Feira do Plástico – Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia

Feiplastic

Feiplasc 2015 - Substituição de materiais dá mais espaço para os plásticos de engenharia ©QD Foto: Divulgação
Feira do Plástico – Feiplastic – Mais espaço para vertentes mais sofisticadas de plásticos de emprego massivo (como as versões metalocênicas do polietileno);

  • plásticos de engenharia como substitutos de outros materiais em aplicações mais exigentes, nas quais alardeiam diferenciais como a possibilidade de integração de peças antes individualizadas;
  • aditivos capazes de viabilizar tais substituições: esses foram alguns dos movimentos registrados entre as empresas provedoras das matérias-primas da indústria do plástico presentes na mais recente edição da Feiplastic.

Edição que, considerando-se a atual conjuntura da economia nacional, parece não ter sido tão desprovida de resultados quanto se poderia inicialmente imaginar.

Percebe-se isso, por exemplo, em avaliações como a de Fabio Bordin, gerente de vendas e marketing na América do Sul da fabricante de polímeros estirênicos Styrolution.

“Estamos muito felizes com a participação na Feiplastic, alcançamos nossos objetivos”, avaliou.

Plástico Moderno, Marcos Curti, diretor para as Américas da área Plásticos de Engenharia do grupo Solvay
Curti: indústria química inova para reduzir custos de clientes

Solvay

Marcos Curti, diretor para as Américas da área Plásticos de Engenharia do grupo Solvay (inclui a Rhodia), apresentou uma impressão um pouco menos positiva.

“Tendo em vista o ambiente econômico complexo e desafiador que toda a indústria nacional tem enfrentado, nossa participação na Feiplastic 2015 (Feira do Plástico) ficou dentro de nossas expectativas”.

Cromex

Elisangela Melo, gerente de vendas da Cromex, diz ter notado este ano movimento inferior ao verificado em edições anteriores; mesmo assim o estande da empresa – que comemorou na feira quarenta anos de existência – registrou boa movimentação, com visitas qualificadas e reuniões produtivas.

“Nossa expectativa para eventos desse porte é o relacionamento, mas mesmo não sendo esse o foco principal também fechamos negócios”, relatou Elisangela.

Dow

Letícia Jensen, diretora de vendas para o negócio de Plásticos da Dow para o Brasil, fala até em superação das expectativas.

“Estamos muito satisfeitos com o retorno positivo de nossos clientes e parceiros para os lançamentos e inovações apresentados pela empresa durante a feira”.

Plástico Moderno, Sinterização de PA 6 elabora protótipos com facilidade
Apresentado na Feira do Plástico – Sinterização de PA 6 elabora protótipos com facilidade

Entre as inovações mencionadas por ela pode-se citar, por exemplo, versões metalizadas de sua linha de filmes rígidos e transparentes Diamanto, e soluções para stand-up pouches próprias para acondicionar líquidos.

E, assim como já havia feito na edição anterior da feira, a empresa realçou também a embalagem flexível PacXpert, projetada para substituir embalagens rígidas até 20 litros em setores como alimentos, tintas, lubrificantes e logística.

Com a marca Continuum, a Dow mostrou uma solução em PEAD para tampas de embalagens de bebidas construídas em uma única peça, sem a necessidade do liner, feito de EVA, geralmente utilizado para ampliar a resistência do polietileno nesse gênero de aplicação.

Também fez parte do rol de novidades da companhia a resina de polietileno Hypertherm, para formar tubos e canos capazes de suportar temperaturas elevadas.

Tubulações em PE

Tubulações em PE, observa Adriano Aun, gerente de marketing de unitização, filmes industriais e tubos da Dow para América Latina, já aparecem em aplicações como a chamada ‘água de transporte’, na qual ainda não há cloro, e em setores como mineração e O&G; a nova solução da Dow expande esse uso também para aplicações como a água quente doméstica, na qual hoje predominam opções como CPVC (PVC clorado), PPR (PP copolímero random), e PEX (PE reticulado). “Além de resistir à temperatura alta, para essa aplicação a resina precisa ter também altíssima resistência ao cloro e, nesse quesito, a Hypertherm tem grau 5, ou seja, resistência máxima ao cloro”, ressaltou.

