Máquinas e Equipamentos reforçam inovações tecnológicas

As pessoas interessadas em conhecer o que há de mais moderno em termos de tecnologia para a indústria do plástico não se decepcionaram ao visitar a Feiplastic.

Os fabricantes de máquinas injetoras, extrusoras, sopradoras e todos os demais equipamentos necessários para uma fábrica do ramo compareceram em grande número no evento. Os expositores se esforçaram para agradar.

Alguns aproveitaram para mostrar ao mercado lançamentos, outros apresentaram linhas já existentes aperfeiçoadas.

O sentimento foi recíproco.

Os fornecedores de máquinas e equipamentos também se mostraram satisfeitos. Eles foram unânimes ao realçar o bom número de visitantes com poder de compra, interessados em conhecer modelos mais modernos, capazes de melhorar a produtividade e produzir peças de melhor qualidade com economia de energia.

Em tempo: o público superou 66 mil pessoas, de acordo com a Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora da exposição.

O quanto o diálogo entre fabricantes e clientes será traduzido em negócios precisa ser avaliado com cuidado. Os compradores de equipamentos de grande porte, cujo custo está na casa das centenas de milhares de reais, dificilmente fazem aquisições por impulso.

Alguns fabricantes anunciaram o fechamento de negócios do gênero no evento, mas na maioria dos casos as conversas para a concretização das vendas já vinham acontecendo há algum tempo.

Nesse nicho de mercado, os fabricantes reconheceram de forma unânime o grande interesse do mercado na aquisição de modelos mais modernos, com desempenho superior.

Eles lamentam, no entanto, o atual cenário. Mostram-se preocupados com a insegurança gerada com os rumos atuais da economia. As dificuldades dos clientes em conseguir a liberação de financiamentos não ajudam.

Os interessados em equipamentos de menor porte tiveram maior facilidade para aproveitar as ofertas oferecidas pelos fornecedores.

O número de negócios fechados a partir de contatos feitos durante as feiras costuma ser maior e nesta edição, a despeito da crise, não foi diferente. Entre os expositores, alguns se mostraram felizes com os resultados alcançados, outros nem tanto.

Tanto no caso das máquinas mais caras, quanto no das de menor preço, foram feitos muitos contatos que podem se transformar em negócios nos próximos meses. O tempo dirá.

Máquinas e Equipamentos: Servobombas – Hidráulicas, híbridas, elétricas.

Brasileiras, europeias, asiáticas. De pequenos a grandes portes.

Não faltaram opções para os visitantes interessados em conhecer o que acontece no universo das injetoras. Empresas com marcas brasileiras e internacionais bastante conhecidas exibiram modelos atualizados com tecnologia de ponta.

Destaque para a crescente utilização de servobombas nos modelos hidráulicos, recurso tecnológico adotado por diversos fabricantes. A tecnologia parece estar se transformando em forte tendência.

A fabricante nacional Romi é exemplo desse cenário.

O grande destaque da empresa na Feiplastic foi o lançamento do modelo EN 800, com 800 toneladas de força de fechamento.

A novidade faz parte da expansão da linha de injetoras EN, que chega a modelos com até 1,1 mil toneladas. A máquina, dotada com o sistema batizado de “Stop and Go”, é acionada por duas servobombas que permitem simultaneidade de movimentos entre unidade injetora e fechamento.

De acordo com William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plásticos, o projeto da máquina visa atingir ótima capacidade de produção, repetição e qualidade nas peças obtidas.

Plástico Moderno, William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas e equipamentos para plásticos
William dos Reis – Romi

“O sistema ‘Stop and Go’ permite total sintonia entre as servobombas com a eletrônica”.

Para ele, além da precisão, o equipamento trabalha com grande economia de energia elétrica.

“A injetora, quando ocorre o processo de resfriamento, fica em regime de espera”, exemplifica.

Outras duas novidades foram apresentadas pela empresa.

O modelo EL 300, com 300 toneladas de força de fechamento, agora é oferecido com a opção de injeção em alta velocidade, recurso ideal para a produção de peças de parede fina em ciclos rápidos.

A EM 220, de 220 toneladas, também com o “Stop and Go”, foi mostrada aos visitantes com o apelo de ser econômica. “O modelo permite economia de energia de até 65% se comparado a máquinas hidráulicas com bomba de vazão variável”.

