Feiplastic 2019 – Inovações animam cadeia dos plásticos

Plástico Moderno, Feiplastic 2019 - Economia circular e inovações animam cadeia dos plásticos ©QD Foto: Divulgação

Plástico Moderno, Feiplastic 2019 - Economia circular e inovações animam cadeia dos plásticos ©QD Foto: Divulgação

Economia circular, expressa principalmente nas vertentes da reciclagem e das fontes renováveis; aplicações pensadas para o futuro de indústrias em acelerada transformação, como os setores automotivo e de energia; continuidade da trajetória do plástico como substituto de outros materiais: essas foram algumas das ênfases das cerca de mil marcas que, em pouco mais de 310 estandes, participaram da mais recente Feiplastic – Feira Internacional do Plástico, realizada em São Paulo no final de abril, e visitada por aproximadamente 50 mil pessoas.

Plástico Moderno, Roriz Coelho: feira envolveu a cadeia setorial completa ©QD Foto: Divulgação
Roriz Coelho: feira envolveu a cadeia setorial completa

Essa nova edição do evento, crê José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast – entidade apoiadora do evento –, reafirmou sua relevância para a indústria do plástico: “O grande número de visitantes e a elevada cifra para compras declarada pelos participantes, superior a R$ 1,6 bilhão, confirmaram a feira como o maior evento do setor na América Latina”, afirma.

Mas essa relevância, prossegue o presidente da Abiplast, não advém apenas dos números de visitantes ou dos volumes das transações comerciais. “A Feiplastic apresentou conteúdo de qualidade e uma experiência completa, baseados nos pilares de inovação, negócios e sustentabilidade, e envolveu toda a cadeia produtiva do plástico, que levou ao evento diversas soluções e novidades criativas”, diz Roriz, que, considerando a atual conjuntura econômica e política, projeta para este ano um incremento de 1,5% na produção física do setor.

Materializada em iniciativas como o Inova Plastic, que apresentou oito projetos, selecionados em um universo de trinta inscritos (ver quadro), a inovação, especificamente, constituiu apelo fundamental dessa nova edição da Feiplastic, ressalta Patrícia Oliveira, gerente do evento na empresa organizadora Reed Exhibitions Alcântara Machado. “A inovação é hoje o foco da indústria do plástico”, justifica.

Houve ainda, ressalta Patrícia, quantidade significativa de rodadas de negócios: entre elas, 430 rodadas internacionais que uniram expositores a compradores de 22 países, gerando negócios já concretizados no valor total de R$ 14,9 milhões, e uma expectativa de outros R$ 52,6 milhões para os próximos doze meses. “Tivemos também mais de cem rodadas de negócios nacionais, envolvendo não apenas expositores, mas também os transformadores e compradores de seus produtos, do porte de Ambev e Colgate”, acrescenta Patrícia.

Plástico Moderno, Fazolare: polímeros especiais geram vantagens para clientes ©QD Foto: Divulgação
Fazolare: polímeros especiais geram vantagens para clientes

Expositores também avaliam positivamente essa mais recente Feiplastic. Caso de Josimar Fazolare, diretor de marketing e vendas da Solvay Specialty Polymers na América do Sul, que considera “muito boa” a participação de sua empresa. “Relativamente à edição anterior, recebemos cerca de 20% a mais de visitas qualificadas, de todos os segmentos dos mercados que utilizam nossos polímeros especiais”, destaca Fazolare.

A Lanxess, ressalta Marcelo Corrêa, head de marketing e vendas da Unidade de Negócios High Performance Materials, é uma expositora habitual da Feiplastic, na qual busca expor suas soluções e seu know how para atender as demandas atuais e futuras do mercado. E saiu satisfeita dessa nova edição: “Recebemos um grande número de visitas qualificadas, que têm amplo potencial de serem revertidas em projetos em um futuro próximo”, relata Corrêa.