Mais PE, mais tecnologia

Alguns dos principais produtores de resinas instalados no Brasil – como Unigel e Innova – não montaram estandes nesta Feiplastic – Feira do Plástico.

Mas lá novamente estava a maior delas, a Braskem, que além de divulgar iniciativas como a plataforma de estímulo ao empreendedorismo em tecnologia e sustentabilidade Braskem Labs (desenvolvida em parceria com a ONG Endeavor), lançou a marca Proxess, de soluções de PE de alta performance.

Com ela, a empresa amplia seu portfólio de PE metalocênico, no qual já atuava com a linha Flexus. “Proxess alia performance à versatilidade, podendo ser usada tanto em máquinas modernas quanto em outras mais antigas”, afirma Renato Di Thommazo, gerente-comercial de PE da Braskem.

O lançamento dessa nova marca se associa ao recente investimento de R$ 50 milhões feito pela Braskem na ampliação de sua capacidade de produção de PE com tecnologia de catalisadores metalocenos que, segundo estimativas da empresa, já representa cerca de 20% dos negócios totais de PEBDL, e cresce em taxas superiores à média desse mercado.

Plástico Moderno, Braskem mostrou uma pletora de aplicações para PVC, PP e PE
Braskem mostrou uma pletora de aplicações para PVC, PP e PE

A Braskem também apresentou na feira um aplicativo para smartphones e tablets capaz de calcular os ganhos decorrentes de suas resinas às quais concede o selo Maxio, reservado às melhores entre suas soluções, sempre capazes, anuncia a empresa, de proporcionar aos usuários vantagens em pelo menos um de três quesitos: redução de peso, redução do consumo de energia e produtividade. “

Temos casos de diminuição de 30% no consumo de energia para produzir uma cadeira monobloco cujo peso foi reduzido de 2,6 kg para 2,4 kg; e de um corpo de ventilador cujo ciclo de produção baixou de 62,5 para 57,5 segundos”, detalha Nicolai Duboc, gerente de desenvolvimento de mercado e aplicações de engenharia de PP da Braskem.

Além de revelar os ganhos proporcionados pelas resinas nos quesito peso, energia e produtividade individualmente para cada máquina, o aplicativo da Braskem calcula ainda os benefícios referentes à redução na emissão de CO2 decorrente do uso das soluções dotadas do selo Maxio, já atribuído a cerca de dez soluções (principalmente de PP), do portfólio de resinas da empresa.

Por enquanto, o selo está mais associado aos produtos destinados a aplicações como embalagens rígidas e utilidades domésticas. “Mas trabalhamos para integrar a esse conjunto outros gêneros de soluções: por exemplo, BOPP”, complementa Duboc.

Plástico Moderno, Estirênicos firmam posição nos produtos eletroeletrônicos
Estirênicos firmam posição nos produtos eletroeletrônicos

A Styrolution participou pela primeira vez de uma Feiplastic, na qual enfatizou sua recente integração com a Ineos ABS – outra unidade do grupo controlador da própria Styrolution –, com a qual reforçou sua oferta de soluções baseadas em ABS.

Entre essas soluções, Fabio Bordin citou a resina Lustran E 112 LG, grade de ABS low gloss (baixo brilho), destinado à produção de componentes para o interior de caminhões e ônibus, onde não pode haver muito brilho para não ser prejudicada a visão dos motoristas.

“Já fizemos testes com clientes desses setores e a receptividade foi muito boa”, ele informou.

Bordin também realçou os grades de SMMA (estireno metil-metacrilato) da marca NAS, apresentados como substitutos do vidro em utilidades domésticas e artefatos médicos.

E enfatizou a participação da empresa no desenvolvimento do Renegade, veículo recentemente lançado pela Fiat em sua linha Jeep, que usa uma resina específica de ASA (acrilonitrila estireno acrilato de butila), sob a denominação Luran S, em itens como espelhos retrovisores e revestimento de colunas.

“Desenvolvemos esse produto especialmente para atender a uma cor preta padronizada pela Fiat”, relata Bordin.

Plástico Moderno, Detalhe do fechamento de embalagem e usos de Surlyn
Detalhe do fechamento de embalagem e usos de Surlyn

Benefícios mais acessíveis

Além de anunciar lançamentos, expositores também divulgavam novos diferenciais ou novos fatores de competitividade de matérias-primas na indústria do plástico.