Plástico Moderno, Modelo EN 800 conta com duas servobombas
Modelo EN 800 conta com duas servobombas

Reis considerou a feira produtiva. “A qualidade da visitação foi muito boa”.

Alguns negócios foram fechados, outros bem encaminhados. Para ele, isso não significa a recuperação das vendas para o patamar de anos anteriores. “Estamos vivendo uma crise de confiança”. Para ele, é um bom momento para os transformadores capitalizados investirem em máquinas mais produtivas e econômicas. “Isso que queremos mostrar aos clientes”.

Máquinas e Equipamentos – Novas patentes

Máquinas Injetora Arburg - Equipamentos crescem no evento
Arburg – injetoras híbridas

Multinacionais reconhecidas por oferecerem injetoras sofisticadas divulgaram seus avanços tecnológicos diferenciados, obtidos a partir de estudos patenteados.

A alemã Arburg montou, em seu estande, uma célula de produção totalmente automatizada, incluindo remoção e empilhamento de peças. A linha é dimensionada para produzir 32 colheres em 4,8 segundos.

A maior novidade da Arburg, no entanto, não pode ser conferida pelos frequentadores do evento. Trata-se da tecnologia Proform, patente da empresa desenvolvida em parceria com o IKV, instituto de pesquisa e desenvolvimento da Alemanha.

Ela permite, com o uso de gás, a obtenção de peças plásticas expandidas. “A técnica pode reduzir o peso das peças em 20% sem perda significativa da eficiência mecânica, permite o uso de máquinas de menor força de fechamento e evita rechupes e empenamentos.

Pode ser usada também em peças reforçadas com fibra de vidro”, informa Kai Wender, diretor-geral.

A única desvantagem, de acordo com o diretor, se encontra no fato de as peças obtidas não apresentarem visual perfeito.

Por isso, o sistema é indicado para peças usadas fora da vista dos consumidores, caso, por exemplo, das indicadas para os motores de automóveis. Ela é uma máquina basicamente comum, com uma pequena alteração na rosca. “Estamos começando a oferecer essa injetora no Brasil”.

Plástico Moderno, Wender: cresce a demanda por injetoras híbridas (acima)
Wender: cresce a demanda por injetoras híbridas

Para Wender, tecnologia vende muito bem, independente do momento econômico do mercado.

“As empresas precisam se tornar competitivas. Não se trata só de aumentar a capacidade de produção, e sim de fazer a mesma coisa com economia”, lembra.

Para ele, tal necessidade explica o bom momento da empresa.

“As vendas no Brasil este ano estão bem melhores do que no ano passado”, comentou.

O perfil dos compradores de máquinas e equipamentos mudou.

Antes bastante procurada pela indústria automobilística, a Arburg passou a ter como principal cliente as empresas ligadas à saúde. “As montadoras estão em momento desfavorável”, lamenta.

Outra característica do mercado nacional é o crescimento da procura por máquinas elétricas e híbridas. “Há dois ou três anos, elas correspondiam a algo entre 10% e 15% das nossas vendas, hoje respondem por 25 a 30%”, informou.

A austríaca Engel mostrou em seu estande uma linha de injeção voltada para produzir os pedais de embreagem utilizados em um automóvel da marca BMW.

O grande diferencial do equipamento é o fato dele operar com injeção a água.

A técnica substitui a injeção a gás, tecnologia já bem difundida e bastante utilizada no Brasil na produção de peças ocas. “A injeção a água, embora seja um método antigo, ainda é pouco utilizada, no Brasil não existe nenhum equipamento do gênero instalado”, informa Udo Löhken, diretor.

De acordo com o executivo, o problema da técnica era seu difícil controle. “Nós desenvolvemos e patenteamos, com a ajuda de um parceiro, uma nova tecnologia de injeção a água.

Nosso sistema permite o controle da operação de forma precisa”, garante.

O diretor enumera as vantagens em relação ao gás. “A água não é compressível, o que garante maior precisão na espessura das paredes das peças. Como a água apresenta melhor propriedade de transferência de calor, o tempo dos ciclos cai em até 50% quando comparado com a injeção a gás”, explicou.