Plástico Moderno, Corrêa: PU e PA oferecem soluções para automóveis ©QD Foto: Divulgação
Corrêa: PU e PA oferecem soluções para automóveis

Cases apresentados no Inova Plastic

– Economia circular do plástico – JBS Ambiental
– PCR Journey – Unilever
– Garrafa Letti, da Amcor
– Tampas traseiras carro – Sabic
– Remoção de tinta – Deink Brasil
– Repense, recicle – ExxonMobil
– Tecnologia óculos – Lubrizol
– Grampo radiografia – Solvay

Poliolefinas – Novamente com o maior estande do evento, a Braskem salientou seu compromisso com economia circular, exibindo aplicações feitas com resinas recicladas ou provenientes de fontes renováveis. Nesse último segmento, além do PE de cana-de-açúcar mostrou também o EVA verde, lançado no ano passado, aplicado em uma palmilha para calçados.

Esse portfolio de produtos de origem vegetal logo terá novos integrantes, como uma versão verde do MEG (insumo para a produção do PET) que brevemente será gerado em uma planta piloto na Dinamarca (país sede da empresa parceira da Braskem nesse projeto, a Haldor Topsoe). “Estamos trabalhando também no PP verde: já temos certeza de sua viabilidade técnica, agora testamos seu uso comercial”, diz Edison Terra, vice-presidente da unidade de poliolefinas da Braskem na América do Sul e na Europa.

Plástico Moderno, Terra: PP verde está em fase de avaliação comercial ©QD Foto: Divulgação
erra: PP verde está em fase de avaliação comercial

Sem se descuidar, porém, de seu portfolio de produtos de origem petroquímica, a Braskem exibiu ainda um stand up pouch com três camadas de PE, resultante de parceria com a fabricante de embalagens Antilhas, capaz de fornecer barreira à umidade suficiente para armazenar cereais matinais e frutas secas, entre outros alimentos, sem a necessidade de outra resina que normalmente desempenha essa função, como o BOPP ou poliéster. Isenta de adesivos e com uma única resina, essa embalagem tem reciclagem mais simples, e por isso é associada pela empresa a seu investimento em economia circular.

Por sua vez, a ExxonMobil reuniu, pela primeira vez em um evento setorial no Brasil, suas várias unidades de negócios no mercado do plástico. “Nossa estratégia é apresentar soluções que podem envolver mais de um de nossos produtos”, justifica Thomas Arys, gerente de marketing de Vistamaxx, marca de ExxonMobil cujos produtos podem conferir aos compostos características como maior suavidade no toque, compatibilização entre PE e PP na reciclagem e redução de custos ao permitir adição de teores maiores de carga, entre outras.

Juntamente com resinas de PE de suas linhas Exceed XP e Enable, também do portfolio da empresa, produtos Vistamaxx proporcionaram uma solução exibida no estande da ExxonMobil: sacos valvulados de 25 e 50 kg, produzidos pela Zaraplast, colocados como alternativas à ráfia para embalar produtos como fertilizantes e cimentos. A empresa também mostrou um novo grade de sua linha Exceed XP, capaz de substituir poliamidas em termorformados, e stand up pouches, entre outras aplicações. “100% em PE, os produtos feitos com esse grade são mais recicláveis”, destaca David Dunaway, gerente de desenvolvimento de mercado da ExxonMobil.

Copoliéster, ASA, SAN – Com mais de 40% de seu conteúdo proveniente de áreas de reflorestamento certificadas, a resina celulósica Trèva foi lançada pela Eastman: além do apelo da sustentabilidade, ela apregoa características como leveza, resistências química e mecânica elevadas, maciez no toque e brilho sem necessidade de verniz em diversas aplicações. “Estamos introduzindo Trèva inicialmente nos mercados de artigos oftalmológicos, ela permite produzir óculos mais leves que o nylon, e de cosméticos, para estojos, por exemplo”, diz Rogério Dias, gerente de vendas especiais da empresa na América Latina.

Ainda para cosméticos, a Eastman apresentou o EV 600, copoliéster para a injeção de tampas e plásticos com aspecto similar ao do vidro. E destacou sua reconhecida linha Tritan, que além das propriedades habituais dos copoliésteres promete resistência a elevadas temperaturas.

A Ineos Styrolution ressaltou seu ingresso no segmento dos compósitos, com a linha StyLight, de chapas de resinas como SAN, ASA e ABS reforçadas com fibras de vidro ou de carbono. “Inicialmente, a linha foca peças de interiores de automóveis”, diz Marcelo Donegá, coordenador da empresa. A mesma empresa mostrou o Terblend, mistura de ABS/PA ou ASA/PA, que aplicada a grades de alto-falantes combina resistência ao impacto, excelente coloração e bom amortecimento acústico.

