Plástico

Feiplastic 2019 – Inovações animam cadeia dos plásticos

Antonio Carlos Santomauro
7 de junho de 2019
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    Por sua vez, a ExxonMobil reuniu, pela primeira vez em um evento setorial no Brasil, suas várias unidades de negócios no mercado do plástico. “Nossa estratégia é apresentar soluções que podem envolver mais de um de nossos produtos”, justifica Thomas Arys, gerente de marketing de Vistamaxx, marca de ExxonMobil cujos produtos podem conferir aos compostos características como maior suavidade no toque, compatibilização entre PE e PP na reciclagem e redução de custos ao permitir adição de teores maiores de carga, entre outras.

    Juntamente com resinas de PE de suas linhas Exceed XP e Enable, também do portfolio da empresa, produtos Vistamaxx proporcionaram uma solução exibida no estande da ExxonMobil: sacos valvulados de 25 e 50 kg, produzidos pela Zaraplast, colocados como alternativas à ráfia para embalar produtos como fertilizantes e cimentos. A empresa também mostrou um novo grade de sua linha Exceed XP, capaz de substituir poliamidas em termorformados, e stand up pouches, entre outras aplicações. “100% em PE, os produtos feitos com esse grade são mais recicláveis”, destaca David Dunaway, gerente de desenvolvimento de mercado da ExxonMobil.

    Copoliéster, ASA, SAN – Com mais de 40% de seu conteúdo proveniente de áreas de reflorestamento certificadas, a resina celulósica Trèva foi lançada pela Eastman: além do apelo da sustentabilidade, ela apregoa características como leveza, resistências química e mecânica elevadas, maciez no toque e brilho sem necessidade de verniz em diversas aplicações. “Estamos introduzindo Trèva inicialmente nos mercados de artigos oftalmológicos, ela permite produzir óculos mais leves que o nylon, e de cosméticos, para estojos, por exemplo”, diz Rogério Dias, gerente de vendas especiais da empresa na América Latina.

    Ainda para cosméticos, a Eastman apresentou o EV 600, copoliéster para a injeção de tampas e plásticos com aspecto similar ao do vidro. E destacou sua reconhecida linha Tritan, que além das propriedades habituais dos copoliésteres promete resistência a elevadas temperaturas.

    A Ineos Styrolution ressaltou seu ingresso no segmento dos compósitos, com a linha StyLight, de chapas de resinas como SAN, ASA e ABS reforçadas com fibras de vidro ou de carbono. “Inicialmente, a linha foca peças de interiores de automóveis”, diz Marcelo Donegá, coordenador da empresa. A mesma empresa mostrou o Terblend, mistura de ABS/PA ou ASA/PA, que aplicada a grades de alto-falantes combina resistência ao impacto, excelente coloração e bom amortecimento acústico.

    Plástico Moderno, Grade frontal feita com ASA (Luran) da Ineos Styrolution ©QD Foto: Divulgação

    Grade frontal feita com ASA (Luran) da Ineos Styrolution

    PC, PA, PU – Mobilidade, iluminação LED, artigos médicos: esses foram os segmentos privilegiados pela Covestro, que para o primeiro desses mercados apresentou uma estrutura para bateria de motocicleta feita de policarbonato. “Também em PC, temos componentes para iluminação LED já utilizados em faróis e na iluminação interna de automóveis, e filmes para painéis interativos touchscreen”, destaca Luis Carlos Sohler, head da unidade de Policarbonatos da Covestro para América Latina.

    Também a Lanxess destacou soluções automotivas, como um assento de um carro da Mercedes-Benz com estrutura de poliamida reforçada com fibra de vidro e sobreinjeção de componentes feitos da mesma resina, além de um suporte de bateria, também de PA, entre outras aplicações. “As chapas de compósito da marca Tepex são produzidas pela Bond-Laminates GmbH, uma subsidiária da Lanxess”, explica Marcelo Corrêa, head de marketing e vendas da Unidade de Negócios High Performance Materials.