E a água custa muito mais barato do que o nitrogênio, usado na injeção a gás. “Pode se aproveitar a água usada na refrigeração da máquina e dos moldes, não é necessário manusear os reservatórios de gás”, emenda.

Para atestar as informações, o diretor conta que além da BMW, grandes montadoras alemãs, casos da Audi e Opel, adotaram a técnica. “Acredito que essa tecnologia tem grande potencial de uso no mercado nacional”.

As vendas da Engel no Brasil acompanham o desempenho da economia. “Estão mais ou menos”.

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A feira ajuda, assim como a imagem da marca. “Somos um nome bem estabelecido no Brasil, temos assistência técnica instalada em seis estados de norte a sul do Brasil”.

Ele acredita na necessidade dos transformadores de ponta apostarem em processos mais competitivos. “A economia vai retomar o crescimento, hoje a crise é mais política do que econômica”, comentou.

Plástico Moderno, Processo FiberForm acelera a produção de compósitos
Processo FiberForm acelera a produção de compósitos

Mais novidades

As novidades apresentadas pelos fornecedores de injetoras não pararam por aí.

A alemã Krauss Maffei deu destaque à renovada linha CX, formada por máquinas hidráulicas com modelos de 35 a 160 toneladas de força de fechamento. “Em relação a nosso modelo anterior, elas são 15% mais rápidas, consomem 10% a menos de energia e 20% a menos de óleo”, informa Klaus Jell, CEO.

A empresa também anunciou que toda máquina da empresa passa a ser equipada com o comando eletrônico APC.

“Esse comando foi patenteado por nós e tem como principal característica a autorregulagem.

Ele mantém as condições necessárias para que as peças tenham as características requeridas, mesmo quando ocorrem problemas como variação brusca de temperatura na fábrica ou uma pequena diferença de viscosidade entre lotes de matérias-primas”.

Jell se mostrou satisfeito com o movimento de visitantes na feira. Ele também não se queixa muito do atual momento do mercado.

“Este ano, as vendas ainda não esquentaram, mas o ano passado foi bom”, avaliou. Um dos motivos do resultado positivo em 2014 foi a venda de máquinas para a nova planta da Fiat, em Pernambuco.

“Somos mais procurados por clientes que estão construindo fábricas novas. Na hora de substituir um equipamento antigo, os empresários se sentem menos seguros em investir em maquinários mais sofisticados”.

A atração principal da Wittmann Battenfeld foi um acréscimo para a linha SmartPower, formada por modelos de 25 a 120 toneladas de força de fechamento e lançada oficialmente durante a Fakuma, feira realizada em outubro na Alemanha, para 35 t.

A ideia é no próximo ano lançar modelos da série de até 350 toneladas.

Plástico Moderno, Wittmann Battenfeld adicionou um modelo à linha SmartPower
Wittmann Battenfeld adicionou um modelo à linha SmartPower

De acordo com a empresa, a linha se destaca pela economia de energia e operação inteligente. “Com acionamento por servomotor, as máquinas oferecem uma infinidade de recursos em termos de precisão, eficiência e facilidade de uso”, explica Marcos Cardenal, engenheiro da equipe comercial.

Ele ressalta que apesar da série contemplar máquinas de porte pequeno, contam com espaço generoso para colocação de moldes. “Não necessariamente atuam com peças pequenas”.

Outro destaque ficou para o novo controle das máquinas oferecidas pela multinacional. “O software é muito fácil de ser operado, atua com comando Windows”.

Ele traz informações completas. “Pode ser medido o consumo de energia por peça, lote de peças ou determinado período de produção”, exemplifica. No comando, também é possível integrar todos os periféricos necessários para as linhas de produção. “Com um aplicativo que custa US$ 0,99, desenvolvido por uma empresa parceira, os responsáveis pela fábrica podem controlar a produção pelo celular”.

Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro da Sumitomo Demag, se mostrou feliz com a movimentação verificada na feira. “Finalizamos a venda de três equipamentos”.

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Ele espera colher mais frutos em breve. “A Feiplastic trouxe visitantes qualificados e desta forma ele acredita que é possível concretizar negócios já nas próximas semanas.

A empresa mostrou os avanços de seus lançamentos mais recentes.