Plástico Moderno, Grade frontal feita com ASA (Luran) da Ineos Styrolution ©QD Foto: Divulgação
Grade frontal feita com ASA (Luran) da Ineos Styrolution

PC, PA, PU – Mobilidade, iluminação LED, artigos médicos: esses foram os segmentos privilegiados pela Covestro, que para o primeiro desses mercados apresentou uma estrutura para bateria de motocicleta feita de policarbonato. “Também em PC, temos componentes para iluminação LED já utilizados em faróis e na iluminação interna de automóveis, e filmes para painéis interativos touchscreen”, destaca Luis Carlos Sohler, head da unidade de Policarbonatos da Covestro para América Latina.

Também a Lanxess destacou soluções automotivas, como um assento de um carro da Mercedes-Benz com estrutura de poliamida reforçada com fibra de vidro e sobreinjeção de componentes feitos da mesma resina, além de um suporte de bateria, também de PA, entre outras aplicações. “As chapas de compósito da marca Tepex são produzidas pela Bond-Laminates GmbH, uma subsidiária da Lanxess”, explica Marcelo Corrêa, head de marketing e vendas da Unidade de Negócios High Performance Materials.

Elastômeros de PU também foram exibidos pela Lanxess, que fornece esses produtos principalmente para a mineração, na qual eles são utilizados em filtros e dutos. Como aplicações bem recentes nesse mercado, foram citados grandes filtros de disco a vácuo, tradicionalmente feitos de PEAD, separadores de sólidos e líquidos nos rejeitos da mineração (aplicação que deve ganhar corpo depois das recentes tragédias causadas por represas da Vale). “Nesses filtros, nossos elastômeros de PU apresentam durabilidade três vezes superior”, afirma Jean Pauletto, especialista de assistência técnica em sistemas de PU da Lanxess.

Plástico Moderno, Feiplastic 2019 - Economia circular e inovações animam cadeia dos plásticos ©QD Foto: DivulgaçãoResinas especiais – Com mais de 1,5 mil formulações de plásticos especiais agrupadas em 35 marcas – presentes em projetos como substituição do vidro em painéis de captação de energia solar, tubos para exploração de petróleo em águas profundas e embalagens que prolongam a vida útil de alimentos e remédios, entre outros –, a Solvay divulgou diversas inovações. Uma delas, desenvolvida no Brasil em parceria com a fabricante de produtos odontológicos Indusbello, fez da PSU (polissulfona) a matéria-prima de grampos para radiografias dentárias. “São grampos translúcidos, que permitem visualizar melhor as imagens das radiografias”, explica Josimar Fazolare, diretor comercial da empresa na América do Sul.

A mesma Solvay lançou dois novos estabilizadores UV para poliolefinas: um para aplicação em injeção e sopro e outro para peças automotivas. Desenvolvidos com aminas, eles requerem, garante a empresa, doses até 60% inferiores aos estabilizadores UV tradicionais e, mesmo assim, melhoram o aspecto e as propriedades mecânicas das peças. “O Cyasorb Cynergy Solutions M528, por exemplo, aplicado em PEAD natural confere durabilidade de 30% a 50% superior, mesmo utilizado em dose 50% inferior”, afirma Roberto Baleki, gerente de vendas da área de Technology Solutions da Solvay para a América Latina (referindo-se ao estabilizador para injeção e sopro).

Posicionada como maior fabricante mundial de PVDF, a Arkema não poderia deixar de destacar soluções fundamentadas nessa resina que comercializa com a marca Kynar. “PVDF é uma resina de fácil processamento, alta resistência química, leve e de baixo custo, que hoje tem entre suas principais aplicações dutos e revestimentos de tanques e bombas da indústria química e de óleo e gás”, informa Fabio Paganini, gerente de vendas e desenvolvimento da divisão de comércio internacional de polímeros de engenharia da empresa. “Mas desenvolvemos também uma linha com aplicações em membranas para filtragem de água e em filtros de ar de automóveis e caminhões”, acrescenta.