    Elastômeros de PU também foram exibidos pela Lanxess, que fornece esses produtos principalmente para a mineração, na qual eles são utilizados em filtros e dutos. Como aplicações bem recentes nesse mercado, foram citados grandes filtros de disco a vácuo, tradicionalmente feitos de PEAD, separadores de sólidos e líquidos nos rejeitos da mineração (aplicação que deve ganhar corpo depois das recentes tragédias causadas por represas da Vale). “Nesses filtros, nossos elastômeros de PU apresentam durabilidade três vezes superior”, afirma Jean Pauletto, especialista de assistência técnica em sistemas de PU da Lanxess.

    Plástico Moderno, Feiplastic 2019 - Economia circular e inovações animam cadeia dos plásticos ©QD Foto: DivulgaçãoResinas especiais – Com mais de 1,5 mil formulações de plásticos especiais agrupadas em 35 marcas – presentes em projetos como substituição do vidro em painéis de captação de energia solar, tubos para exploração de petróleo em águas profundas e embalagens que prolongam a vida útil de alimentos e remédios, entre outros –, a Solvay divulgou diversas inovações. Uma delas, desenvolvida no Brasil em parceria com a fabricante de produtos odontológicos Indusbello, fez da PSU (polissulfona) a matéria-prima de grampos para radiografias dentárias. “São grampos translúcidos, que permitem visualizar melhor as imagens das radiografias”, explica Josimar Fazolare, diretor comercial da empresa na América do Sul.

    A mesma Solvay lançou dois novos estabilizadores UV para poliolefinas: um para aplicação em injeção e sopro e outro para peças automotivas. Desenvolvidos com aminas, eles requerem, garante a empresa, doses até 60% inferiores aos estabilizadores UV tradicionais e, mesmo assim, melhoram o aspecto e as propriedades mecânicas das peças. “O Cyasorb Cynergy Solutions M528, por exemplo, aplicado em PEAD natural confere durabilidade de 30% a 50% superior, mesmo utilizado em dose 50% inferior”, afirma Roberto Baleki, gerente de vendas da área de Technology Solutions da Solvay para a América Latina (referindo-se ao estabilizador para injeção e sopro).

    Posicionada como maior fabricante mundial de PVDF, a Arkema não poderia deixar de destacar soluções fundamentadas nessa resina que comercializa com a marca Kynar. “PVDF é uma resina de fácil processamento, alta resistência química, leve e de baixo custo, que hoje tem entre suas principais aplicações dutos e revestimentos de tanques e bombas da indústria química e de óleo e gás”, informa Fabio Paganini, gerente de vendas e desenvolvimento da divisão de comércio internacional de polímeros de engenharia da empresa. “Mas desenvolvemos também uma linha com aplicações em membranas para filtragem de água e em filtros de ar de automóveis e caminhões”, acrescenta.

    Essa multinacional de origem francesa destacou também produtos feitos de PEEK (poliéter éter cetona), resina cuja presença se expande na indústria aeronáutica, e para a qual empresa qual inaugurou, há cerca de dois meses, uma segunda planta produtiva (Alabama, Estados Unidos). “Nosso PEEK, marca Kepstan, já está sendo utilizado nos novos modelos da Boeing e da Airbus, e brevemente deve ser aprovado pela Embraer”, revela Paganini.

    A fabricante de plásticos de engenharia Radici preferiu conscientizar clientes e parceiros da importância das práticas sustentáveis, como o descarte correto de pós e grãos. Mas também expôs seu portfolio, no qual se encontram as linhas Raditeck (PPS), Radilon e Radiflam (poliamidas). “Teremos lançamentos no segundo semestre, na Feira K; na Feiplastic, focamos os produtos que já oferecemos”, explica Luís Baruque, gerente de marketing e desenvolvimento de novos negócios da empresa.



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