Feira do Plástico – Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

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Proteção e produtividade

Além dos masterbatches, o portfolio da Clariant para a indústria do plástico inclui pigmentos e aditivos; nesse último segmento, a empresa mantém os chamados polymer additives, caso dos agentes de estabilização à luz UV, com a marca AddWorks; a linha CESA-laser, com masterbatches de aditivos para marcação individualizada e permanente dos polímeros; retardantes de chama não halogenados e livres de metais pesados (marca Exolit); ceras montânicas e poliolefínicas de marca Licowax, e ceras poliolefínicas metalocênicas Licocene.

No conjunto das ceras, observou Paulo Ghidetti, coordenador técnico da BU Additives para a Clariant na América Latina, já há um produto oriundo de fonte renovável, para aplicação em PVC.

“Existem outros produtos desse gênero em fase de desenvolvimento”, complementou Ghidetti.

Plástico Moderno, Incroslip SL, da Croda, evita riscos e suporta temperatura
Incroslip SL, da Croda, evita riscos e suporta temperatura

A Croda mostrou o deslizante Incroslip SL, que mantém excelente deslizamento mesmo quando submetido a altas temperaturas ou exposto à radiação UV, com alta estabilidade.

Deslizantes tradicionais – como erucamida e oleamida –, quando expostos a altas temperaturas e à luz UV, perdem deslizamento e oxidam, diz Paulo Campos, diretor de vendas para a América Latina da área de Performance Technologies and Industrial Chemicals da companhia.

“O Incroslip SL, por ser molécula saturada, mantém o deslizamento e a estabilidade oxidativa mesmo quando exposto a temperaturas extremas, e ainda oferece característica antirrisco, muito indicada para o segmento automobilístico, que requer alto nível de acabamento em suas peças”, detalha.

Esse produto é indicado também para utilização em embalagens que entram em contato com alimentos, pois reduz a possibilidade de contaminação decorrente de oxidação (já está certificado pelo FDA e em fase de aprovação na União Europeia e na Anvisa).

A mesma Croda exibiu o IncroMold, que além de atuar como desmoldante lubrifica o processo, sendo incorporado à resina durante a extrusão ou a injeção.

“Ele migra para a superfície da peça, reduzindo a força de liberação do molde em até 38%”, explicou Paulo Campos.

“A linha IncroMold melhora a produtividade aumentando em cerca de 20% do número de disparos por hora – pois a produção é contínua e sem necessidade de pausa para ajustes – e também oferece melhor acabamento da peça final, reduzindo índices de desperdício e rejeição”, aduziu.

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Também no segmento dos aditivos a Evonik destacou a família de produtos Dynasylan Silfin, composta por coquetéis de silanos e aditivos utilizados na industria de XLPE (polietileno reticulado), com o qual se produz PE resistente a temperaturas elevadas.

“Em aplicações como tubulações domésticas para água quente, o PE reticulado apresenta vantagens sobre o PVC, pois com ele é possível produzir materiais flexíveis, que diminuem ou mesmo eliminam a necessidade de conexões”, ressaltou Renato Stoicov, gerente de vendas da área de silanos da Evonik.

Outra aplicação importante de XLPE combinado com coquetéis de Dynasylan Silfin, prossegue Stoicov, é o isolamento de cabos elétricos, nos quais, dependendo da formulação do composto, pode-se conseguir características de isolamento elétrico e resistência a intempéries superiores àquelas possíveis com o PVC, além de se formular cabos antichama.

“Grande parte dos fios e cabos utilizados em construção civil comercializados como antichama usam XLPE aditivado com nossos coquet
éis de silanos”, complementou.

As novidades da Inbra incluíram plastificantes para PVC com base em ésteres epoxidados de óleos vegetais (marca Inbraflex).

“Esses plastificantes não contêm ftalatos e por isso vêm ganhando mercado”, afirma Eber Luchini de Souza, supervisor de vendas. “Também estamos lançando novos produtos da linha Plastabil, de estabilizantes térmicos para PVC com base em cálcio e zinco”, acrescentou.

Plástico Moderno, Victório: Coim traz TPU de origem renovável ao Brasil
Victório: Coim traz TPU de origem renovável ao Brasil

Há alguns meses, lembra Souza, na sua nova planta da cidade de Elias Fausto-SP, a Inbra ampliou em 30% sua capacidade de produção de óleo de soja epoxidado, também utilizado como plastificante para PVC.

Com a demanda interna pouco aquecida, a empresa hoje busca de maneira mais incisiva o mercado externo. “Até mesmo pela valorização do dólar frente ao real, estamos exportando esse produto para praticamente todos os continentes”, ressaltou.

José Paulo Victório, presidente da Coim Brasil, rememorou o início da produção local, há aproximadamente seis meses, do adesivo para laminação NC-65, que contém muito menos solvente, comparativamente aos produtos convencionais, nos quais esses ingredientes respondem por cerca de 70% da composição.

“No nosso produto, esse índice cai para cerca de 40%”, especificou Victório. A Coim Brasil também está trazendo para o Brasil um TPU (elastômero termoplástico de poliuretano), de origem renovável.

 

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