Procedeu assim a área de embalagens e polímeros industriais da DuPont com sua linha Surlyn, já aproveitada em tampas de perfumes, saltos de sapatos e, no setor dos alimentos, em aplicações como embalagens termoencolhíveis para carnes e queijos – nas quais promove encolhimento sem a necessidade de irradiação e proporciona brilho, transparência e proteção contra perfuração –, embalagens de produtos secos produzidas em processo de extrusion coating com alumínio, embalagens termoformadas de alta profundidade, entre outras.

 

A indústria alimentícia é prioridade para esses materiais.

“Já há embalagens de alimentos com nove ou mesmo onze camadas, e Surlyn pode conferir a elas características de brilho, transparência e resistência, até se utilizada como resina de coextrusão”, justifica Silvério Giesteira, diretor de marketing e vendas para América Latina da área de embalagens e polímeros industriais da DuPont. Surlyn, ele observa, está disponível no Brasil há décadas, mas é hoje uma alternativa muito mais viável, no confronto com o PP, para compor embalagens de alimentos e outros produtos:

“No passado, a resina já custou seis vezes mais que o PP, mas essa relação caiu para umas duas vezes”, comparou Giesteira.

Na mesma DuPont, Rogerio Colucci, líder de negócios da área de polímeros de performance da empresa, ressaltou as vantagens do Hytrel, material feito de poliéster elastomérico, capaz de atender às exigências técnicas dos dutos de ar de motores automobilísticos turbinados.

“Estimamos que, até 2017, cerca 30% dos automóveis leves produzidos no Brasil terão motores turbo”, projetou.

Simultaneamente, Colucci destacava o Sorona – polímero proveniente do milho, com propriedades similares às do PE –, por enquanto mais empregado em componentes de equipamentos agrícolas. “Fora do Brasil, o Sorona vem sendo usado também em artigos como carpetes e peças automotivas”, acrescentou.

A UBE anunciou a ampliação de seu portfólio de poliamidas e copoliamidas com dois produtos destinados a embalagens do tipo retort: o 5033FD8 – copolímero 6/6.6 –, e o 1024FD50 (PA 6).

No Brasil, disse Daniel Hernandes, executivo de vendas da UBE, ainda é raro o uso de poliamidas em embalagens retort, mas na Europa essa utilização começa a se intensificar. “O material pode agregar a essas embalagens a característica da transparência, com a qual é possível, por exemplo, observar a qualidade do alimento que nela está acondicionado”, observou.

Hernandes também ressaltou a chegada ao Brasil de outro produto da UBE: a poliamida 5033FD10, que nos processos de vacuum forming estabelece uma espécie de bolsa, capaz de simultaneamente proteger o molde de maneira mais efetiva e facilitar o processo de desmoldagem das peças.

Plástico Moderno, Ahlemeyer: PA 12 substitui aço na distribuição de gás natural
Ahlemeyer: PA 12 substitui aço na distribuição de gás natural

Ainda no segmento das poliamidas,

a Evonik procurou mostrar a adequação da poliamida 12 – já presente em várias aplicações –, para os dutos dos trechos de média pressão (até 180 bar) dos sistemas de distribuição de gás natural, nos quais o aço é o material mais empregado.

No Brasil, conta Ralf Ahlemeyer, líder regional na América do Sul da Evonik, a concessionária MSGás (Mato Grosso do Sul) começou a aproveita essa alternativa.

“O custo por metro linear é similar ao do aço, que precisa porém ser soldado de dez em dez metros, enquanto a poliamida pode ser desenrolada de uma bobina e soldada de cem em cem metros”, comparou.

A mesma Evonik expôs também o Acrylite Resist AG 100, um PMMA (polimetil-metacrilato), capaz de substituir o vidro em aplicações como janelas de automóveis.

De acordo com Carla Camilo, chefe de produtos da área de Polímeros Acrílicos da Evonik, o Acrylite Resist AG 100 permite, em uma única injeção, integrar componentes como janela fixa e lanterna, ou janela fixa e coluna D.

