreiras, além de uma plataforma digital para a indústria de calçados, na qual, além de disponibilizar as soluções para esse mercado, oferece suporte e consultoria.

    Plástico Moderno, PA Ultramid Deep Gloss forma peças com alto brilho ©QD Foto: Divulgação

    PA Ultramid Deep Gloss forma peças com alto brilho

    Atuando majoritariamente com os compostos de PA, mas trabalhando também com PEKK e PTA, entre outras resinas, a Akro Plastic ressaltou uma oferta de soluções em PA 6 aptas a substituir o PA 6.6, resina que já há algum tempo enfrenta problemas de escassez e acentuada elevação dos preços (tendo uso consolidado em setores como a indústria automobilística). “Nossas soluções podem substituir o PA 6.6 com o mesmo desempenho e com redução média de custo de 50%”, afirma Fernando Bortolosi, diretor geral da Akro Plastic. “A nossa linha PST Plasma SealTight permite a sobremoldagem de metal sobre plástico sem necessidade de nenhum adesivo”, acrescenta.

    Injetoras – Relativamente a outros componentes da cadeia, os fabricantes de equipamentos tiveram presença tímida na Feiplastic; e, entre eles, prevaleceram os fabricantes asiáticos, que mesclaram lançamentos com evoluções de modelos anteriores.

    Plástico Moderno, Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana ©QD Foto: Divulgação

    Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana

    A chinesa Haitian, por exemplo, apresentou três máquinas: uma delas, da terceira geração da linha Júpiter, formada por injetoras hidráulicas de duas placas com forças de fechamento de 450 a 8,8 mil toneladas. “Com layout compacto relativamente a outras máquinas com a mesma capacidade, essa máquina é indicada para aplicações nas indústrias automobilísticas e de linha branca, entre outras”, explica André Aidar, representante comercial da empresa que Brasil.

    A Haitian mostrou ainda uma máquina Marte II S – evolução da linha hidráulica Marte, a mais vendida pela empresa em todo o mundo –, que entre outras melhorias traz guia linear no conjunto de injeção. E a terceira injetora montada em seu estande pertence à linha Zhafir, modelo Zeres (de 40 a 1.380 t). “Trata-se de máquina elétrica com alguns agregados hidráulicos, por exemplo, no conjunto de extração e no recuo e avanço do bico de injeção, oferecendo ciclos rápidos, precisão e economia de energia”, diz Aidar.

    Com sede em Hong Kong e fábricas na China e em Taiwan, a Chen Hsong levou uma máquina da linha Speed (de 128 a 400 t), híbrida, e acionada com servo-motor, para aplicações de ciclo rápido. “Ela é indicada para a produção de grandes quantidades de peças, como embalagens e descartáveis”, explica Luís Guerra, gerente comercial da Chen Hsong, que no Brasil está presente com um galpão em Taboão da Serra-SP.

    Para peças técnicas, a Chen Hsong mostrou uma unidade da série Jet Master MK6 (de 88 a 468 t), dotada de guia linear, sistema de malha fechada e controle da injeção com servo-motor. Outra de suas atrações foi um modelo da série Easy Master – seu “modelo de combate” –, agora com nova versão, equipada com servo-motor.

    Represente no Brasil da chinesa Borche, a Alfainjet exibiu máquinas de duas séries. Uma delas, a linha BU (500 a 6,5 mil t), com máquinas hidráulicas dotadas com servo-motor. “O funcionamento dessa linha atende a todas exigências do conceito da indústria 4.0”, destaca o diretor Edilson Lyra Martinez. O outro equipamento exibido pela Borche integra a linha BS, também hidráulica e com servo-motor: com 260 toneladas, produziu copos promocionais com a tecnologia in mold labeling. “É a única máquina na feira com essa tecnologia”, afirma Martinez.

    Outra marca chinesa bastante vendida em todo o mundo, a Yizumi – representada no Brasil pela Alfamach –, também apresentou dois modelos de máquinas. Um deles, da linha D1 (de 500 a 3,2 mil t). “Essa máquina é hidráulica com servo-motor, possui oito zonas sequenciais de injeção e guia linear. Tem alta precisão e é indicada para a indústria automobilística, entre outras aplicações”, informa o diretor Fernando Silva. A segunda máquina é da linha A5 (de 60 a 2,4 mil t), também hidráulica, com servo-motor, guia linear na injeção, interface para robô, indicada para diversas aplicações.

    Plástico Moderno, Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana ©QD Foto: Divulgação

    Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana

    Moldes – A participação das empresas ligadas a esse setor resumiu-se a algumas ferramentarias e alguns fornecedores de componentes para moldes. Nesse último segmento inclui-se a multinacional de origem sul-coreana Yudo, que nos últimos anos investiu cerca de US$ 7 milhões para montar uma planta em Joinville-SC, onde desde 2012 fabrica câmaras quentes. “Nossa atual capacidade de produção nos permite alavancar nossas vendas em 140%”, informa João Paulo, diretor comercial e financeiro da empresa, cuja operação brasileira, ele afirma, desde o início de suas operações cresce cerca de 20% ao ano.

    Um dos trunfos da Yudo é a tecnologia das câmaras quentes com sistemas valvulados que têm, como diferenciais, agulhas móveis capazes de controlar a vazão da matéria-prima que preencherá o molde. No Brasil, essa tecnologia é geralmente empregada em peças de grande porte que devem ter aparência perfeita: para-choques, por exemplo.

    A empresa também oferece a opção de sistemas valvulados, com o movimento das agulhas controlado por comandos elétricos, enquanto os demais fabricantes nacionais usam acionamento pneumático ou hidráulico. O acionamento elétrico, pondera Paulo, ainda custa mais caro, porém proporciona ótimo retorno. “Os comandos hidráulicos e pneumáticos apenas abrem e fecham os bicos; com os elétricos, controla-se como efetuar a operação da melhor maneira”, ele compara.

    Texto: Antonio Carlos Santomauro e José Paulo Sant’Anna



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