Essa multinacional de origem francesa destacou também produtos feitos de PEEK (poliéter éter cetona), resina cuja presença se expande na indústria aeronáutica, e para a qual empresa qual inaugurou, há cerca de dois meses, uma segunda planta produtiva (Alabama, Estados Unidos). “Nosso PEEK, marca Kepstan, já está sendo utilizado nos novos modelos da Boeing e da Airbus, e brevemente deve ser aprovado pela Embraer”, revela Paganini.

A fabricante de plásticos de engenharia Radici preferiu conscientizar clientes e parceiros da importância das práticas sustentáveis, como o descarte correto de pós e grãos. Mas também expôs seu portfolio, no qual se encontram as linhas Raditeck (PPS), Radilon e Radiflam (poliamidas). “Teremos lançamentos no segundo semestre, na Feira K; na Feiplastic, focamos os produtos que já oferecemos”, explica Luís Baruque, gerente de marketing e desenvolvimento de novos negócios da empresa.Compostos, masterbatches e aditivos – Participaram do evento as principais fornecedoras de masterbatches, aditivos e pigmentos do país: caso da Cromex, que já tem 13 mil cores catalogadas, entre as quais ressaltou uma linha de cores isenta de metais pesados. A mesma empresa destacou ainda seus masterbatches brancos e pretos, e sua linha de aditivos, na qual há antioxidantes, antiestáticos, auxiliares de fluxo, estabilizantes UV, deslizantes e antibloqueio, entre outros itens.

A linha Marble, da Colorfix – anunciada como a primeira linha de concentrados de cor do país capaz de conferir efeitos visuais de mármore, madeira e madrepérola – ganhou quatro novas cores: rose, vinho ametista, verde quartzo e verde Guatemala. Utilizada em processos de produção com PP e, em menor escala, com ABS, PSC e Surlyn, “essa linha permite ao transformador agregar valor ao produto final”, afirma Francielo Fardo, diretor-superintendente da Colorfix, que também divulgava seus demais masterbatches, pigmentos e aditivos.

Com um portfolio também composto por concentrados de cor, aditivos e pigmentos, a Termocolor conferia relevo à linha de masterbatches oxibiodegradáveis Biomaster, desenvolvida em conjunto com a fabricante de plásticos biodegraváveis Eco Ventures. “Os compostos dessa linha não geram nenhuma micropartícula”, afirma Wagner Catrasta, gerente comercial da empresa, que cita, entre suas principais aplicações, os hoje controvertidos canudinhos.

A Procolor teve três novidades: entre elas, uma nova linha de essências para aplicações em plásticos transformados em elevadas temperaturas, e um novo catálogo de cores. A terceira, uma linha de produtos para recicladores. “Entre outros itens, a linha tem dessecantes, aditivos antiodores e lubrificantes”, detalha Elizangela Melo, gerente nacional de vendas.

A Colormix não produz masterbatches, mas atua com especialidades e pigmentos para aplicações em diversos segmentos da indústria; inclusive no universo do plástico, para o qual divulgou aditivos da marca BYK, pigmentos de efeito Eckart, pigmentos orgânicos DCC, pigmentos perolados Ruicheng e pigmentos phtalos Narayan, entre outros produtos.

Uma das pioneiras no uso de nanotecnologia no setor, a Nanox oferece para a indústria plástica a linha de partículas antimicrobianas NanoxClean, agora com cinco novas formulações, desenvolvidas para aplicações específicas. “Antes tínhamos apenas uma formulação para atender diversos segmentos”, lembra o vice-presidente Daniel Minozzi.

Comercialmente batizado Ultrabalance, um aditivo recém-lançado, capaz de ampliar em até 50% a barreira à umidade em embalagens flexíveis de produtos como massas alimentícias, cereais, achocolatados em pó e pet food, era uma das atrações do estande da Milliken. “Com o Ultrabalance, essas embalagens podem ser monomateriais e, portanto, com reciclagem mais simples”, enfatiza o gerente-técnico Edmar Nogueira.

O portfolio de novidades da Milliken incluiu ainda os aditivos DeltaMax, cuja proposta é superar desafios relacionados ao balanço entre o índice de fluidez e propriedades de impacto em aplicações de grandes peças de PP, e os pigmentos Keyplast, incorporados há cerca de dois anos com a aquisição da empresa homônima. Itens que ampliam a sua presença na indústria do plástico, na qual já está consolidada em segmentos como os clarificantes e os nucleantes. “Antes não tínhamos produtos para flexíveis, agora temos, com o Ultrabalance; também não tínhamos pigmentos, e agora temos”, pondera Nogueira.

