Aditivos e Masterbatches

Feiplastic 2015 – Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

Antonio Carlos Santomauro
14 de julho de 2015
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    Plástico Moderno, Feiplasc 2015 - Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

    Feiplasc 2015 - Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia ©QD Foto: Divulgação
    Mais espaço para vertentes mais sofisticadas de plásticos de emprego massivo (como as versões metalocênicas do polietileno); plásticos de engenharia como substitutos de outros materiais em aplicações mais exigentes, nas quais alardeiam diferenciais como a possibilidade de integração de peças antes individualizadas; aditivos capazes de viabilizar tais substituições: esses foram alguns dos movimentos registrados entre as empresas provedoras das matérias-primas da indústria do plástico presentes na mais recente edição da Feiplastic. Edição que, considerando-se a atual conjuntura da economia nacional, parece não ter sido tão desprovida de resultados quanto se poderia inicialmente imaginar.

    Plástico Moderno, Curti: indústria química inova para reduzir custos de clientes

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    Percebe-se isso, por exemplo, em avaliações como a de Fabio Bordin, gerente de vendas e marketing na América do Sul da fabricante de polímeros estirênicos Styrolution. “Estamos muito felizes com a participação na Feiplastic, alcançamos nossos objetivos”, avaliou. Marcos Curti, diretor para as Américas da área Plásticos de Engenharia do grupo Solvay (inclui a Rhodia), apresentou uma impressão um pouco menos positiva. “Tendo em vista o ambiente econômico complexo e desafiador que toda a indústria nacional tem enfrentado, nossa participação na Feiplastic 2015 ficou dentro de nossas expectativas”.

    Elisangela Melo, gerente de vendas da Cromex, diz ter notado este ano movimento inferior ao verificado em edições anteriores; mesmo assim o estande da empresa – que comemorou na feira quarenta anos de existência – registrou boa movimentação, com visitas qualificadas e reuniões produtivas. “Nossa expectativa para eventos desse porte é o relacionamento, mas mesmo não sendo esse o foco principal também fechamos negócios”, relatou Elisangela.

    Letícia Jensen, diretora de vendas para o negócio de Plásticos da Dow para o Brasil, fala até em superação das expectativas. “Estamos muito satisfeitos com o retorno positivo de nossos clientes e parceiros para os lançamentos e inovações apresentados pela empresa durante a feira”.

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    Entre as inovações mencionadas por ela pode-se citar, por exemplo, versões metalizadas de sua linha de filmes rígidos e transparentes Diamanto, e soluções para stand-up pouches próprias para acondicionar líquidos. E, assim como já havia feito na edição anterior da feira, a empresa realçou também a embalagem flexível PacXpert, projetada para substituir embalagens rígidas até 20 litros em setores como alimentos, tintas, lubrificantes e logística.

    Com a marca Continuum, a Dow mostrou uma solução em PEAD para tampas de embalagens de bebidas construídas em uma única peça, sem a necessidade do liner, feito de EVA, geralmente utilizado para ampliar a resistência do polietileno nesse gênero de aplicação. Também fez parte do rol de novidades da companhia a resina de polietileno Hypertherm, para formar tubos e canos capazes de suportar temperaturas elevadas.

    Tubulações em PE, observa Adriano Aun, gerente de marketing de unitização, filmes industriais e tubos da Dow para América Latina, já aparecem em aplicações como a chamada ‘água de transporte’, na qual ainda não há cloro, e em setores como mineração e O&G; a nova solução da Dow expande esse uso também para aplicações como a água quente doméstica, na qual hoje predominam opções como CPVC (PVC clorado), PPR (PP copolímero random), e PEX (PE reticulado). “Além de resistir à temperatura alta, para essa aplicação a resina precisa ter também altíssima resistência ao cloro e, nesse quesito, a Hypertherm tem grau 5, ou seja, resistência máxima ao cloro”, ressaltou.



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