Feira do Plástico – Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

Feiplastic

Visando ainda a indústria automobilística, a Lanxess destacou um front-end de veículo totalmente feito de plástico (já em utilização na Europa pela fabricante de carros Skoda).

O plástico, nesse caso, é uma poliamida 6 da marca Durethan.

“Esse projeto dispensa qualquer reforço metálico na peça, reduzindo o peso em 50% quando comparado a uma solução somente de metal e em 30% quando comparado a uma solução híbrida de metal com plástico”, comparou Maróstica.

Plástico Moderno, Front end de automóvel europeu feito de PA 6, da Lanxess
Front end de automóvel europeu feito de PA 6, da Lanxess

Enquanto Lanxess e Evonik apresentavam o plástico como opção capaz de reduzir peso em relação ao metal ou ao vidro, a Bayer posicionava o policarbonato para aplicações nas quais as peças devem ter altíssima resistência ao impacto (nas quais muitas vezes se usa também o vidro, entre outros materiais): por exemplo, chapas para proteção balística ou contra ação de vândalos, blindagem e cobertura de estádios.

Em testes, informa a Bayer, chapas produzidas com policarbonato da linha Makrolon revelaram resistência cem vezes superior à do vidro e mais de vinte vezes superior à do acrílico.

Também com a linha Makrolon de policarbonato puro

A Bayer exibiu soluções para um mercado no qual projeta grande potencial de negócios: a iluminação LED, para a qual disponibiliza produtos tanto para as estruturas de distribuição da luz quanto para as lentes das lâmpadas.

“Temos inclusive um policarbonato capaz de substituir o metal normalmente utilizado para dissipar calor nos sistemas de iluminação”, disse Luis Carlos Sohler, gerente da unidade de negócios de Policarbonatos da Bayer, em cujo estande era exibida ainda uma tecnologia fundamentada na linha Bayblend – policarbonato com ABS – para personalização de componentes de interiores de automóveis com acabamentos diversos: fosco, alto brilho, metalizados, revestidos, entre outros.

No estande da Rhodia/Solvay ganhou destaque a linha de poliamidas TechnylOne, uma derivação da marca Technyl, designativa do conjunto dos plásticos de engenharia da empresa. A linha mais recente foi projetada para suportar temperaturas elevadas (até 200ºC, dependendo da aplicação).

O principal foco do TechnylOne recai na indústria de equipamentos de proteção elétrica – relés, por exemplo –, mas Curti crê que sua presença possa se espalhar também pela indústria automotiva, cujos itens têm crescente quantidade de eletrônica embarcada, carente de maior proteção.

O setor automotivo é alvo também de outra linha da Rhodia, ressaltada por Curti: a Sinterline (PA 6 em pó com reforços), com a qual, mediante um processo denominado sinterização seletiva a laser (SLS, na sigla em inglês), é possível produzir peças e componentes para testes e protótipos (em sistema análogo ao de uma impressora 3D).

“Em períodos como o atual, em que a demanda de toda a indústria está mais fraca, nossa tarefa permanece a de apresentar soluções em tecnologias e produtos que possam atender ao mercado em termos de inovação e competitividade de custos”, ressalta Curti.

Plástico Moderno, Linha de poliésteres da Eastman oferece alta transparência
Linha de poliésteres da Eastman oferece alta transparência

Por sua vez, a Eastman aproveitou o evento para divulgar novos usos de sua linha Tritan, de copoliésteres, no Brasil até agora utilizado basicamente na produção de mamadeiras (até porque nessa aplicação é hoje vedada a presença de ingredientes com bisfenol-A, do qual a Tritan é isenta).

Na feira do plástico, foi exposta a presença desse produto também em copos de liquidificadores e em utilidades domésticas, como copos, jarras e travessas (produzidos, respectivamente, pelas empresas Walita e Martiplast).

As utilidades domésticas e os componentes de eletrodomésticos – incluindo itens como tampas de lavadoras e divisória de geladeiras –, além de aplicações médicas, constituem os segmentos de mercado nos quais Burt Capel, vice-presidente global da Eastman, visualiza mais oportunidades para a linha Tritan que, nessas aplicações, concorre com alternativas como acrílicos, policarbonato e SAN. “O grande diferencial desses copoliésteres é o equilíbrio de suas propriedades: resistência ao impacto, durabilidade, resistência química, transparência, ausência de bisfenol-A, entre outras”, destacou.

Lançada mundialmente em 2007, Triton, afirma o representante da Eastman, vem crescendo rapidamente em vários mercados e deve ser mais utilizado também no Brasil.

“O consumidor brasileiro quer produtos de maior valor agregado, e aí ela ganha espaço”, justifica.

 

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