A Systec SP 280, máquina hidráulica dotada com servobombas, é indicada para aplicações com ciclos rápidos. Na feira produziu potes de 1,2 litros em molde com duas cavidades e sistema e in mould labeling. Em condições ideais a operação, de acordo com a empresa, ocorre em ciclos abaixo de 5,5 segundos. Também foi mostrada a injetora elétrica Seiooev, produzida no Japão. Ela conta com acionamento dos eixos sem utilização de correias e é bastante econômica.

Os representantes das injetoras chinesas

Os representantes das injetoras chinesas, ferozes concorrentes dos fabricantes nacionais, participaram ativamente da exposição, ocupando diversos estandes.

Entre eles, uma empresa tinha bastante o que comemorar.

A Alfainjet, representante no Brasil da marca Cheng Hsong desde 2009, fechou 10 negócios no pavilhão, três deles com clientes novos. “Fizemos bons contatos. Foi uma feira que valeu a pena participar, tivemos retorno positivo com os negócios fechados”, comemorou o diretor-comercial Fernando da Silva.

O Cheng Hsong Group, detentor da marca, é um grupo de grandes proporções.

No campo das injetoras, oferece modelos de 20 a 6,5 mil toneladas de força de fechamento.

Os mais vendidos da empresa no Brasil  são os da linha Easy Master, formada por máquinas hidráulicas com 80 a 560 toneladas de força de fechamento. “Elas permitem excelente repetibilidade, têm sistema de fechamento de tesoura cinco pontos e possuem componentes hidráulicos da Rexroth”, informa André Aidar, gerente comercial.

A Tederic, quarta maior fábrica da China, também tem conquistado clientes no Brasil.

Tanto que a empresa pode inaugurar uma fábrica por aqui, no estado de Santa Catarina.

Outro local em fase de estudos é o Uruguai. “A ideia é ter uma base local para atender o mercado brasileiro e sul-americano”, explica Emanuel Lopes Martins, gerente do escritório brasileiro.

A futura fábrica deve começar suas atividades no próximo ano. No início, a estratégia será a de montar máquinas até 500 toneladas de força de fechamento com vários componentes importados. Com o tempo, deve haver progressiva nacionalização dos itens presentes nas injetoras.

A Tederic tem modelos de 40 a 4 mil toneladas de força de fechamento, com funcionamento hidráulico, híbrido e elétrico. “Nos últimos três anos temos alcançado resultados excelentes no Brasil.

Esse ano, passado o primeiro trimestre, vemos o mercado nacional com grande potencial de negócios”. O aumento do dólar não preocupa tanto.

“A moeda chinesa também se desvalorizou em relação à moeda norte-americana”. O pior, para Martins, são as fortes oscilações do real. Na feira, a empresa apresentou novo modelo. Com 850 toneladas, possui duas placas e é indicado para a produção de peças com grande profundidade.

Máquinas e Equipamentos

Filmes – Boas surpresas também tiveram os interessados no universo da extrusão.

Fabricantes brasileiros de máquinas para filmes, tubos, perfis e outros produtos se esmeraram para mostrar tecnologia elevada. Vale lembrar que nesse nicho a concorrência de empresas asiáticas, embora exista, incomoda bem menos do que no caso das injetoras.

A Carnevalli lançou seu novo equipamento voltado para a produção de filmes de cinco camadas, o Polaris Plus EX. Ele é indicado para fabricar filmes técnicos e de laminação.

“É o primeiro do Brasil com essas características e tem qualidade competitiva em relação aos europeus”, ressalta Wilson Carnevalli Filho, diretor-comercial.

Ele informa que o aumento de capacidade em relação aos modelos de três camadas usados para essa finalidade é significativo. “O equipamento converte até 1.000 kg/h, 60% a mais. Além disso, permite a diminuição da quantidade usada de materiais mais nobres, sem prejuízo para as propriedades mecânicas exigidas”.

O empresário se mostrou bastante satisfeito com as visitas recebidas durante o evento.

Acredita que os contatos mantidos podem render bons negócios e melhorar o momento vivido pela empresa. “O ano passado foi muito bom para nós, crescemos em torno de 12% e os primeiros meses desse ano estão melhores do que os do mesmo período de 2014. Nós estimamos crescer entre 10 e 15% em 2015”.