A Clariant enfatizou sua linha de expansores Hydrocerol, que, de acordo com Antonio Rollo, gerente geral de masterbatches da empresa, já propiciou reduções de 20% a 25% em determinadas aplicações, entre elas, embalagens de PE. “Essa novidade nasceu com produtos para PE, foi se expandindo para outras resinas, como PP, PS e ABS, e está chegando aos plásticos de engenharia”, relata Rollo, que destaca ainda os masterbatches líquidos HiFormer. “Além de reduzirem em cerca de dez vezes o tempo de troca de cores, eles são usados em concentração de apenas 0,1%, enquanto masterbatches granulados requerem concentrações de 2% ou mesmo 3%”, compara Rollo.

Pigmentos orgânicos das marcas Graphtol e PV Fast, o aditivo AddWorks LXR 568 que evita a degradação da resina nos processos produtivos, e os retardantes de chamas à base de compostos orgânicos, foram outros produtos destacados pelas Clariant.

Plástico Moderno, Aditivos da Clariant melhoram filmes de embalagem ©QD Foto: Divulgação
Aditivos da Clariant melhoram filmes de embalagem

Também a Basf expôs aditivos, como o Tinuvin XT-55, que em aplicações como grama sintética, ráfia, e artigos afins, agrega duas propriedades principais: resistência à luz solar e evita o arraste de água no processo de produção, que exige uma molhagem prévia do substrato para resfriamento, sem que essa água chegue à etapa seguinte, da confecção dos fios. “Mostramos também o PUR 70, um antioxidante capaz de conferir melhor cor final às espumas de PU”, afirma José Capozzi Junior, gerente regional de vendas de aditivos plásticos da Basf.Outros produtos da Basf eram o poliisocianurato Elastopir, para telhas e painéis isotérmicos aos quais confere resistência ao fogo, e o Ultramid C37 LC, copolímero de poliamida com ponto de fusão próximo dos 180ºC, para aplicações como sacos encolhíveis e filmes termoformados, entre outras. A empresa divulgou ainda mais cores para a poliamida Ultramid Deep Gloss, e a poliamida semicristalina Ultramid Vision, que permite à luz passar sem barreiras, além de uma plataforma digital para a indústria de calçados, na qual, além de disponibilizar as soluções para esse mercado, oferece suporte e consultoria.

Plástico Moderno, PA Ultramid Deep Gloss forma peças com alto brilho ©QD Foto: Divulgação
PA Ultramid Deep Gloss forma peças com alto brilho

Atuando majoritariamente com os compostos de PA, mas trabalhando também com PEKK e PTA, entre outras resinas, a Akro Plastic ressaltou uma oferta de soluções em PA 6 aptas a substituir o PA 6.6, resina que já há algum tempo enfrenta problemas de escassez e acentuada elevação dos preços (tendo uso consolidado em setores como a indústria automobilística). “Nossas soluções podem substituir o PA 6.6 com o mesmo desempenho e com redução média de custo de 50%”, afirma Fernando Bortolosi, diretor geral da Akro Plastic. “A nossa linha PST Plasma SealTight permite a sobremoldagem de metal sobre plástico sem necessidade de nenhum adesivo”, acrescenta.

Injetoras – Relativamente a outros componentes da cadeia, os fabricantes de equipamentos tiveram presença tímida na Feiplastic; e, entre eles, prevaleceram os fabricantes asiáticos, que mesclaram lançamentos com evoluções de modelos anteriores.

Plástico Moderno, Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana ©QD Foto: Divulgação
Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana

A chinesa Haitian, por exemplo, apresentou três máquinas: uma delas, da terceira geração da linha Júpiter, formada por injetoras hidráulicas de duas placas com forças de fechamento de 450 a 8,8 mil toneladas. “Com layout compacto relativamente a outras máquinas com a mesma capacidade, essa máquina é indicada para aplicações nas indústrias automobilísticas e de linha branca, entre outras”, explica André Aidar, representante comercial da empresa que Brasil.

