Máquinas e Equipamentos reforçam inovações tecnológicas

As pessoas interessadas em conhecer o que há de mais moderno em termos de tecnologia para a indústria do plástico não se decepcionaram ao visitar a Feiplastic.

Máquinas e Equipamentos – Novas patentes

Máquinas Injetora Arburg - Equipamentos crescem no evento
Arburg – injetoras híbridas

Multinacionais reconhecidas por oferecerem injetoras sofisticadas divulgaram seus avanços tecnológicos diferenciados, obtidos a partir de estudos patenteados.

A alemã Arburg montou, em seu estande, uma célula de produção totalmente automatizada, incluindo remoção e empilhamento de peças. A linha é dimensionada para produzir 32 colheres em 4,8 segundos.

A maior novidade da Arburg, no entanto, não pode ser conferida pelos frequentadores do evento. Trata-se da tecnologia Proform, patente da empresa desenvolvida em parceria com o IKV, instituto de pesquisa e desenvolvimento da Alemanha.

Ela permite, com o uso de gás, a obtenção de peças plásticas expandidas. “A técnica pode reduzir o peso das peças em 20% sem perda significativa da eficiência mecânica, permite o uso de máquinas de menor força de fechamento e evita rechupes e empenamentos.

Pode ser usada também em peças reforçadas com fibra de vidro”, informa Kai Wender, diretor-geral.

A única desvantagem, de acordo com o diretor, se encontra no fato de as peças obtidas não apresentarem visual perfeito.

Por isso, o sistema é indicado para peças usadas fora da vista dos consumidores, caso, por exemplo, das indicadas para os motores de automóveis. Ela é uma máquina basicamente comum, com uma pequena alteração na rosca. “Estamos começando a oferecer essa injetora no Brasil”.

Plástico Moderno, Wender: cresce a demanda por injetoras híbridas (acima)
Wender: cresce a demanda por injetoras híbridas

Para Wender, tecnologia vende muito bem, independente do momento econômico do mercado.

“As empresas precisam se tornar competitivas. Não se trata só de aumentar a capacidade de produção, e sim de fazer a mesma coisa com economia”, lembra.

Para ele, tal necessidade explica o bom momento da empresa.

“As vendas no Brasil este ano estão bem melhores do que no ano passado”, comentou.

O perfil dos compradores de máquinas e equipamentos mudou.

Antes bastante procurada pela indústria automobilística, a Arburg passou a ter como principal cliente as empresas ligadas à saúde. “As montadoras estão em momento desfavorável”, lamenta.

Outra característica do mercado nacional é o crescimento da procura por máquinas elétricas e híbridas. “Há dois ou três anos, elas correspondiam a algo entre 10% e 15% das nossas vendas, hoje respondem por 25 a 30%”, informou.

A austríaca Engel mostrou em seu estande uma linha de injeção voltada para produzir os pedais de embreagem utilizados em um automóvel da marca BMW.

O grande diferencial do equipamento é o fato dele operar com injeção a água.

A técnica substitui a injeção a gás, tecnologia já bem difundida e bastante utilizada no Brasil na produção de peças ocas. “A injeção a água, embora seja um método antigo, ainda é pouco utilizada, no Brasil não existe nenhum equipamento do gênero instalado”, informa Udo Löhken, diretor.

De acordo com o executivo, o problema da técnica era seu difícil controle. “Nós desenvolvemos e patenteamos, com a ajuda de um parceiro, uma nova tecnologia de injeção a água.

Nosso sistema permite o controle da operação de forma precisa”, garante.

O diretor enumera as vantagens em relação ao gás. “A água não é compressível, o que garante maior precisão na espessura das paredes das peças. Como a água apresenta melhor propriedade de transferência de calor, o tempo dos ciclos cai em até 50% quando comparado com a injeção a gás”, explicou.

E a água custa muito mais barato do que o nitrogênio, usado na injeção a gás. “Pode se aproveitar a água usada na refrigeração da máquina e dos moldes, não é necessário manusear os reservatórios de gás”, emenda.

Para atestar as informações, o diretor conta que além da BMW, grandes montadoras alemãs, casos da Audi e Opel, adotaram a técnica. “Acredito que essa tecnologia tem grande potencial de uso no mercado nacional”.

As vendas da Engel no Brasil acompanham o desempenho da economia. “Estão mais ou menos”.

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A feira ajuda, assim como a imagem da marca. “Somos um nome bem estabelecido no Brasil, temos assistência técnica instalada em seis estados de norte a sul do Brasil”.

Ele acredita na necessidade dos transformadores de ponta apostarem em processos mais competitivos. “A economia vai retomar o crescimento, hoje a crise é mais política do que econômica”, comentou.

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