Máquinas e Equipamentos

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Para ele, o desempenho se deve à descentralização das vendas, no passado muito concentradas na região Sudeste.

“Boa parte das encomendas vêm de empresas do Nordeste”, exemplifica. As exportações também vão bem. “Elas representaram 20% de nossas vendas no ano passado, esse ano é capaz de chegarem a 30% ou 35%”. A valorização do dólar ajuda, mas nem tanto, uma vez que outras moedas de países da América Latina também se desvalorizaram.

O grande número de visitantes estrangeiros, em especial os da América do Sul e Central, surpreendeu de forma agradável a Paulo Leal, diretor-comercial da Rulli-Standard.

A boa presença de brasileiros também. “Estou muito esperançoso, recebemos uma avalanche de consultas aqui na feira”, resume.

Ele explica que os equipamentos oferecidos pela empresa, extrusoras para filmes de grande porte, não se compra depois de uma simples conversa. “É muito raro, mas acredito que as propostas podem melhorar o cenário das vendas a partir do segundo semestre”.

A empresa não promoveu lançamento de nenhum modelo novo.

Leal, no entanto, destaca o aperfeiçoamento constante das máquinas, preocupação da empresa. Entre as providências mais recentes, se encontram a adoção de motores de alta eficiência e o desenvolvimento do desenho das roscas, de forma a torná-las mais produtivas.

Outra medida é adequar os equipamentos o máximo possível à norma de segurança NR 12. O carro-chefe da empresa é a máquina para filmes monocamada EF 2 ½. “Com ela nós estamos produzindo 220 kg/h aqui na feira, trabalhando fora das condições ideais. As máquinas de concorrentes atingem 180 kg/h”.

“Estou surpreso, fizemos excelentes contatos nessa feira”, comemora Paolo De Filippis, diretor da Wortex.

A empresa, de acordo com o dirigente, vive bom momento.

“Esperamos crescer 10% esse ano na área de sopro para filmes”. Na feira, mostrou sistema completo para produção de filmes tubulares monocamada e/ou multicamadas, com troca automática de bobinas.

Plástico Moderno, Máquinas e Equipamentos Linha de extrusoras da Miotto segue padrões europeus
Linha de extrusoras da Miotto segue padrões europeus

Tubos, perfis… – Nomes conhecidos do nicho de máquinas para tubos, perfis e chapas, fios e cabos apresentaram seus arsenais.

A Miotto, empresa do ramo mais antiga do mercado, foi uma das que marcaram presença.

“O número de visitantes da feira foi bom”, explica Enrico Miotto, presidente. Mais do que a quantidade de pessoas, ele ressalta o perfil do público. “Vieram muitos profissionais que ocupam posição de destaque, são responsáveis pelas compras de máquinas”.

O diretor se mostra um tanto desconfiado sobre o resultado desses contatos.

Para ele, as pessoas querem comprar, mas não sentem confiança no momento atual da economia. Além disso, está difícil obter financiamento junto aos órgãos estatais, e a empresa oferece equipamentos sofisticados, linhas completas de extrusão que não custam barato.

A Miotto começou o ano fazendo bons negócios, em especial junto ao nicho de fios e cabos.

“Nossos equipamentos voltados para esse mercado têm nível de qualidade europeu”.

A empresa vendeu cinco linhas com capacidade de produção de até 1,1 mil metros por minuto, com troca automática de bobinas. “Essa linha de produção trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana”.

As máquinas são fabricadas por encomenda e, com a venda, a ocupação da linha de produção da empresa nos próximos meses está garantida.

“O que me preocupa é o que virá depois”. Na Feiplastic, a empresa divulgou seus constantes estudos para aperfeiçoar os equipamentos. “Temos conseguido melhorar o desempenho das máquinas e reduzir seus custos”, orgulha-se.

O excelente potencial do mercado de telhas de PVC foi destacado na feira por dois fabricantes de equipamentos para o produto, Bausano e Extrusão Brasil.

Na prática, o uso de telhas de plástico no Brasil ainda é incipiente, mas o otimismo dos fornecedores de linhas de produção em relação ao futuro existe.

Para Chrystalino Branco Filho, diretor comercial da Bausano, a receptividade tem sido boa, em especial no Nordeste.