A Haitian mostrou ainda uma máquina Marte II S – evolução da linha hidráulica Marte, a mais vendida pela empresa em todo o mundo –, que entre outras melhorias traz guia linear no conjunto de injeção. E a terceira injetora montada em seu estande pertence à linha Zhafir, modelo Zeres (de 40 a 1.380 t). “Trata-se de máquina elétrica com alguns agregados hidráulicos, por exemplo, no conjunto de extração e no recuo e avanço do bico de injeção, oferecendo ciclos rápidos, precisão e economia de energia”, diz Aidar.

Com sede em Hong Kong e fábricas na China e em Taiwan, a Chen Hsong levou uma máquina da linha Speed (de 128 a 400 t), híbrida, e acionada com servo-motor, para aplicações de ciclo rápido. “Ela é indicada para a produção de grandes quantidades de peças, como embalagens e descartáveis”, explica Luís Guerra, gerente comercial da Chen Hsong, que no Brasil está presente com um galpão em Taboão da Serra-SP.

Para peças técnicas, a Chen Hsong mostrou uma unidade da série Jet Master MK6 (de 88 a 468 t), dotada de guia linear, sistema de malha fechada e controle da injeção com servo-motor. Outra de suas atrações foi um modelo da série Easy Master – seu “modelo de combate” –, agora com nova versão, equipada com servo-motor.

Represente no Brasil da chinesa Borche, a Alfainjet exibiu máquinas de duas séries. Uma delas, a linha BU (500 a 6,5 mil t), com máquinas hidráulicas dotadas com servo-motor. “O funcionamento dessa linha atende a todas exigências do conceito da indústria 4.0”, destaca o diretor Edilson Lyra Martinez. O outro equipamento exibido pela Borche integra a linha BS, também hidráulica e com servo-motor: com 260 toneladas, produziu copos promocionais com a tecnologia in mold labeling. “É a única máquina na feira com essa tecnologia”, afirma Martinez.

Outra marca chinesa bastante vendida em todo o mundo, a Yizumi – representada no Brasil pela Alfamach –, também apresentou dois modelos de máquinas. Um deles, da linha D1 (de 500 a 3,2 mil t). “Essa máquina é hidráulica com servo-motor, possui oito zonas sequenciais de injeção e guia linear. Tem alta precisão e é indicada para a indústria automobilística, entre outras aplicações”, informa o diretor Fernando Silva. A segunda máquina é da linha A5 (de 60 a 2,4 mil t), também hidráulica, com servo-motor, guia linear na injeção, interface para robô, indicada para diversas aplicações.

Plástico Moderno, Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana ©QD Foto: Divulgação
Visitantes do Inova Plastic conheceram robô e o papel dos plásticos na mobilidade urbana

Moldes – A participação das empresas ligadas a esse setor resumiu-se a algumas ferramentarias e alguns fornecedores de componentes para moldes. Nesse último segmento inclui-se a multinacional de origem sul-coreana Yudo, que nos últimos anos investiu cerca de US$ 7 milhões para montar uma planta em Joinville-SC, onde desde 2012 fabrica câmaras quentes. “Nossa atual capacidade de produção nos permite alavancar nossas vendas em 140%”, informa João Paulo, diretor comercial e financeiro da empresa, cuja operação brasileira, ele afirma, desde o início de suas operações cresce cerca de 20% ao ano.

Um dos trunfos da Yudo é a tecnologia das câmaras quentes com sistemas valvulados que têm, como diferenciais, agulhas móveis capazes de controlar a vazão da matéria-prima que preencherá o molde. No Brasil, essa tecnologia é geralmente empregada em peças de grande porte que devem ter aparência perfeita: para-choques, por exemplo.

A empresa também oferece a opção de sistemas valvulados, com o movimento das agulhas controlado por comandos elétricos, enquanto os demais fabricantes nacionais usam acionamento pneumático ou hidráulico. O acionamento elétrico, pondera Paulo, ainda custa mais caro, porém proporciona ótimo retorno. “Os comandos hidráulicos e pneumáticos apenas abrem e fecham os bicos; com os elétricos, controla-se como efetuar a operação da melhor maneira”, ele compara.

Texto: Antonio Carlos Santomauro e José Paulo Sant’Anna

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