“No Brasil já há estudos com montadoras para utilização deste produto, que contribui para redução de peso do veículo”, informou.

Plástico Moderno, PMMA permite criar autopeças mais leves e complexas
PMMA permite criar autopeças mais leves e complexas

Funções integradas

A possibilidade de integração de componentes de autopeças antes produzidos individualmente – ressaltada pela Evonik como diferencial favorável ao seu PMMA Acrylite Resist AG 100 –, foi reforçada pela Lanxess, que divulgava um compósito de poliamida (marca Tepex) com a sobreinjeção de poliamida 6 (marca Durethan), destinado a pedais de freios.

Segundo Anderson Maróstica, gerente técnico de materiais de alta performance da Lanxess, além de reduzir o peso do pedal em cerca de 50% e eliminar a necessidade de proteção contra a corrosão, a alternativa permite processos únicos para a obtenção de itens como a região de acionamento do pedal e seu sensor (fabricados individualmente em metal).

Visando ainda a indústria automobilística, a Lanxess destacou um front-end de veículo totalmente feito de plástico (já em utilização na Europa pela fabricante de carros Skoda).

O plástico, nesse caso, é uma poliamida 6 da marca Durethan.

“Esse projeto dispensa qualquer reforço metálico na peça, reduzindo o peso em 50% quando comparado a uma solução somente de metal e em 30% quando comparado a uma solução híbrida de metal com plástico”, comparou Maróstica.

Plástico Moderno, Front end de automóvel europeu feito de PA 6, da Lanxess
Front end de automóvel europeu feito de PA 6, da Lanxess

Enquanto Lanxess e Evonik apresentavam o plástico como opção capaz de reduzir peso em relação ao metal ou ao vidro, a Bayer posicionava o policarbonato para aplicações nas quais as peças devem ter altíssima resistência ao impacto (nas quais muitas vezes se usa também o vidro, entre outros materiais): por exemplo, chapas para proteção balística ou contra ação de vândalos, blindagem e cobertura de estádios.

Em testes, informa a Bayer, chapas produzidas com policarbonato da linha Makrolon revelaram resistência cem vezes superior à do vidro e mais de vinte vezes superior à do acrílico.

Também com a linha Makrolon de policarbonato puro

A Bayer exibiu soluções para um mercado no qual projeta grande potencial de negócios: a iluminação LED, para a qual disponibiliza produtos tanto para as estruturas de distribuição da luz quanto para as lentes das lâmpadas.

“Temos inclusive um policarbonato capaz de substituir o metal normalmente utilizado para dissipar calor nos sistemas de iluminação”, disse Luis Carlos Sohler, gerente da unidade de negócios de Policarbonatos da Bayer, em cujo estande era exibida ainda uma tecnologia fundamentada na linha Bayblend – policarbonato com ABS – para personalização de componentes de interiores de automóveis com acabamentos diversos: fosco, alto brilho, metalizados, revestidos, entre outros.

No estande da Rhodia/Solvay ganhou destaque a linha de poliamidas TechnylOne, uma derivação da marca Technyl, designativa do conjunto dos plásticos de engenharia da empresa. A linha mais recente foi projetada para suportar temperaturas elevadas (até 200ºC, dependendo da aplicação).

O principal foco do TechnylOne recai na indústria de equipamentos de proteção elétrica – relés, por exemplo –, mas Curti crê que sua presença possa se espalhar também pela indústria automotiva, cujos itens têm crescente quantidade de eletrônica embarcada, carente de maior proteção.

O setor automotivo é alvo também de outra linha da Rhodia, ressaltada por Curti: a Sinterline (PA 6 em pó com reforços), com a qual, mediante um processo denominado sinterização seletiva a laser (SLS, na sigla em inglês), é possível produzir peças e componentes para testes e protótipos (em sistema análogo ao de uma impressora 3D).

“Em períodos como o atual, em que a demanda de toda a indústria está mais fraca, nossa tarefa permanece a de apresentar soluções em tecnologias e produtos que possam atender ao mercado em termos de inovação e competitividade de custos”, ressalta Curti.

Plástico Moderno, Linha de poliésteres da Eastman oferece alta transparência
Linha de poliésteres da Eastman oferece alta transparência

Por sua vez, a Eastman aproveitou o evento para divulgar novos usos de sua linha Tritan, de copoliésteres, no Brasil até agora utilizado basicamente na produção de mamadeiras (até porque nessa aplicação é hoje vedada a presença de ingredientes com bisfenol-A, do qual a Tritan é isenta).

Na feira do plástico, foi exposta a presença desse produto também em copos de liquidificadores e em utilidades domésticas, como copos, jarras e travessas (produzidos, respectivamente, pelas empresas Walita e Martiplast).

As utilidades domésticas e os componentes de eletrodomésticos – incluindo itens como tampas de lavadoras e divisória de geladeiras –, além de aplicações médicas, constituem os segmentos de mercado nos quais Burt Capel, vice-presidente global da Eastman, visualiza mais oportunidades para a linha Tritan que, nessas aplicações, concorre com alternativas como acrílicos, policarbonato e SAN. “O grande diferencial desses copoliésteres é o equilíbrio de suas propriedades: resistência ao impacto, durabilidade, resistência química, transparência, ausência de bisfenol-A, entre outras”, destacou.

Lançada mundialmente em 2007, Triton, afirma o representante da Eastman, vem crescendo rapidamente em vários mercados e deve ser mais utilizado também no Brasil.

“O consumidor brasileiro quer produtos de maior valor agregado, e aí ela ganha espaço”, justifica.

 

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Parcerias e novos produtos

Fornecedores de masterbatches e de aditivos anunciavam na Feiplastic – Feira do Plástico, ao lado de lançamentos, algumas recentes parcerias.

Uma delas, estabelecida entre a fabricante de masterbatches e aditivos ProColor e a fornecedora de resinas biodegradadoras EcoVentures. “As resinas Go Green, da EcoVentures, são extraídas do óleo de coco da palmeira, material orgânico e de fonte renovável e, ao contrário dos aditivos oxibiodegradáveis, não iniciam o processo antes de completar todo o ciclo de vida das embalagens plásticas, sendo totalmente recicláveis. Degradam-se naturalmente e têm como resultado final da biodegradação água, CO2 e biomassa”, ressalta Roberto Clauss, diretor-presidente da ProColor.

Os produtos desenvolvidos com as resinas da EcoVentures, crê Clauss, atendem a uma demanda por alternativas ambientalmente mais sustentáveis que os produtos oxibiodegradáveis, cujo processo de degradação deixa metais pesados. “E as nossas resinas podem ser utilizados com os mais diversos plásticos, PE, PP, PET, PS, entre outros, na maioria dos casos aditivando-os com somente 1% em peso”, complementa Clauss.

Outro fabricante de masterbatches e aditivos, a Cromex divulgou sua nomeação como distribuidora oficial da linha Vistamaax, de polímeros de alta performance da ExxonMobil Chemical.

 

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No estande da empresa, destacavam-se lançamentos como um aditivo redutor de odor para atenuar ou mesmo eliminar o cheiro de compostos e resinas olefínicas (para produtos injetados e extrudados que utilizam resina reciclada e recuperada), um masterbatch preto ‘super black’ que é aplicado em menor dosagem, e um aditivo auxiliar de fluxo para extrusão, capaz de reduzir a linha de fluxo e efeito die build-up. “Esse aditivo também aumenta produtividade”, afirma Elisangela Melo, gerente de vendas da Cromex.

Durante o evento, a Cromex apresentou ainda seu novo site, no qual há um simulador de cores capaz de agilizar escolhas no processo de desenvolvimento de concentrados.

Na Ampacet, Sérgio Bianchini, gerente de desenvolvimento de negócios na América do Sul dessa provedora multinacional de masterbatches e aditivos, chamava a atenção para dois recentes lançamentos. Um deles, a linha de masterbatches translúcidos ColorLucid.

“A linha tem potencial em aplicações para produtos de decoração e utilidades domésticas, pois permite a produção de peças translúcidas em PP homopolímero com excelente relação custo-benefício quando comparado com PP”, explicou Bianchini.

Simultaneamente, a Ampacet chamava a atenção para sua linha NaturBlend, de aditivos de compatibilização destinados aos processos de reutilização de sobras e reciclagem de embalagens multicamadas.

“Ela associa os apelos da sustentabilidade e dos custos, facilitando o aproveitamento das sobras dos processo de produção de filmes multicamadas, assim como sua reciclagem pós-consumo”, afirma o gerente da empresa.

A Cristal Master lançou quatro aditivos: um antimicrobiano com base de nanopartículas de zinco e livre de metais pesados; um aditivo de oxibiodegradação; um anticorrosivo que pode ser aplicado, por exemplo, em um filme que embale uma peça metálica, evitando sua corrosão durante o transporte e a estocagem; o Cristal Drylink, no qual um aditivo para redução da umidade da resina durante o processo se combina com outro aditivo focado na melhoria da resistência mecânica da peça final.

“Para nós, a Feiplastic (Feira do Plástico) foi um sucesso, contamos com volume grande de clientes nos visitando durante todos os dias”, afirma Fábio Fazolim, gerente comercial da Cristal Master.

A Clariant, em sua unidade de masterbatches, além de divulgar a nova edição de seu estudo anual de previsão de cores ColorForward, enfatizava sua linha de masterbatches líquidos Hiformer (composta não apenas por produtos, mas também por equipamentos de aplicação e tecnologia).

Masterbatches líquidos, observou Antonio Rollo, gerente de marketing da BU Masterbatches para a América Latina da Clariant, ganham espaço crescente em segmentos nos quais é requerido elevado desempenho, e têm atualmente aplicação mais usual em peças como tampas, eletrodomésticos, caixarias e itens de construção.

Nesses segmentos, explica Rollo, a opção pelo líquido se justifica porque ele permite, entre outras coisas, troca muito rápida de cores.

“Também propicia homogeneização perfeita, e colorir mais com menos custo”, acrescentou. “Mas a decisão de usar master líquido ou pellet depende de diversos fatores, como o processo produtivo, produto final e resultado esperado”, explicou o profissional da Clariant.

Proteção e produtividade

Além dos masterbatches, o portfolio da Clariant para a indústria do plástico inclui pigmentos e aditivos; nesse último segmento, a empresa mantém os chamados polymer additives, caso dos agentes de estabilização à luz UV, com a marca AddWorks; a linha CESA-laser, com masterbatches de aditivos para marcação individualizada e permanente dos polímeros; retardantes de chama não halogenados e livres de metais pesados (marca Exolit); ceras montânicas e poliolefínicas de marca Licowax, e ceras poliolefínicas metalocênicas Licocene.

No conjunto das ceras, observou Paulo Ghidetti, coordenador técnico da BU Additives para a Clariant na América Latina, já há um produto oriundo de fonte renovável, para aplicação em PVC.

“Existem outros produtos desse gênero em fase de desenvolvimento”, complementou Ghidetti.

Plástico Moderno, Incroslip SL, da Croda, evita riscos e suporta temperatura
Incroslip SL, da Croda, evita riscos e suporta temperatura

A Croda mostrou o deslizante Incroslip SL, que mantém excelente deslizamento mesmo quando submetido a altas temperaturas ou exposto à radiação UV, com alta estabilidade.

Deslizantes tradicionais – como erucamida e oleamida –, quando expostos a altas temperaturas e à luz UV, perdem deslizamento e oxidam, diz Paulo Campos, diretor de vendas para a América Latina da área de Performance Technologies and Industrial Chemicals da companhia.

“O Incroslip SL, por ser molécula saturada, mantém o deslizamento e a estabilidade oxidativa mesmo quando exposto a temperaturas extremas, e ainda oferece característica antirrisco, muito indicada para o segmento automobilístico, que requer alto nível de acabamento em suas peças”, detalha.

Esse produto é indicado também para utilização em embalagens que entram em contato com alimentos, pois reduz a possibilidade de contaminação decorrente de oxidação (já está certificado pelo FDA e em fase de aprovação na União Europeia e na Anvisa).

A mesma Croda exibiu o IncroMold, que além de atuar como desmoldante lubrifica o processo, sendo incorporado à resina durante a extrusão ou a injeção.

“Ele migra para a superfície da peça, reduzindo a força de liberação do molde em até 38%”, explicou Paulo Campos.

“A linha IncroMold melhora a produtividade aumentando em cerca de 20% do número de disparos por hora – pois a produção é contínua e sem necessidade de pausa para ajustes – e também oferece melhor acabamento da peça final, reduzindo índices de desperdício e rejeição”, aduziu.

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Também no segmento dos aditivos a Evonik destacou a família de produtos Dynasylan Silfin, composta por coquetéis de silanos e aditivos utilizados na industria de XLPE (polietileno reticulado), com o qual se produz PE resistente a temperaturas elevadas.

“Em aplicações como tubulações domésticas para água quente, o PE reticulado apresenta vantagens sobre o PVC, pois com ele é possível produzir materiais flexíveis, que diminuem ou mesmo eliminam a necessidade de conexões”, ressaltou Renato Stoicov, gerente de vendas da área de silanos da Evonik.

Outra aplicação importante de XLPE combinado com coquetéis de Dynasylan Silfin, prossegue Stoicov, é o isolamento de cabos elétricos, nos quais, dependendo da formulação do composto, pode-se conseguir características de isolamento elétrico e resistência a intempéries superiores àquelas possíveis com o PVC, além de se formular cabos antichama.

“Grande parte dos fios e cabos utilizados em construção civil comercializados como antichama usam XLPE aditivado com nossos coquet
éis de silanos”, complementou.

As novidades da Inbra incluíram plastificantes para PVC com base em ésteres epoxidados de óleos vegetais (marca Inbraflex).

“Esses plastificantes não contêm ftalatos e por isso vêm ganhando mercado”, afirma Eber Luchini de Souza, supervisor de vendas. “Também estamos lançando novos produtos da linha Plastabil, de estabilizantes térmicos para PVC com base em cálcio e zinco”, acrescentou.

Plástico Moderno, Victório: Coim traz TPU de origem renovável ao Brasil
Victório: Coim traz TPU de origem renovável ao Brasil

Há alguns meses, lembra Souza, na sua nova planta da cidade de Elias Fausto-SP, a Inbra ampliou em 30% sua capacidade de produção de óleo de soja epoxidado, também utilizado como plastificante para PVC.

Com a demanda interna pouco aquecida, a empresa hoje busca de maneira mais incisiva o mercado externo. “Até mesmo pela valorização do dólar frente ao real, estamos exportando esse produto para praticamente todos os continentes”, ressaltou.

José Paulo Victório, presidente da Coim Brasil, rememorou o início da produção local, há aproximadamente seis meses, do adesivo para laminação NC-65, que contém muito menos solvente, comparativamente aos produtos convencionais, nos quais esses ingredientes respondem por cerca de 70% da composição.

“No nosso produto, esse índice cai para cerca de 40%”, especificou Victório. A Coim Brasil também está trazendo para o Brasil um TPU (elastômero termoplástico de poliuretano), de origem renovável.

 

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Mais aditivos, mais pigmentos

Detentora de vasto portfólio de plastificantes, a Scandiflex enfatizou na Feiplastic (Feira do Plástico) o início da comercialização no mercado nacional de alguns produtos desenvolvidos pelo grupo multinacional Eastman (do qual é subsidiária).

Entre eles, o Versamax, para processos que exijam solvatação mais rápida – caso da laminação de PVC – e a linha Benzolflex (benzoatos), isenta de ftalatos, indicada para uso em adesivos e poliuretanos.

“Até o final do ano, traremos também o Efusion, plastificante livre de ftalatos indicado para tintas e vernizes”, destacou Mauro Carqueijo, diretor-comercial da Scandiflex.

A empresa também vem fortalecendo sua linha de polióis poliésteres (insumos destinados aos mercados de espumas flexíveis, adesivos de laminação, elastômeros e lacas).

Plástico Moderno, Capozzi: Basf amplia a linha de aditivos estabilizantes
Capozzi: Basf amplia a linha de aditivos estabilizantes

Atualmente, diz Carqueijo, praticamente todos os processos que usam o PVC utilizam plastificantes, ingredientes já fornecidos pela Scandiflex para mais de quarenta segmentos industriais.

“A substituição dos ftalatos no Brasil já é uma realidade e a Eastman, com seus plastificantes, é uma opção confiável”, completou.

A linha de aditivos da Basf conta com forte presença de agentes estabilizantes à luz.

Um dos focos de maior atenção era o Tinuvin XT-200, produto dessa categoria dirigido aos agronegócios. “Com alto peso molecular, ele proporciona estabilização de filmes agrícolas (PP e PE) a longo prazo, mesmo na presença de quantidade elevada de produtos agroquímicos como pesticidas, inseticidas ou agentes de desinfecção do solo e ainda lhes oferece aspecto transparente e límpido”, descreve José Roberto Capozzi Júnior, gerente de negócios na América do Sul de aditivos para plásticos da Basf.

No estande da companhia transnacional teve destaque também o Tinuvin 1600, absorvedor de luz ultravioleta com baixa volatilidade, alta absorção e boa compatibilidade com vários polímeros como policarbonatos, poliésteres e acrílicos, além do Irgastab RM 68, blenda dirigida à produção de itens para construção civil pelo processo de rotomoldagem, composta por estabilizantes capazes de reduzir o tempo de aquecimento do material.

“Além de melhoria nas características de processamento e estabilidade a luz, o Irgastab RM 68 confere baixa cor inicial, mínima descoloração por gás fade, e melhora nas propriedades mecânicas da peça”, relata Capozzi.

Plástico Moderno, Costa: agente de purga não abrasivo acelera troca de cor
Costa: agente de purga não abrasivo acelera troca de cor

A Chem-Trend – empresa do grupo Freudenberg especializada em agentes desmoldantes para diversos setores industriais – privilegiou a divulgação de um agente de purga da linha Lusin. Denominado Lusin Clean G301, ele é indicado para extrusoras e sopradoras, nas quais, lembra Henrique Costa, gerente de vendas de termoplásticos da empresa, a troca de cor é sempre complexa, geralmente realizada pela alimentação do equipamento com a cor nova que empurra a matéria-prima anterior até a obtenção da cor desejada, um processo que gera desperdício tanto de material quanto de tempo.

Em alguns casos chega a ser preciso abrir a máquina e fazer a limpeza manualmente. “Para acelerar o processo, existem agentes de purga abrasivos, mas estes podem causar danos à máquina”, disse Costa.

O Lusin Clean G301 não é abrasivo e acelera a troca de cor por um processo reativo, sem causar qualquer dano ao sistema. “É um material com alta capacidade de limpeza e o material seguinte, na cor desejada, terá muita facilidade em retirá-lo do sistema”, descreveu.

Lusin-Clean-da-Chem-trendEntre os pigmentos, a Clariant apontou novidades como o PV Sólido Alaranjado HGR, um pigmento laranja avermelhado para embalagens capaz de oferecer resistência à temperatura mesmo em concentrações menores.

“Havia no mercado apenas pigmentos de alta ou de baixa resistência térmica, não existiam produtos para demandas intermediárias – tanto no quesito desempenho quanto no preço – entre esses dois extremos”, afirmou Geraldo Ventola, gerente da BU Pigmentos/Plásticos da Clariant para a América Latina.

“A Clariant percebeu essa lacuna e para atender tal necessidade lançou o PV Sólido Alaranjado HGR”, explicou.

Outro pigmento lançado pela Clariant na Feiplastic foi o PV Sólido Amarelo H9G, amarelo com tonalidade esverdeada, qualificado pela empresa como extremamente limpo, capaz de permitir aos coloristas o desenvolvimento de cores mais vivas. Simultaneamente, a empresa robusteceu seu já vasto portfolio de branqueadores com o Telalux OB (para aplicações diversas) e o Telalux OB-01(para fibras têxteis de poliéster).

A Orion apresentou a linha Printex Zeta A, especialidade de negro de fumo lançada no mercado norte-americano há cerca de um ano, cujas principais aplicações são tubulações de gás e água, e fios condutivos.

“É um produto extremamente limpo, com partícula de no máximo 25 nanômetros, e pode ser usado até em tubulações de água potável”, relata Bhuvanesh Yerigeri, gerente de marketing técnico para as Américas da área de polímeros da empresa.

“Tem boa dispersão e resistência a UV”, complementou o especialista da Orion, empresa que na Feiplastic lançou, para o mercado de fibras, os negros de fumo Arosperse 11 e o Arosperse 138.

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Memória – Revista Plástico Moderno

 

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