“Recentemente negociamos uma linha completa para a Afort, do Grupo FortLev. Acho que aos poucos as grandes empresas estão entrando nesse nicho de atuação”. Leonardo Rocha Borges, diretor de vendas da Extrusão Brasil, também acredita no filão.

“Hoje, ainda não alcançamos o que esperamos. Mas, à medida que grandes empresas da construção civil entrarem no mercado, as vendas serão alavancadas”.

As duas empresas apresentaram novidades na feira.

A Bausano divulgou seu novo controle eletrônico, cujo software foi acrescido de funções em relação à edição anterior. “Ele indica aos operadores qualquer falha ou defeito mostrando a foto do local onde está havendo o problema e qual a intervenção necessária, entre outras vantagens”, diz Branco Filho.

A Extrusão Brasil promoveu o lançamento de sua máquina com roscas cônicas. “Ela apresenta excelente plastificação quando comparada à de roscas paralelas, é 30% mais produtiva”, resume Borges.

Durante o evento, a Amut-Wortex, fruto da parceria entre a brasileira Wortex e a italiana Amut, anunciou a venda de máquina para a transformadora Bemis.

O equipamento produz 900 kg/h de chapas de polipropileno e foi construído com tecnologia italiana na planta da Wortex em Campinas-SP. “Ela atende a todas as normas de segurança da lei brasileira”, afirma Filippis.

Sopro de esperança

A frase “sopro de esperança” pode ser interpretada como trocadilho de gosto duvidoso.

De qualquer forma, dá a exata sensação expressada por dirigentes dos principais fabricantes de sopradoras do país presentes na feira.

Desconfiados com o clima de incerteza vivido pela economia, eles acabaram satisfeitos com o número de visitas recebidas e negócios encaminhados durante o evento. Agora a tarefa é ir atrás dos interessados para tentar concretizar as vendas prospectadas.

A Pavan Zanetti é um exemplo. “Tínhamos a expectativa de uma feira pouco movimentada. Porém, o volume de visitantes acabou superando essa expectativa e tivemos um bom número de visitações, até mesmo com poder de compra e interessados em fechar negócios”, informou Newton Zanetti, diretor-comercial.

Para ele, o evento foi menos expressivo do que nas edições anteriores, mas não deixou a desejar. Ele diz que foram fechados diversos negócios e muitos outros podem ser gerados nas próximas semanas a partir das conversas realizadas.

O lançamento da empresa que mais chamou a atenção das pessoas que compareceram ao estande foi o modelo de sopradora híbrida.

Ela conta com movimentos dos carros porta-moldes com acionamento elétrico em vez do tradicional movimento hidráulico. “Seu desempenho apresenta economia de energia elétrica na casa de 6,5% no ciclo de produção de 12 segundos.

Esse dado é real, foi medido por empresa independente. Não é uma informação genérica para chamar a atenção”, garante o diretor. Zanetti revela que essa solução deve ser estendida às máquinas da série Bimatic da empresa, hoje compostas por máquinas hidráulicas.

A Romi, nome muito conhecido na área de injetoras, começou a vender sopradoras a partir de 2008, quando adquiriu a fabricante JAC. Na feira apresentou o modelo C 5TS, máquina convencional para frascos até dez litros. A máquina é equipada com programador “parison” para 512 pontos de ajuste e controle para até 21 zonas de aquecimento no cabeçote.

De acordo com informações prestadas pela empresa, o modelo trabalha com baixo consumo de energia, motor diretamente acoplado à extrusora e conta com comando com interface amigável e intuitiva. “Estamos trabalhando com força para lançar sopradoras completamente elétricas, uma tendência que vemos no mercado”, informa o diretor Reis.

Máquinas e Equipamentos

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A maior novidade da Pintarelli na Feiplastic não foi o lançamento de um novo modelo.

A empresa, há 31 anos no mercado de sopradoras, anunciou sua fusão com a Blufer, fabricante de periféricos para automação de linhas de sopro. Fechado no dia primeiro de maio, o acordo fez surgir a Pintarelli/Buffer.

A proposta visa atender uma demanda dos clientes. “Com a união passamos a oferecer linhas completas”, justifica André Printarelli, gerente-comercial.

A linha de sopradoras oferecida pela empresa é bastante ampla.

