Feira do Plástico – Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

Feiplastic

 

A indústria alimentícia é prioridade para esses materiais.

“Já há embalagens de alimentos com nove ou mesmo onze camadas, e Surlyn pode conferir a elas características de brilho, transparência e resistência, até se utilizada como resina de coextrusão”, justifica Silvério Giesteira, diretor de marketing e vendas para América Latina da área de embalagens e polímeros industriais da DuPont. Surlyn, ele observa, está disponível no Brasil há décadas, mas é hoje uma alternativa muito mais viável, no confronto com o PP, para compor embalagens de alimentos e outros produtos:

“No passado, a resina já custou seis vezes mais que o PP, mas essa relação caiu para umas duas vezes”, comparou Giesteira.

Na mesma DuPont, Rogerio Colucci, líder de negócios da área de polímeros de performance da empresa, ressaltou as vantagens do Hytrel, material feito de poliéster elastomérico, capaz de atender às exigências técnicas dos dutos de ar de motores automobilísticos turbinados.

“Estimamos que, até 2017, cerca 30% dos automóveis leves produzidos no Brasil terão motores turbo”, projetou.

Simultaneamente, Colucci destacava o Sorona – polímero proveniente do milho, com propriedades similares às do PE –, por enquanto mais empregado em componentes de equipamentos agrícolas. “Fora do Brasil, o Sorona vem sendo usado também em artigos como carpetes e peças automotivas”, acrescentou.

A UBE anunciou a ampliação de seu portfólio de poliamidas e copoliamidas com dois produtos destinados a embalagens do tipo retort: o 5033FD8 – copolímero 6/6.6 –, e o 1024FD50 (PA 6).

No Brasil, disse Daniel Hernandes, executivo de vendas da UBE, ainda é raro o uso de poliamidas em embalagens retort, mas na Europa essa utilização começa a se intensificar. “O material pode agregar a essas embalagens a característica da transparência, com a qual é possível, por exemplo, observar a qualidade do alimento que nela está acondicionado”, observou.

Hernandes também ressaltou a chegada ao Brasil de outro produto da UBE: a poliamida 5033FD10, que nos processos de vacuum forming estabelece uma espécie de bolsa, capaz de simultaneamente proteger o molde de maneira mais efetiva e facilitar o processo de desmoldagem das peças.

Plástico Moderno, Ahlemeyer: PA 12 substitui aço na distribuição de gás natural
Ahlemeyer: PA 12 substitui aço na distribuição de gás natural

Ainda no segmento das poliamidas,

a Evonik procurou mostrar a adequação da poliamida 12 – já presente em várias aplicações –, para os dutos dos trechos de média pressão (até 180 bar) dos sistemas de distribuição de gás natural, nos quais o aço é o material mais empregado.

No Brasil, conta Ralf Ahlemeyer, líder regional na América do Sul da Evonik, a concessionária MSGás (Mato Grosso do Sul) começou a aproveita essa alternativa.

“O custo por metro linear é similar ao do aço, que precisa porém ser soldado de dez em dez metros, enquanto a poliamida pode ser desenrolada de uma bobina e soldada de cem em cem metros”, comparou.

A mesma Evonik expôs também o Acrylite Resist AG 100, um PMMA (polimetil-metacrilato), capaz de substituir o vidro em aplicações como janelas de automóveis.

De acordo com Carla Camilo, chefe de produtos da área de Polímeros Acrílicos da Evonik, o Acrylite Resist AG 100 permite, em uma única injeção, integrar componentes como janela fixa e lanterna, ou janela fixa e coluna D.

“No Brasil já há estudos com montadoras para utilização deste produto, que contribui para redução de peso do veículo”, informou.

Plástico Moderno, PMMA permite criar autopeças mais leves e complexas
PMMA permite criar autopeças mais leves e complexas

Funções integradas

A possibilidade de integração de componentes de autopeças antes produzidos individualmente – ressaltada pela Evonik como diferencial favorável ao seu PMMA Acrylite Resist AG 100 –, foi reforçada pela Lanxess, que divulgava um compósito de poliamida (marca Tepex) com a sobreinjeção de poliamida 6 (marca Durethan), destinado a pedais de freios.

Segundo Anderson Maróstica, gerente técnico de materiais de alta performance da Lanxess, além de reduzir o peso do pedal em cerca de 50% e eliminar a necessidade de proteção contra a corrosão, a alternativa permite processos únicos para a obtenção de itens como a região de acionamento do pedal e seu sensor (fabricados individualmente em metal).

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7Próxima página

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios