Máquinas e Equipamentos reforçam inovações tecnológicas

As pessoas interessadas em conhecer o que há de mais moderno em termos de tecnologia para a indústria do plástico não se decepcionaram ao visitar a Feiplastic.

A Tederic, quarta maior fábrica da China, também tem conquistado clientes no Brasil.

Tanto que a empresa pode inaugurar uma fábrica por aqui, no estado de Santa Catarina.

Outro local em fase de estudos é o Uruguai. “A ideia é ter uma base local para atender o mercado brasileiro e sul-americano”, explica Emanuel Lopes Martins, gerente do escritório brasileiro.

A futura fábrica deve começar suas atividades no próximo ano. No início, a estratégia será a de montar máquinas até 500 toneladas de força de fechamento com vários componentes importados. Com o tempo, deve haver progressiva nacionalização dos itens presentes nas injetoras.

A Tederic tem modelos de 40 a 4 mil toneladas de força de fechamento, com funcionamento hidráulico, híbrido e elétrico. “Nos últimos três anos temos alcançado resultados excelentes no Brasil.

Esse ano, passado o primeiro trimestre, vemos o mercado nacional com grande potencial de negócios”. O aumento do dólar não preocupa tanto.

“A moeda chinesa também se desvalorizou em relação à moeda norte-americana”. O pior, para Martins, são as fortes oscilações do real. Na feira, a empresa apresentou novo modelo. Com 850 toneladas, possui duas placas e é indicado para a produção de peças com grande profundidade.

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Filmes – Boas surpresas também tiveram os interessados no universo da extrusão.

Fabricantes brasileiros de máquinas para filmes, tubos, perfis e outros produtos se esmeraram para mostrar tecnologia elevada. Vale lembrar que nesse nicho a concorrência de empresas asiáticas, embora exista, incomoda bem menos do que no caso das injetoras.

A Carnevalli lançou seu novo equipamento voltado para a produção de filmes de cinco camadas, o Polaris Plus EX. Ele é indicado para fabricar filmes técnicos e de laminação.

“É o primeiro do Brasil com essas características e tem qualidade competitiva em relação aos europeus”, ressalta Wilson Carnevalli Filho, diretor-comercial.

Ele informa que o aumento de capacidade em relação aos modelos de três camadas usados para essa finalidade é significativo. “O equipamento converte até 1.000 kg/h, 60% a mais. Além disso, permite a diminuição da quantidade usada de materiais mais nobres, sem prejuízo para as propriedades mecânicas exigidas”.

O empresário se mostrou bastante satisfeito com as visitas recebidas durante o evento.

Acredita que os contatos mantidos podem render bons negócios e melhorar o momento vivido pela empresa. “O ano passado foi muito bom para nós, crescemos em torno de 12% e os primeiros meses desse ano estão melhores do que os do mesmo período de 2014. Nós estimamos crescer entre 10 e 15% em 2015”.

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Para ele, o desempenho se deve à descentralização das vendas, no passado muito concentradas na região Sudeste.

“Boa parte das encomendas vêm de empresas do Nordeste”, exemplifica. As exportações também vão bem. “Elas representaram 20% de nossas vendas no ano passado, esse ano é capaz de chegarem a 30% ou 35%”. A valorização do dólar ajuda, mas nem tanto, uma vez que outras moedas de países da América Latina também se desvalorizaram.

O grande número de visitantes estrangeiros, em especial os da América do Sul e Central, surpreendeu de forma agradável a Paulo Leal, diretor-comercial da Rulli-Standard.

A boa presença de brasileiros também. “Estou muito esperançoso, recebemos uma avalanche de consultas aqui na feira”, resume.

Ele explica que os equipamentos oferecidos pela empresa, extrusoras para filmes de grande porte, não se compra depois de uma simples conversa. “É muito raro, mas acredito que as propostas podem melhorar o cenário das vendas a partir do segundo semestre”.

A empresa não promoveu lançamento de nenhum modelo novo.

Leal, no entanto, destaca o aperfeiçoamento constante das máquinas, preocupação da empresa. Entre as providências mais recentes, se encontram a adoção de motores de alta eficiência e o desenvolvimento do desenho das roscas, de forma a torná-las mais produtivas.

Outra medida é adequar os equipamentos o máximo possível à norma de segurança NR 12. O carro-chefe da empresa é a máquina para filmes monocamada EF 2 ½. “Com ela nós estamos produzindo 220 kg/h aqui na feira, trabalhando fora das condições ideais. As máquinas de concorrentes atingem 180 kg/h”.

“Estou surpreso, fizemos excelentes contatos nessa feira”, comemora Paolo De Filippis, diretor da Wortex.

A empresa, de acordo com o dirigente, vive bom momento.

“Esperamos crescer 10% esse ano na área de sopro para filmes”. Na feira, mostrou sistema completo para produção de filmes tubulares monocamada e/ou multicamadas, com troca automática de bobinas.

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