Vai de máquinas voltadas para a produção de frascos de 10 ml a 60 l. “Investimos de forma constante na melhora dos equipamentos. Uma de nossas prioridades nos últimos tempos tem sido adaptar nossas máquinas às exigências da NR 12”.

De acordo com o gerente, as vendas no ano passado foram boas. “Crescemos 8%, e o desafio deste ano é pelo menos manter o nível alcançado em 2014”.

Etc. e tal – Empresas de máquinas e equipamentos os mais diversos usados com finalidades distintas também puderam ser visitadas no evento.

Com capacidade de produção de 16 mil potes por hora, a segunda geração de termoformadoras desenvolvida pela Hece chamou a atenção.

“É a primeira máquina produzida no Brasil com esta tecnologia, que oferece alta qualidade e produtividade igual ou superior a equipamentos fabricados na Alemanha e Itália”, afirma Fábio do Valle Sverzut, gerente de engenharia.

A máquina é dirigida ao segmento de potes feitos de polipropileno, usados em larga escala como embalagens pela indústria de alimentos, e também para a fabricação de utensílios domésticos.

Procurando Máquinas e Equipamentos para Transformação – Consulte o GuiaQD

Lançamento à parte, a participação na feira esquentou a venda de outros modelos oferecidos pela empresa. “Vendemos dez equipamentos e temos a expectativa de fechar mais dez pedidos gerados durante a Feiplastic”, comemorou o gerente.

A Piovan, multinacional fabricante de periféricos, não economizou em número de lançamentos, expondo várias novidades.

Plástico Moderno, Máquinas e Equipamentos Alimentador de pós, da Piovan, pode chegar a 600 kg/h de PVC
Alimentador de pós, da Piovan, pode chegar a 600 kg/h de PVC

A série de alimentadores Pureflo, com modelos de várias capacidades indicados para aplicações diversas, tem como diferencial o fato de não contar com filtro.

“Essa característica facilita a manutenção”, explica Ricardo Prado Santos, vice-presidente para a América do Sul. Ainda não batizada, foi mostrada uma série de dosadores de masterbatches líquidos, os primeiros do gênero fabricados no Brasil.

“Até hoje o transformador só tinha acesso a importados”.

Também chega ao mercado o desumidificador de matérias primas DP de grande porte. “Aqui na feira ele está trabalhando com capacidade de 650 kg/h de PET”.

Na área de controle de temperatura, a novidade ficou por conta da nova linha de chillers Slim e de termochillers Digitemp-L. “Os nossos demais produtos foram todos atualizados”. Santos se mostrou feliz com a movimentação de visitantes na feira.

Ele acredita que o evento pode colaborar no atual momento das vendas, já bastante positivo. “No primeiro quadrimestre o faturamento cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano passado”.

Caso tudo corra bem, a italiana Moretto, fabricante de vários equipamentos, inaugura no próximo ano sua fábrica no Brasil. “Já estamos fazendo o trabalho de terraplanagem no terreno que fica em Valinhos no interior de São Paulo”, conta Alexandre Brasolin Nalini, diretor-comercial. Na feira, a visitação foi considerada muito produtiva.

A empresa assinou três contratos para fornecer máquinas para projetos de empresas de linha branca e automotiva. “Estávamos no lugar certo, na hora certa. Nos cinco dias de Feiplastic, recebemos uma média de 180 visitantes/dia, o que representou muitos contatos efetivados e a expectativa de gerar novos negócios”.

A Primotécnica, às vésperas de completar 50 anos, nasceu e até hoje é muito conhecida como fabricante de moinhos.

Plástico Moderno, Máquinas e Equipamentos - Primotécnica completa a linha com modelo para 4 t/h
Primotécnica completa a linha com modelo para 4 t/h

Durante a feira, lançou modelo com capacidade de 4 t/h, indicado para peças de grande porte ou pneus. “Esse tamanho veio complementar nossa linha de reciclagem de pneus e grandes peças. Antes tínhamos apenas um modelo grande, de 12 t/h”, explica Dante Casarotti, gerente-comercial.

Ele tem a expectativa que a participação na feira melhore as vendas, um tanto paradas nos últimos tempos.

Leia Mais sobre Máquinas e Equipamentos:

Memória – Revista Plástico Moderno

 

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